Avenida. Rio Branco, 289 - Centro 56.800-000  -  Afogados da Ingazeira / PE

Fone: (87) 3838-1221 
Pároco: Pe. Gilvan Bezerra de Lima


 

AFOGADOS DA INGAZEIRA - Sr. Bom Jesus dos Remédios

Encontro com catequistas de Afogados, Iguaraci e Flores foi realizado na Paróquia de São Francisco

Aconteceu na manhã do sábado, 25 de junho, na Paróquia São Francisco em Afogados da Ingazeira, um encontro de formação para os catequistas de Flores, Afogados da Ingazeira e Iguaraci. Contando com a presença de sessenta e três pessoas, o encontro serviu para debater sobre o modelo de Iniciação à Vida Cristã apresentado pela Igreja e adotado pela nossa diocese que é o de INSPIRAÇÃO CATECUMENAL, isto é, o processo de transmissão da fé dos Primeiros Cristãos, cujo ponto de partida no processo é o encontro pessoal com Jesus Cristo: o de chegada, a inserção, como discípulo e missionário, no Mistério Pascal de Cristo, liturgicamente celebrado na comunidade cristã. O encontro foi assessorado pelos padres Antônio Orlando e Wellington Luiz.

Missa, Coroação e procissão encerram o mês mariano em Afogados da Ingazeira

Na noite desta terça (31) aconteceu na Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios o encerramento do Mês Mariano. A missa que foi presidida pelo padre Josenildo Nunes contou com a participação de um grande número de fieis que chegou a lotar as dependências da Catedral. Após a missa, houve a Coroação de Nossa Senhora e depois a procissão retornando a Catedral para a benção final.

Durante os 30 dias, tiveram missas na Catedral e Celebração da Palavra nas capelas.

Oração e penitência diante da crise marcam missas de Corpus Christi em Afogados da Ingazeira

As celebrações de Corpus Christi, nesta quinta-feira (26), foram marcadas por um dia especial de oração e penitência pelo Brasil. No entendimento do Regional Nordeste 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a situação atual de crises econômica e política e problemas sociais prejudicam a vida de todos, especialmente dos mais pobres. A orientação da entidade foi feita aos religiosos por meio de um documento formalizado no Recife.

Na Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios aconteceram duas missas, uma pela parte da manhã (08h) que foi celebrada pelo padre Josenildo Nunes e a outra a noite (18h) que foi presidida pelo bispo dom Egidio Bisol. Após a missa, houve a Procissão do Santíssimo Sacramento pelo centro da cidade. Todo o trajeto estava ornamentado pelos tradicionais tapetes da celebração, confeccionados com a colaboração dos jovens da comunidade.

Dom Egidio disse que o Dia de Corpus Christi é um dia muito bonito em que nós somos convidados a contemplar a presença de Deus no nosso meio através do Pão Eucarístico. “Ao perceber então aquela promessa de Jesus eu estarei com vocês até o fim dos tempos, não foi uma promessa vazia, é algo que Ele está realizando, aqui, hoje, para nós e em todos os recantos do mundo para as pessoas que sabem reconhecer essa presença e aproveitar dela”, disse o bispo. Também, dom Egidio falou sobre a situação atual por qual passa nosso País, fazendo referência ao pedido do Regional Nordeste 2 que esse dia (Corpus Christi) fosse de oração e penitência.

Para a Igreja católica, é um dia para pedir mais diálogo, de pedir humildade aos políticos para que haja um entendimento para beneficiar o povo brasileiro.

A festa
A festa de Corpus Christi surgiu por recomendação do Papa Urbano IV, que publicou a bula Transiturus de hoc mundo, determinando a solene celebração em toda a Igreja, no ano 1264. Corpus Christi significa Corpo de Cristo.

É uma festa da Igreja Católica que tem por objetivo celebrar o mistério da eucaristia, o sacramento do corpo e do sangue de Jesus Cristo. A festa de Corpus Christi acontece sempre 60 dias depois do domingo de Páscoa ou na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade, em alusão à quinta-feira Santa quando Jesus instituiu o sacramento da eucaristia.

Precisamos seguir a luz que é Jesus, disse dom Egidio na Missa da Vigília Pascal

Neste sábado, 26 de março, aconteceu na Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios a tradicional Vigília Pascal com a Bênção do Fogo. É a chamada “a mãe de todas as Santas Vigílias”, porque a Igreja mantém-se de vigília à espera da Vitória do Senhor sobre a morte. A Celebração teve início às 19h e foi presidida pelo bispo da diocese de Af. da Ingazeira, dom Egídio Bisol. No início da Celebração é aceso o Círio Pascal que significa o Cristo "Alfa e Ômega", "Princípio e Fim".

Em sua homilia durante a Vigília Pascal, o bispo dom Egídio Bisol, disse que há muitas luzes a espera de nós, mas que somente uma luz que é Jesus, é que temos que seguir. “Precisamos ter cuidado na escolha dessa luz, há muitas luzes que nos rodeiam, tentando nos conduzir para caminhos que não são os de Jesus”, disse dom Egidio.

Cinco elementos compõem a liturgia da Vigília Pascal: a Bênção do Fogo novo e do Círio Pascal; a Proclamação da Páscoa, que é um canto de júbilo anunciando a Ressurreição do Senhor; a Liturgia da Palavra, que é uma série de leituras sobre a história da Salvação; a Renovação das Promessas do Batismo e, por fim, a Liturgia Eucarística.

DOMINGO DE PÁSCOA

Na manhã deste domingo durante a Celebração da Páscoa na Catedral, o padre Josenildo Nunes disse que hoje é dia de alegria porque é domingo de Páscoa, pois celebramos a vitória de Jesus e também a nossa vitória nele. “Nesse acontecimento está fundada a nossa Fé e a nossa vida. Poderíamos até dizer: o que seria de nós se Cristo não tivesse vencido a morte e não fosse o Senhor Ressuscitado”, disse.

O padre também fez críticas sobre a situação da qual se encontra o Brasil em consequência dos políticos que ultimamente vem envergonhando a nação. “O Senhor ouve a nossa súplica, o nosso lamento e nos mostra sempre uma luz, nos faz levantar, nos faz pôr novamente em pé. É isso meus irmãos, é isso acreditar na Ressurreição, é isso confiar no Senhor Ressuscitado, é não perder a esperança. É confiar sempre não nos que estão lá em cima, mas no Senhor que está no meio de nós”, concluiu.    

Fieis católicos seguem Procissão do Senhor Morto pelas ruas de Afogados da Ingazeira

A Sexta-feira da Paixão (26) foi marcada pela Procissão do Senhor Morto. O ato teve como ponto de partida a Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios, seguiu pela Avenida Rio Branco e retornando até a Catedral.

Dezenas de fiéis seguiram o andor de Jesus morto, num cortejo silencioso pelas ruas do centro de Afogados, apenas ouvindo o som da matraca.

O ato litúrgico recordou a Paixão e Morte de Jesus Cristo, em três partes: a primeira foi a leitura da Sagrada Escritura e a oração universal; a segunda foi a adoração da Santa Cruz e a terceira, a Comunhão Eucarística, que juntas formam o memorial da Paixão e Morte  do Senhor.

A adoração da Santa Cruz teve início com o beijo do bispo, dom Egidio Bisol. Religiosos e fiéis também reverenciaram a cruz e comungaram.

Rito do lava-pés não é teatro, disse dom Egidio durante a Missa da Ceia da Senhor

Teve início nesta quinta-feira com a Missa Vespertina da Ceia do Senhor com o Lava-Pés, o Tríduo Pascal na Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios (Catedral). Durante a homilia, dom Egidio disse que o ritual da Ceia do Senhor com o lava-pés não é um teatro, é sim um fato, e que isso significa servir. “João dizia a Ceia, o que é, o que ela deve expressar, qual é o sentido dela sem o qual ela se torna teatro é colocar-se a serviço dos outros. Não é fácil nem aceitar que os outros nos sirvam, porque significa reconhecer a nossa fragilidade”, disse dom Egidio.

O bispo disse que a Missa da Ceia do Senhor serve também para que possamos entender que as nossas celebrações podem ser que, se a gente não tiver cuidado tornam-se vazias, estéreis, teatro. “Se a gente fica satisfeito de celebrar o rito mas não se sente comprometido em pôr em prática o sentido do rito, vira teatro”, concluiu.

Doze jovens foram convidados e tiveram os pés lavados. Eles foram crismados em 2015 e continuaram a missão de ungidos e que hoje fazem parte do GPC da comunidade.

Benção e Missa dos Ramos abrem a Semana Santa na Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios

Teve início neste domingo (20 de março) com a Benção e Missa dos Ramos, a Semana Santa. Na Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios (Catedral) a Benção dos Ramos ocorreu nas capelas dos bairros e logo em seguida todos saíram em procissão com destino a Catedral onde aconteceu a Missa dos Ramos presidida pelo bispo dom Egidio Bisol e concelebrada pelos padres Josenildo Nunes, José Valmer e Juacir Delmiro.

Dom Egidio disse que naquele momento não cabiam palavras após ouvirem a Narrativa da Paixão, e sim contemplação, meditação, interiorização e disse que tudo aquilo não representava um teatro e nem novela. “Vamos deixar penetrar essa narração dentro de nosso coração. Não é uma novela, é um fato. Não é um teatro como às vezes a gente vê na televisão, em Fazenda Nova. É um acontecimento fundamental da nossa vida cristã”, afirmou o bispo.

O bispo ainda lembrou que se inicia uma semana muito importante para a nossa vivência da Fé, pois ser cristão disse o bispo, é ser parecido com Ele e que a nossa primeira missão como cristão é sermos seguidores Dele. “Então pensamos desde já que nesses dias meditando a Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor, deixemos acontecer também na nossa vida pela força do Espírito. A morte é tudo aquilo que deve ser jogado fora num novo nascimento para tudo aquilo de bom que Deus realizou em nós e que quer continuar a realizar”, concluiu dom Egidio.

Paróquia do Bom Jesus dos Remédios vivenciou "24 horas para o Senhor"

A Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios esteve realizando uma programação especial nos dias 4 e 5 de março com “24h para o Senhor”. “24 horas para o Senhor” é o tema da jornada de oração e penitência proposta pelo Papa Francisco aos cristãos de todo o mundo. O desafio do Santo Padre conta na sua Mensagem para a Quaresma 2015, em que pede que dediquemos 24 horas a uma oração mais intensa.

Na Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios em Afogados da Ingazeira aconteceu a abertura na sexta (4) com a missa presidida pelo bispo dom Egidio Bisol e o encerramento ocorreu no sábado (5) com a Celebração Eucarística presidida pelo padre José Valmer e concelebrada pelo padre Juacir Delmiro.

Dom Egidio ressaltou a importância para que todos os cristãos católicos participassem daquele momento de Adoração. “Esse é um dia especial em que nós vivemos de uma forma mais viva a comunhão dentro da Igreja Universal. Todas as dioceses e algumas paróquias unidas com o bispo de Roma, o papa Francisco, neste exercício eu diria, de misericórdia nessas 24 horas para o Senhor em que estamos reunidos de uma maneira mais profunda em uma iniciativa no ano do Jubileu da Misericórdia” disse o bispo.

Há cem anos, Pe. Carlos Cottart responsável pela construção da Catedral de Afogados escrevia sobre a região

INFORMAÇÕES HISTÓRICAS

 

No dia 23 de dezembro de 1925, faleceu o Pe. Carlos Cottart, que foi vigário de Afogados da Ingazeira e construiu a Matriz do Senhor Bom Jesus dos Remédios, atual Catedral Diocesana, onde foi sepultado.

Dele são as anotações seguintes que ele registrou, em 1914 (100 anos atrás !), no Livro de Tombo – I da Paróquia Senhor Bom Jesus dos Remédios em Afogados da Ingazeira- PE.

 

INFORMAÇÕES HISTÓRICAS

 

1. Historia geral. Os autochtonos e os primeiros colonos ou missionários d’esta terra

1.1 Índios.

Índios Carirys. Os Índios que povoavam esta região tinham nome de Carirys. Fernão Cardim, Jesuíta, em seu “Tratado dos Índios do Brasil”, em 1584, falla d’elles com essa denominação. No século seguinte os hollandezes approximaram-se das regiões d’elles. Elias Herkman os representa como uma raça numerosa que habitava uma região elevada e fria. Assim designava o planalto da Borborema, cujas ramificações estendem-se até Campina Grande da Parahyba. Os Carirys verão de outra raça que os Tupys do litoral; Tanto a língua como os usos erão diferentes. Os seus conhecimentos eram mais desenvolvidos do que dos Índios do litoral; e mais valorosos souberam reprimir a invasão d’estes vindos do Sul. Também custaram mais a sujeitar-se à dominação dos brancos, e bem poucos escaparam ao escarnificio que se fez d’eles entre 1695 e 1710 no Levante dos Tapuyas. Tapuya era o nome com que Tupis e brancos designavam os Carirys, testemunhando assim do assombro em que os mettia a coragem e altos feitos d’esses guerreiros patriotas.

Origem amazônica e phenicia. As tradições dos Carirys lhes atribuem origem amazônica. O catecismo de frei Bernardo de Nantes, escripto na língua d’elles alude a essa tradição quando explica aos índios “não acrediteis que sahistes do grande lago Norte.” Essa tradição septentrional lhes é comum com os Parecis do Mato Grosso. As tradições índias do sul fazem chegar os primeiros homens pelo Oceano. Teriam apontado entre Santos e Rio de Janeiro (Vide Pe. Galanti, História do Brasil). Tratar se hia n’esse caso da expedição phenicia que o Rei Salomão mandou do Mar Vermelho. Herodoto (800 anos ante Christus) narra como os Phenícios contavam como faziam trezentos anos, uma frota desceu para as regiões do fogo, beirando terras a sua direita, e como a partir de certo tempo tiveram o sol a sua direita embora se dirigisse para o poente, causa que elle declara impossível, devido a noção incompleta que a antiguidade tinha da forma da terra e do movimento solar. Esses Phenícios chegaram a uma terra de Ophir, voltando depois de uma viagem de dois anos, trazendo ouro e madeiras preciosas, entre as quais o pao cor de fogo de que falla Flavius Josefo, no meio das ruínas do templo de Jerusalem, sob Tito. Por outra parte a raça phenícia, descendente de Canaan, que se espalhou pelo norte da África, e teve com suas doze capitaes, entre as quais Carthago, foi bastante poderosa para disputar a Roma o domínio do mar mediterrâneo, com seus chefes Asdrubal e Annibal, Strabão, Diodoro da Sicília descreveram essas guerras Punicas, até que vencidos em seus próprio território, e destruída a cidade de Carthago, os Romanos não lhes fizeram graça e obrigaram-nos a deixar suas terras, atirando-os ao Oceano. Guiados por Hannon, transpuzeram as colunnas  de Hercules e foram ter com ilhas fertilíssimas, onde havia árvores grandes e rios immensos; as Antilhas, América central e bacia do Amazonas. Hannon fez assim duas excurções. Platão, V século antes de Christo, fallava d’essa grande ilha da Atlantida, a qual não lhe parecendo à vista quando na coluna de Hercules, declarava ter sido arrebatada por cataclismo marítimo. Tudo leva a crer que os antigos Mexicanos com seu culto do sol, seus mysterios hediondos, seus sacrifícios humanos, sua escripta, sua architectura, a cor, a physionomia não eram outras sinão os Phenícios expulsos do velho mundo pelos Romanos. Com os séculos espalharam-se de preferência pelo litoral do Pacífico e estabeleceram reinos florescentes como o dos Incas no Perú. Outros levados pelos ventos norte que sopram durante seis meses do anno forão arrastados pelas correntes pelas regiões amazônicas, e ao grande rio chamaram de lago. Atrevidos navegantes os Phenícios descobrindo a foz do Amazonas foram rio acima e acabaram por povoar suas margens e alastrar-se pelo curso dos seus afluentes do sul. E’um facto que os Índios Carirys usavam os processos cerâmicos que tinham guardado dos seus avós amazônicos. Ate a forma geral da escripta tal qual se encontra frequentemente ou privada ou esculpida em nossas regiões, como se vê na pedra escripta do Espírito Santo d’esta freguezia, analoga a escripta phenícia é outra luz sobre a origem dos nossos indios (É absurdo fazer descer dos Chinezes pelo Estreito de Behring os autochtonos desta terra. Ainda mais absurdo e maçônico fazel-os nascer dos macacos successivamente transformados). 

Época das Invasões. Todavia a história dos Carirys só pode ser conhecida positivamente a partir do século XVII que d’antes nenhum documento existe sinão conjecturas. Quando tiverem decifrado as escriptas lapidarias, talvez se faça alguma revelação positiva. Um movimento de invasões tinha se desenhado entre os Indios do Sul, no princípio do século. Os Tupiniquins invadiram as regiões da Pindorama. Ahi bateram de encontro aos Carirys (taciturnos) de que ignoravam a língua. Estes cortaram-lhes o elo, e mal puderam os Tupiniquins estirar-se em zonas estreitas, pelo litoral de Pernambuco. Aos Tupiniquins sucederam os Tupinambas, estes apertando os Tupiniquins contra o mar e elles mesmos repellidos pelos Carirys do Rio São Francisco. As beiras do São Francisco foram Theatro de lutas renhidas e sem tregua entre duas raças rivais. Os Carirys mereceram o nome Tupi de Tapuyas, inimigo invensivel, objeto dos odios do invasor. Os restos dos Tupinambas acabaram por fixar-se com o nome de Amoipiras, entre os Carirys e os Tupis do litoral, estado das Alagoas de hoje, ate Pesqueira. Os Carirys ficaram ocupando o curso mais septentrional do São Francisco ate a Serra de Orubáa e o Cariry Velho a l’este, o Piauhi ao poente, ate Acaru do Ceará.

Usos e costumes. Nota: São anotações tiradas o livro do Sr. Joffily, de escriptos de missionários e dizeres de fazendeiros que empregaram Carirys amansados. O Cariry era de tamanho médio, robusto, Côr bronzeada, nariz grosso, cabeça larga, rosto redondo, os cabelos pretos pendentes sobre o pescoço; não os deixavam crescer cobrindo as orelhas. Iam nus; os homens usando o “atilho”, e as mulheres tecendo cintas de fio de folhas (caruá). As mulheres erão altas, fortes e bellas. Quando davam a luz sujeitavam-se a um jejum rigososo. Os recém nascidos com nove a dez semanas erão mergulhados em agua. Estes acostumavam-se cedo a andar e a nadar. Em geral pintavam-se de genipapo ou uruçu, ou pajehú. Rapidos à carreira, alcançavam os cavallos.

Religião. Obedeciam a chefes religiosos a quem veneravam. Estes chamavam-se Pajés. Distinguiam-se dos outros pelos cabellos cortados em coroa e pela unha do dedo pollegar que conservavam cumprida.

Modo de viver. Os homens tinham por principal ocupação a caça onde faziam prodígios de valor principalmente contra as feras, os tigres da fauna, em que mereceram fama insuspeita; os veados, e os bois bravos que erravam por suas regiões, no principio da colonização.

Armas. Suas armas eram o machado de pedra com cabo cumprido, o arco, e azagaias ou armas de arremesso (javelot). Não tinham instrumentos de ferro. Os arcos eram grandes e de madeira rígida; tendiam-os com nervos de tamanduá. Calçavam a madeira do arco com os pés, estando elles deitados no chão e com as duas mãos esticavam a corda, fazendo mira com um acerto de admirar. Tambem atiravam de pé. Quando iam para a guerra adornavam-se com pennas de aves, papagaios, araras, maracanans, em volta dos rins, e sobre a cabeça fiavam em pé outras pennas, em forma de coroa.

Instrumentos. Usavam outra arma que também servia para a plantação, feita de madeira dura; era achatado, largo, acabando em ponta pelas extremidades e o centro arredondado, inchado no meio. Erão terríveis na guerra em que a táctica era a de correrias rápidas (voltiges). Valorosos até a afoiteza erão temidos pelos Tupis do litoral; estes, com um assombro instinctivo os chamavam de Tapuyas. Tinham uma religião em que o fumo entrava como factor nas cerimônias. Os pajés viviam ocupados em proteger os compatriotas contra o espírito do mal. Immolavam a seus deuses os prisioneiros de guerra; até as mulheres bebiam misturado com água sangue das vitimas humanas. Resto de tradições cruéis dos antigos Phenícios. O Deus do fumo chamava-se Badzé.       

Agricultura.  Plantavam fumo. Conheciam o algodão que teciam suas redes; souberam fiar o caruá. Plantavam milho e sabiam preparar a farinha do chique chique; ignoravam a mandioca. Alimentavam-se em suas correrias com o fruto de suas caças e da pesca e com fructas sylvestres. A mulher é que tratava do roçado, se assim se pode chamar as plantações que faziam nos lugares por elles escolhidos. Não tendo instrumentos de ferro para preparar o terreno, punham fogo no pé das arvores ate derrubar, queimavam as hervas  e ali com o instrumento que fallei acima cavavam a terra para depositar a semente. Porem nada recolhiam para conservar. Mudavam de lugar quando viam escassear a caça no raio de até tres leguas das suas casas. Poucos moveis de casa usavam; potes e vasos de barro por elles mesmos fabricados e a rede, era em que consistiam os utensílios da casa. Esses vasos de barro eram grossos. Encontrei numerosos fragmentos na Serra de Sta. Isabel (Riacho Conceição) no lugar perigoso a quem os moradores dão nome de Canella da Ema. N’esse mesmo lugar morou até a morte o indio Caboclo bravo, cujo túmulo ainda subsiste no mesmo alto, de que os velhos ainda tem lembrança. Viviam muitos anos. Não era muito raro attingirem cento e cincoenta annos, às vezes duzentos, Porem é difícil dar por certo a idade que alguns se attribuíam. Os velhos eras venerados e era costume quando morriam deposital-os dobrados em urnas, forma de jarras, de terra cotta, e enterral-os nas alturas as vezes de accesso difficillimo. Disso temos por exemplo a Serra de Sta. Isabel, bem como a Serra da Canastra onde existe um ossuario notavel.

Língua. A língua d’esses Indios não era a mesma dos Tupis. O nome dos rios, lagoas, dos pássaros, das arvores o demonstram sufficientemente. Foram escritas grammaticas da língua Kiriri; o frei Bernardo de Nantes escreveu um catecismo na língua d’elles.

Escriptura. Tinham uma escripta de que ficam exemplos em diversos lugares, na pedra pintada da Serra da Borborema, e aqui perto da povoação Espírito Santo, numa pedra furada a qual se chega pelo leito do rio Pajehu. Essas escriptações lapidares assemelham-se à escrita phenícia, da segunda forma; é análoga à letra chaldaica; tem a direcção semítica, da direita para esquerda. Porem ainda não foi possível decifrar essa escripturação. Embora a língua seja differente da dos Tupis vindo do Sul, existem no entanto caracteres geraes, que accusam uma origem commum e derão occasião a que se falasse n’uma língua geral dos Indios de toda a América do Sul. O Cariry era em geral fiel e intelligente. No serviço dos brancos (cumpre dizer que poucos se sujeitaram à colonização branca) gostavam de fazer mostra de agilidade, e foi elle que estabeleceu a fama os vaqueiros. No entanto sempre foi rebelde a toda disciplina um tanto exigente, e sempre sobranceiro, vivia sempre desconfiado.

Leia mais:Há cem anos, Pe. Carlos Cottart responsável pela construção da Catedral de Afogados escrevia...

Lançada Campanha da Fraternidade na Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios

Foi lançada na noite desta Quarta-Feira de Cinzas na Catedral a Campanha da Fraternidade na Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios. A missa foi presidida pelo Vigário Geral da diocese, Monsenhor João Carlos Acioly e concelebrada pelos padres Josenildo Nunes, Juacir Delmiro e Aldo Guedes.

Após a missa aconteceu na Catedral um estudo mais aprofundado do tema que contou com uma boa participação com representantes de diversas pastorais e de vários leigos.

Este ano, a campanha tem como tema "Casa comum, nossa responsabilidade" e destaca a importância de refletir e propor mudanças, que devem ser realizadas não de forma isolada, mas com a participação de toda a sociedade.

O objetivo principal é chamar atenção para a questão do saneamento básico no Brasil e sua importância para garantir desenvolvimento, saúde integral e qualidade de vida para todos. De acordo com o texto base da iniciativa, abastecimento de água potável, o esgoto sanitário, a limpeza urbana, o manejo de resíduos sólidos, o controle de meios transmissores de doenças e a drenagem de águas pluviais são medidas necessárias para que todas as pessoas possam ter saúde e vida dignas, incluindo a justiça ambiental como parte integrante da justiça social.

É a quarta vez que a Campanha tem caráter ecumênico. A iniciativa é desenvolvida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) com o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic). A proposta está em sintonia com a Encíclica do papa Francisco, Laudato. A carta do Santo Padre foi divulgada em junho do ano passado.

ORAÇÃO À NOSSO SENHOR BOM JESUS DOS REMÉDIOS

Senhor Bom Jesus dos Remédios, morrestes na cruz,

para perdoar nossos pecados, para curar nossos males.

Ressuscitastes, para nos dar vida nova da graça,

para conduzir à glória celestial. Ajudai-nos a fazer o bem

sem olhar a quem, a perdoar aos que nos ofendem, a amar

até os inimigos. Dá-nos servir a todos, como irmão, a fim

de que, na verdade, vivamos, desde agora, o vosso reino,

a vossa paz. Assim seja.

Igreja Senhor Bom Jesus dos Remédios

Pe. GILVAN BEZERRA DE LIMA

Nasc.: 23/07/1971

Ordenação12/12/1997

Função: Pároco

Endereço: Av. Rio Branco, 289- Centro.

Cep: 56.800-000 Afogados da Ingazeira/PE

Fone: (87) 3838-1221 

E-mail:

gilvanbezerra@libero.it