Avenida. Rio Branco, 289 - Centro 56.800-000  -  Afogados da Ingazeira / PE

Fone: (87) 3838-1221 
Pároco: Pe. Gilvan Bezerra de Lima


 

AFOGADOS DA INGAZEIRA - Sr. Bom Jesus dos Remédios

Paróquia do Bom Jesus dos Remédios vivenciou "24 horas para o Senhor"

A Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios esteve realizando uma programação especial nos dias 4 e 5 de março com “24h para o Senhor”. “24 horas para o Senhor” é o tema da jornada de oração e penitência proposta pelo Papa Francisco aos cristãos de todo o mundo. O desafio do Santo Padre conta na sua Mensagem para a Quaresma 2015, em que pede que dediquemos 24 horas a uma oração mais intensa.

Na Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios em Afogados da Ingazeira aconteceu a abertura na sexta (4) com a missa presidida pelo bispo dom Egidio Bisol e o encerramento ocorreu no sábado (5) com a Celebração Eucarística presidida pelo padre José Valmer e concelebrada pelo padre Juacir Delmiro.

Dom Egidio ressaltou a importância para que todos os cristãos católicos participassem daquele momento de Adoração. “Esse é um dia especial em que nós vivemos de uma forma mais viva a comunhão dentro da Igreja Universal. Todas as dioceses e algumas paróquias unidas com o bispo de Roma, o papa Francisco, neste exercício eu diria, de misericórdia nessas 24 horas para o Senhor em que estamos reunidos de uma maneira mais profunda em uma iniciativa no ano do Jubileu da Misericórdia” disse o bispo.

Há cem anos, Pe. Carlos Cottart responsável pela construção da Catedral de Afogados escrevia sobre a região

INFORMAÇÕES HISTÓRICAS

 

No dia 23 de dezembro de 1925, faleceu o Pe. Carlos Cottart, que foi vigário de Afogados da Ingazeira e construiu a Matriz do Senhor Bom Jesus dos Remédios, atual Catedral Diocesana, onde foi sepultado.

Dele são as anotações seguintes que ele registrou, em 1914 (100 anos atrás !), no Livro de Tombo – I da Paróquia Senhor Bom Jesus dos Remédios em Afogados da Ingazeira- PE.

 

INFORMAÇÕES HISTÓRICAS

 

1. Historia geral. Os autochtonos e os primeiros colonos ou missionários d’esta terra

1.1 Índios.

Índios Carirys. Os Índios que povoavam esta região tinham nome de Carirys. Fernão Cardim, Jesuíta, em seu “Tratado dos Índios do Brasil”, em 1584, falla d’elles com essa denominação. No século seguinte os hollandezes approximaram-se das regiões d’elles. Elias Herkman os representa como uma raça numerosa que habitava uma região elevada e fria. Assim designava o planalto da Borborema, cujas ramificações estendem-se até Campina Grande da Parahyba. Os Carirys verão de outra raça que os Tupys do litoral; Tanto a língua como os usos erão diferentes. Os seus conhecimentos eram mais desenvolvidos do que dos Índios do litoral; e mais valorosos souberam reprimir a invasão d’estes vindos do Sul. Também custaram mais a sujeitar-se à dominação dos brancos, e bem poucos escaparam ao escarnificio que se fez d’eles entre 1695 e 1710 no Levante dos Tapuyas. Tapuya era o nome com que Tupis e brancos designavam os Carirys, testemunhando assim do assombro em que os mettia a coragem e altos feitos d’esses guerreiros patriotas.

Origem amazônica e phenicia. As tradições dos Carirys lhes atribuem origem amazônica. O catecismo de frei Bernardo de Nantes, escripto na língua d’elles alude a essa tradição quando explica aos índios “não acrediteis que sahistes do grande lago Norte.” Essa tradição septentrional lhes é comum com os Parecis do Mato Grosso. As tradições índias do sul fazem chegar os primeiros homens pelo Oceano. Teriam apontado entre Santos e Rio de Janeiro (Vide Pe. Galanti, História do Brasil). Tratar se hia n’esse caso da expedição phenicia que o Rei Salomão mandou do Mar Vermelho. Herodoto (800 anos ante Christus) narra como os Phenícios contavam como faziam trezentos anos, uma frota desceu para as regiões do fogo, beirando terras a sua direita, e como a partir de certo tempo tiveram o sol a sua direita embora se dirigisse para o poente, causa que elle declara impossível, devido a noção incompleta que a antiguidade tinha da forma da terra e do movimento solar. Esses Phenícios chegaram a uma terra de Ophir, voltando depois de uma viagem de dois anos, trazendo ouro e madeiras preciosas, entre as quais o pao cor de fogo de que falla Flavius Josefo, no meio das ruínas do templo de Jerusalem, sob Tito. Por outra parte a raça phenícia, descendente de Canaan, que se espalhou pelo norte da África, e teve com suas doze capitaes, entre as quais Carthago, foi bastante poderosa para disputar a Roma o domínio do mar mediterrâneo, com seus chefes Asdrubal e Annibal, Strabão, Diodoro da Sicília descreveram essas guerras Punicas, até que vencidos em seus próprio território, e destruída a cidade de Carthago, os Romanos não lhes fizeram graça e obrigaram-nos a deixar suas terras, atirando-os ao Oceano. Guiados por Hannon, transpuzeram as colunnas  de Hercules e foram ter com ilhas fertilíssimas, onde havia árvores grandes e rios immensos; as Antilhas, América central e bacia do Amazonas. Hannon fez assim duas excurções. Platão, V século antes de Christo, fallava d’essa grande ilha da Atlantida, a qual não lhe parecendo à vista quando na coluna de Hercules, declarava ter sido arrebatada por cataclismo marítimo. Tudo leva a crer que os antigos Mexicanos com seu culto do sol, seus mysterios hediondos, seus sacrifícios humanos, sua escripta, sua architectura, a cor, a physionomia não eram outras sinão os Phenícios expulsos do velho mundo pelos Romanos. Com os séculos espalharam-se de preferência pelo litoral do Pacífico e estabeleceram reinos florescentes como o dos Incas no Perú. Outros levados pelos ventos norte que sopram durante seis meses do anno forão arrastados pelas correntes pelas regiões amazônicas, e ao grande rio chamaram de lago. Atrevidos navegantes os Phenícios descobrindo a foz do Amazonas foram rio acima e acabaram por povoar suas margens e alastrar-se pelo curso dos seus afluentes do sul. E’um facto que os Índios Carirys usavam os processos cerâmicos que tinham guardado dos seus avós amazônicos. Ate a forma geral da escripta tal qual se encontra frequentemente ou privada ou esculpida em nossas regiões, como se vê na pedra escripta do Espírito Santo d’esta freguezia, analoga a escripta phenícia é outra luz sobre a origem dos nossos indios (É absurdo fazer descer dos Chinezes pelo Estreito de Behring os autochtonos desta terra. Ainda mais absurdo e maçônico fazel-os nascer dos macacos successivamente transformados). 

Época das Invasões. Todavia a história dos Carirys só pode ser conhecida positivamente a partir do século XVII que d’antes nenhum documento existe sinão conjecturas. Quando tiverem decifrado as escriptas lapidarias, talvez se faça alguma revelação positiva. Um movimento de invasões tinha se desenhado entre os Indios do Sul, no princípio do século. Os Tupiniquins invadiram as regiões da Pindorama. Ahi bateram de encontro aos Carirys (taciturnos) de que ignoravam a língua. Estes cortaram-lhes o elo, e mal puderam os Tupiniquins estirar-se em zonas estreitas, pelo litoral de Pernambuco. Aos Tupiniquins sucederam os Tupinambas, estes apertando os Tupiniquins contra o mar e elles mesmos repellidos pelos Carirys do Rio São Francisco. As beiras do São Francisco foram Theatro de lutas renhidas e sem tregua entre duas raças rivais. Os Carirys mereceram o nome Tupi de Tapuyas, inimigo invensivel, objeto dos odios do invasor. Os restos dos Tupinambas acabaram por fixar-se com o nome de Amoipiras, entre os Carirys e os Tupis do litoral, estado das Alagoas de hoje, ate Pesqueira. Os Carirys ficaram ocupando o curso mais septentrional do São Francisco ate a Serra de Orubáa e o Cariry Velho a l’este, o Piauhi ao poente, ate Acaru do Ceará.

Usos e costumes. Nota: São anotações tiradas o livro do Sr. Joffily, de escriptos de missionários e dizeres de fazendeiros que empregaram Carirys amansados. O Cariry era de tamanho médio, robusto, Côr bronzeada, nariz grosso, cabeça larga, rosto redondo, os cabelos pretos pendentes sobre o pescoço; não os deixavam crescer cobrindo as orelhas. Iam nus; os homens usando o “atilho”, e as mulheres tecendo cintas de fio de folhas (caruá). As mulheres erão altas, fortes e bellas. Quando davam a luz sujeitavam-se a um jejum rigososo. Os recém nascidos com nove a dez semanas erão mergulhados em agua. Estes acostumavam-se cedo a andar e a nadar. Em geral pintavam-se de genipapo ou uruçu, ou pajehú. Rapidos à carreira, alcançavam os cavallos.

Religião. Obedeciam a chefes religiosos a quem veneravam. Estes chamavam-se Pajés. Distinguiam-se dos outros pelos cabellos cortados em coroa e pela unha do dedo pollegar que conservavam cumprida.

Modo de viver. Os homens tinham por principal ocupação a caça onde faziam prodígios de valor principalmente contra as feras, os tigres da fauna, em que mereceram fama insuspeita; os veados, e os bois bravos que erravam por suas regiões, no principio da colonização.

Armas. Suas armas eram o machado de pedra com cabo cumprido, o arco, e azagaias ou armas de arremesso (javelot). Não tinham instrumentos de ferro. Os arcos eram grandes e de madeira rígida; tendiam-os com nervos de tamanduá. Calçavam a madeira do arco com os pés, estando elles deitados no chão e com as duas mãos esticavam a corda, fazendo mira com um acerto de admirar. Tambem atiravam de pé. Quando iam para a guerra adornavam-se com pennas de aves, papagaios, araras, maracanans, em volta dos rins, e sobre a cabeça fiavam em pé outras pennas, em forma de coroa.

Instrumentos. Usavam outra arma que também servia para a plantação, feita de madeira dura; era achatado, largo, acabando em ponta pelas extremidades e o centro arredondado, inchado no meio. Erão terríveis na guerra em que a táctica era a de correrias rápidas (voltiges). Valorosos até a afoiteza erão temidos pelos Tupis do litoral; estes, com um assombro instinctivo os chamavam de Tapuyas. Tinham uma religião em que o fumo entrava como factor nas cerimônias. Os pajés viviam ocupados em proteger os compatriotas contra o espírito do mal. Immolavam a seus deuses os prisioneiros de guerra; até as mulheres bebiam misturado com água sangue das vitimas humanas. Resto de tradições cruéis dos antigos Phenícios. O Deus do fumo chamava-se Badzé.       

Agricultura.  Plantavam fumo. Conheciam o algodão que teciam suas redes; souberam fiar o caruá. Plantavam milho e sabiam preparar a farinha do chique chique; ignoravam a mandioca. Alimentavam-se em suas correrias com o fruto de suas caças e da pesca e com fructas sylvestres. A mulher é que tratava do roçado, se assim se pode chamar as plantações que faziam nos lugares por elles escolhidos. Não tendo instrumentos de ferro para preparar o terreno, punham fogo no pé das arvores ate derrubar, queimavam as hervas  e ali com o instrumento que fallei acima cavavam a terra para depositar a semente. Porem nada recolhiam para conservar. Mudavam de lugar quando viam escassear a caça no raio de até tres leguas das suas casas. Poucos moveis de casa usavam; potes e vasos de barro por elles mesmos fabricados e a rede, era em que consistiam os utensílios da casa. Esses vasos de barro eram grossos. Encontrei numerosos fragmentos na Serra de Sta. Isabel (Riacho Conceição) no lugar perigoso a quem os moradores dão nome de Canella da Ema. N’esse mesmo lugar morou até a morte o indio Caboclo bravo, cujo túmulo ainda subsiste no mesmo alto, de que os velhos ainda tem lembrança. Viviam muitos anos. Não era muito raro attingirem cento e cincoenta annos, às vezes duzentos, Porem é difícil dar por certo a idade que alguns se attribuíam. Os velhos eras venerados e era costume quando morriam deposital-os dobrados em urnas, forma de jarras, de terra cotta, e enterral-os nas alturas as vezes de accesso difficillimo. Disso temos por exemplo a Serra de Sta. Isabel, bem como a Serra da Canastra onde existe um ossuario notavel.

Língua. A língua d’esses Indios não era a mesma dos Tupis. O nome dos rios, lagoas, dos pássaros, das arvores o demonstram sufficientemente. Foram escritas grammaticas da língua Kiriri; o frei Bernardo de Nantes escreveu um catecismo na língua d’elles.

Escriptura. Tinham uma escripta de que ficam exemplos em diversos lugares, na pedra pintada da Serra da Borborema, e aqui perto da povoação Espírito Santo, numa pedra furada a qual se chega pelo leito do rio Pajehu. Essas escriptações lapidares assemelham-se à escrita phenícia, da segunda forma; é análoga à letra chaldaica; tem a direcção semítica, da direita para esquerda. Porem ainda não foi possível decifrar essa escripturação. Embora a língua seja differente da dos Tupis vindo do Sul, existem no entanto caracteres geraes, que accusam uma origem commum e derão occasião a que se falasse n’uma língua geral dos Indios de toda a América do Sul. O Cariry era em geral fiel e intelligente. No serviço dos brancos (cumpre dizer que poucos se sujeitaram à colonização branca) gostavam de fazer mostra de agilidade, e foi elle que estabeleceu a fama os vaqueiros. No entanto sempre foi rebelde a toda disciplina um tanto exigente, e sempre sobranceiro, vivia sempre desconfiado.

Leia mais:Há cem anos, Pe. Carlos Cottart responsável pela construção da Catedral de Afogados escrevia...

Lançada Campanha da Fraternidade na Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios

Foi lançada na noite desta Quarta-Feira de Cinzas na Catedral a Campanha da Fraternidade na Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios. A missa foi presidida pelo Vigário Geral da diocese, Monsenhor João Carlos Acioly e concelebrada pelos padres Josenildo Nunes, Juacir Delmiro e Aldo Guedes.

Após a missa aconteceu na Catedral um estudo mais aprofundado do tema que contou com uma boa participação com representantes de diversas pastorais e de vários leigos.

Este ano, a campanha tem como tema "Casa comum, nossa responsabilidade" e destaca a importância de refletir e propor mudanças, que devem ser realizadas não de forma isolada, mas com a participação de toda a sociedade.

O objetivo principal é chamar atenção para a questão do saneamento básico no Brasil e sua importância para garantir desenvolvimento, saúde integral e qualidade de vida para todos. De acordo com o texto base da iniciativa, abastecimento de água potável, o esgoto sanitário, a limpeza urbana, o manejo de resíduos sólidos, o controle de meios transmissores de doenças e a drenagem de águas pluviais são medidas necessárias para que todas as pessoas possam ter saúde e vida dignas, incluindo a justiça ambiental como parte integrante da justiça social.

É a quarta vez que a Campanha tem caráter ecumênico. A iniciativa é desenvolvida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) com o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic). A proposta está em sintonia com a Encíclica do papa Francisco, Laudato. A carta do Santo Padre foi divulgada em junho do ano passado.

Procissão, missa e benção da garganta encerram festa em honra a São Brás

Teve o encerramento na noite desta quarta, 3 de fevereiro, as festividades em honra a São Brás, padroeiro do referido bairro em Afogados da Ingazeira. Primeiro aconteceu a procissão pelas principais ruas do bairro e em seguida missa presidida pelo bispo dom Egidio Bisol e concelebrada pelos padres Josenildo Nunes, Juacir Delmiro, Wellington Luis e José Valmer.

Após a missa que contou com uma grande participação dos fieis, aconteceu a tradicional “benção da garganta”. A comunidade do São Brás bem como de outras comunidades estiveram participando durante todo o novenário em honra ao Santo que ficou conhecido por retirar uma espinha de peixe da garganta de uma criança, dai o motivo da “benção da garganta”.

Paróquia do Senhor Bom Jesus inicia estudo sobre Quaresma

A Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios em Afogados da Ingazeira deu início a um estudo sobre o significado do período da Quaresma. O estudo teve início na quinta-feira, 21 de janeiro, e foi conduzido pelo padre Juacir Delmiro. Houve uma boa participação por parte da comunidade que também aproveitou para tirar algumas dúvidas a respeito do tema. A Quaresma terá início no dia 10 de fevereiro, Quarta-Feira de Cinzas.

Encerrada festa de São Sebastião em Afogados da Ingazeira

No dia 20 de janeiro aconteceu o encerramento das festividades em honra a São Sebastião, padroeiro do bairro de mesmo nome que fica situado em Afogados da Ingazeira. Durante as nove noites, vários padres da diocese estiveram participando junto com fieis das festividades em honra ao Santo. A missa de encerramento foi presidida pelo Pe. Juacir Delmiro e logo em seguida aconteceu a procissão por algumas ruas do bairro. 

Jesus é o remédio para todos os males, disse dom Egídio no encerramento da festa do Bom Jesus dos Remédios

Chegou ao seu final na tarde/noite desta sexta (1) a festa em honra ao padroeiro de Afogados da Ingazeira, Senhor Bom Jesus dos Remédios. Primeiramente aconteceu a procissão que saiu da Catedral, passou pelo bairro de São Sebastião, retornando a Catedral onde houve a Concelebração Eucarística presidida pelo bispo dom Egídio Bisol e concelebrada pelos padres Josenildo Nunes, Juacir Delmiro, Mairton Marques, Claudivan Siqueira, Wellington Luiz, Antônio Rogério e pelo Monsenhor João Carlos.

As festividades em honra ao padroeiro tiveram início no dia 23 e durante todo o novenário vários padres da diocese de Afogados da Ingazeira estiveram participando e que este ano contou com a participação em uma das noites de um padre da diocese de Patos, padre Expedito Caetano de Água Branca-PB.

Em sua homilia, o bispo disse que a Solenidade do Senhor Bom Jesus dos Remédios, padroeiro da Catedral, é para nós um momento importante dentro da celebração do Natal em que nos ajuda a perceber que além do olhar para uma Criancinha que nasce, é fundamental descobrir o sentido profundo da encarnação do Filho de Deus. “Ele se fez homem para oferecer-se a nós e à humanidade toda como remédio para nos proporcionar a oportunidade concreta de superar as doenças que o pecado tinha trazido para a humanidade com sua atitude de autossuficiência”, disse o bispo.

Dom Egídio também afirmou que Jesus é o remédio para nossos males, mas que precisamos nos aproximar Dele com as atitudes corretas e o coração aberto para deixá-lo agir em nós e transformar nossa vida. “E cada um de nós sabe, ou pode e deve saber, qual é a sua doença mais perigosa, a que mais ameaça sua vida espiritual. E cada um de nós sabe, ou pode e deve saber, qual o remédio que Jesus apresenta para que se realize a cura e se está disposto a tomar este remédio, mesmo quando lhe parece amargo e travoso ao paladar, ou se prefere outros remédios, menos duros, mais adocicados, mas que na verdade não tem poder de curar”, afirmou. Falando ainda sobre o remédio, o bispo disse o Senhor não é somente o nosso remédio, Ele é o remédio para os males do mundo inteiro: as desigualdades e as guerras, as violências e as angustias, as divisões e as cobiças, as ambições e descrenças...

Para concluir, dom Egídio falou sobre o que o papa Francisco apresentou a todos no primeiro dia do ano em que nos mostra uma grave doença da humanidade e o remédio que o Senhor nos oferece: a doença perigosa chama-se “indiferença” e que o principal remédio que Jesus nos apresenta é a misericórdia. “Meus caros irmãos, eia a doença que este ano somos chamados a enfrentar: a indiferença. Eis o remédio que o Bom Jesus nos oferece, a misericórdia, eia a cura que iremos conseguir: a paz”, concluiu dom Egídio.

Precisamos começar com esperança algo novo, disse dom Egídio na missa de Ano Novo

Dentro das festividades do padroeiro Senhor Bom Jesus dos Remédios em Afogados da Ingazeira aconteceu na noite desta quinta (31) a missa de Ano Novo na Catedral presidida pelo bispo dom Egídio Bisol e concelebrada pelos Josenildo Nunes, Juacir Delmiro e Antônio Rogério.

Como vem acontecendo ao longo dos anos a missa teve início às 21h.

Dom Egídio em sua homilia disse que o final do ano é tempo para fazer uma avalição do que passou e de propósito renovados para o futuro e um desejo forte de passar uma página onde conseguimos com certeza escrever muita coisa bonita, mas ao mesmo tempo onde precisamos reconhecer alguma mancha ou borrão devido a nossa fragilidade ou até o nosso descuido. De acordo com o bispo, o ano que se passou, por muitos aspectos não foi dos melhores e citou alguns acontecimentos que não foram bons no ano de 2015. “Todos nós escutamos a todo instante falar em crise. Crise que é sim econômica, mas mais ainda política, mais ainda ética, e não só em nosso País, mas no mundo todo. Olhando ao redor de nós, constatamos que a situação de vida de muitas pessoas se fez mais precária, o aumento da violência, a dificuldade para levar adiante os compromissos com a família, os desafios da educação dos filhos, as ciladas que muitos jovens encontram no caminho sem conseguir resistir à tentação, mortes e perdas, com o aumento assustador dos desastres no trânsito, doenças antigas novas que nos ameaça”, disse o dom. Também citou acontecimentos em nível mundial como as guerras que estão acontecendo no mundo com o terrorismo demoníaco e a violência que se alastra, e a natureza que se revolta diante de tanto desrespeito por parte do homem e que nós aqui do Sertão, sentimos as consequências disso com uma seca que se prolonga por 5 anos.

Dom Egídio afirmou que mesmo tendo sido um ano de muitas turbulências, também era motivo para cada um agradecer na sua vida pessoal e familiar e ainda alguns fatos positivos que aconteceram em nível de diocesano como a ordenação de 5 padres como fato histórico e extraordinário na diocese, a instituição de 130 Ministros da Palavra como uma experiência nova para a diocese, a instalação do Mosteiro Carmelita São José, a inauguração das novas instalações do Seminário Maior no Recife e o Jubileu da Misericórdia com a abertura da Porta Santa. 

Pastoril anima reta final da festa do Bom Jesus em Afogados

Tem continuidade as festividades em honra ao padroeiro Senhor Bom Jesus dos Remédios de Afogados da Ingazeira. Nessa reta final das festividades, teve início no último dia 28 o tradicional pastoril que nesse ano será realizado em uma edição menor, com apenas 4 dias de duração. O pastoril que durante anos animou as festividades do Senhor Bom Jesus dos Remédios está com uma inovação neste ano em que uma orquestra está acompanhando ao vivo a apresentação.

Na sexta (1) haverá o encerramento das festividades, com procissão às 17h e logo em seguida a missa campal em frente a Catedral presidida pelo bispo dom Egídio Bisol.

Teve início festa do Bom Jesus dos Remédios em Afogados da Ingazeira

Teve início nesta quarta (23) a Festa do Senhor Bom Jesus dos Remédios em Afogados da Ingazeira. Quem presidiu a Celebração foi o padre Daniel Gomes e foi concelebrada pelos padres Josenildo Nunes (pároco), Juacir Delmiro (vigário paroquial), Wellington Jacinto e Rogério Veríssimo.

As festividades seguem até o dia 01 de janeiro com a grande procissão pelas ruas de Afogados da Ingazeira a partir das 17h e logo em seguida a missa de encerramento presidida pelo bispo dom Egídio Bisol.

Na Celebração Eucarística de abertura da festa que foi nesta quarta, foi um dos primeiros momentos em que três dos cinco padres recém-ordenados estiveram juntos, com um deles presidindo a Celebração na Catedral, são eles: Daniel, Juacir e Wellington. Os mesmos, juntamente com Clodoaldo Fernando e Wanderson Eduardo foram ordenados sacerdotes no dia 09 de janeiro deste ano.

ORAÇÃO À NOSSO SENHOR BOM JESUS DOS REMÉDIOS

Senhor Bom Jesus dos Remédios, morrestes na cruz,

para perdoar nossos pecados, para curar nossos males.

Ressuscitastes, para nos dar vida nova da graça,

para conduzir à glória celestial. Ajudai-nos a fazer o bem

sem olhar a quem, a perdoar aos que nos ofendem, a amar

até os inimigos. Dá-nos servir a todos, como irmão, a fim

de que, na verdade, vivamos, desde agora, o vosso reino,

a vossa paz. Assim seja.

Igreja Senhor Bom Jesus dos Remédios

Pe. GILVAN BEZERRA DE LIMA

Nasc.: 23/07/1971

Ordenação12/12/1997

Função: Pároco

Endereço: Av. Rio Branco, 289- Centro.

Cep: 56.800-000 Afogados da Ingazeira/PE

Fone: (87) 3838-1221 

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gilvanbezerra@libero.it