NOTÍCIAS DA DIOCESE

Dom Egidio preside Missa dos Santos Óleos na diocese de Afogados da Ingazeira

A Missa do Crisma (Santos Óleos) na Diocese de Afogados da Ingazeira que não ocorreu durante a Semana Santa por conta da pandemia, aconteceu na manhã desta quarta (7), na Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios, em Afogados.

A Concelebração Eucarística contou apenas com as participações do clero diocesano, diáconos e dos seminaristas. Os fieis puderam acompanhar através da Rádio Pajeú.

Na homilia, dom Egidio falou da importância da Missa do Crisma. “A missa do Crisma, a missa da benção dos Santos Óleos em nossa diocese costuma ser sempre um momento de festa, de comunhão entre pastores e rebanho. De celebração dos diferentes serviços dentro da comunidade, todos ungidos no Cristo e, como Ele, ungido por excelência. Ungidos para a mesma missão de anunciar a Boa Nova aos pobres, proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista. Libertar os oprimidos e proclamar o ano da graça do Senhor”, disse.

Dom Egidio também agradeceu aos padres a dedicação que estão tendo, mesmo nesses momentos difíceis por conta da pandemia, de estarem próximos às pessoas apesar do distanciamento físico.

Na missa foram abençoados os óleos dos Enfermos, dos Catecúmenos e do Crisma. Também, os padres fizeram a renovação das promessas sacerdotais.

Na data de hoje, 7 de outubro, se comemoram 11 anos da nomeação de dom Egidio Bisol como 4º bispo diocesano e de 14 anos da morte de dom Francisco Austregésilo de Mesquita Filho. Ao final da missa, dom Egidio foi até o túmulo de dom Francisco onde realizou um momento de oração.

Nota Oficial da CNBB Nordeste 2 a todos os fieis católicos e aos homens e mulheres de boa vontade

O Conselho Episcopal Regional Nordeste 2 (Conser) emitiu, nesta quarta-feira (19), nota oficial convidando a todos os fiéis católicos a fazerem uma profunda reflexão “sobre a vida e sobre os valores que a regem”. O documento deverá ser lido em todas as igrejas dos Estados de Alagoas, da Paraíba, de Pernambuco e do Rio Grande do Norte, no final da celebração da Eucaristia, no próximo domingo, dia 23.
 
No texto, os bispos reafirmam que acompanharam “com o coração inquieto e perplexo, o caso da menina capixaba de 10 anos que, abusada no seio familiar, engravidou e, depois de 22 semanas, abortou, via concessão judicial”. O aborto foi consumado no domingo (16), no Recife, cidade onde está a sede do Regional Nordeste 2 da CNBB.
 
“Assim, também nós, membros do Conser, resolvemos manifestar nossa solidariedade aos que sofreram e sofrem por causa do abuso, e proferir uma palavra de encorajamento e esperança aos fiéis católicos que estão sob nossa responsabilidade moral e pastoral, e aos homens e mulheres de boa vontade, para que mantenham erguida a bandeira da paz e da inegociável defesa da vida”, diz um trecho da mensagem.
 
Confira a nota:
 
NOTA DOS BISPOS DO REGIONAL NORDESTE 2
 
“O maior destruidor da paz, hoje, é o crime cometido contra criança inocente que está para nascer. Uma criança é o mais belo presente que Deus dá a uma família, a um país e ao mundo inteiro”.
(Santa Tereza de Calcutá – Discurso no Prêmio Nobel da Paz)
 
A cada dia, no Brasil, acontecem seis abortos em meninas entre 10 e 14 anos que foram estupradas. Neste contexto, acompanhamos, com o coração inquieto e perplexo, o caso da menina capixaba de 10 anos que, abusada no seio familiar, engravidou e, depois de 22 semanas, abortou, via concessão judicial. O aborto aconteceu no Recife (PE), cidade onde está a sede do nosso Regional Nordeste 2 da CNBB. A situação gerou polêmica por se tratar de um tema delicado e emocional, mas também se tornou uma oportunidade de reflexão sobre a vida e sobre os valores que a regem. Assim, também nós, membros do Conselho Episcopal Regional – CONSER, resolvemos manifestar nossa solidariedade aos que sofreram e sofrem por causa do abuso, e proferir uma palavra de encorajamento e esperança aos fiéis católicos que estão sob nossa responsabilidade moral e pastoral, e aos homens e mulheres de boa vontade, para que mantenham erguida a bandeira da paz e da inegociável defesa da vida.
 
Somos guiados pela Sagrada Escritura. Por isso, reafirmamos que a vida provém de Deus e deve ser defendida. Estamos atentos à integral proibição de se matar o inocente: “Não matarás!” (Ex 20,13), e à certeza de que aquele que virá à luz é um ser humano digno de toda atenção e cuidado (Ex 21,22-25). Defendemos a vida dos indefesos (Sl 82,3-4), pois tudo quanto fizermos a um pequenino, ao próprio Senhor o fazemos (Mt 25,40). Essa é a bênção da vida (Sl 127,3-5). Como bem cantou o salmista: “Teus olhos me viram ainda informe, e no Teu livro já eram escritos todos os meus dias; já eram desenhados quando nenhum deles ainda existia” (Sl 139,16).
 
O aborto é, por definição, a extinção de uma vida humana em seu estado nascente e sabemos, pela razão e pela fé, que suprimir uma vida humana inocente é um mal nunca justificado. A dignidade humana é o princípio inspirador de todos os demais, é guia para as Ciências e para o Poder Público em todas as suas expressões. Impõe-se, portanto, permitir que a vida humana nasça e atinja a plenitude possível. No embrião humano, por exemplo, já existe uma disposição da matéria para o desenvolvimento, segundo a espécie humana.
 
Ratificamos que “o ser humano deve ser respeitado e tratado como pessoa humana desde a sua concepção” (Donum Vitae, n. 1). Lamentamos que prevaleça atualmente, na sociedade, a tendência de se considerar o nascituro como simples resultado de um processo biológico ou sociocultural, favorecendo, com isso, a “cultura do descarte” (Evangelii Gaudium, n. 53), do “achismo” ou da pura arbitrariedade, causando a opressão dos fortes sobre os fracos, a popularidade de ideologias abortistas e a destruição do próprio ser humano.
 
A bioética secular, muitas vezes, busca uma saída para o dilema entre a liberdade materna e a vida da criança em gestação, negando a esta a existência e o direito à vida. O problema central é que, na gestação, não se trata de um só corpo. O embrião, que sem descontinuidade se torna feto, é um novo ser humano vivente em desenvolvimento, guiado por um genoma próprio, diferente daquele materno, ativo desde a concepção, e se realiza de modo autônomo, dia após dia, de forma coordenada, contínua e gradual. Transformar essa realidade em questões apenas técnicas é reduzir a dimensão ética à esfera do arbítrio de cada indivíduo e possibilitar um relativismo cruel e desumano.
 
A tutela da vida inviabiliza a prática do aborto, pois se trata de um indivíduo, uma pessoa humana que tem direitos assegurados pela Constituição Federal Brasileira (CF) e respeito garantido pela ética. Parece um contrassenso a CF assegurar a “dignidade da pessoa humana” (Art. 1º, III) e a “inviolabilidade do direito à vida” (Art. 5º, caput), e negar ao nascituro o pressuposto à fruição dessa dignidade, a saber, a própria vida.
 
Elementar que existem alguns casos excepcionais e lamentáveis, como no caso em questão, mas isso não altera o juízo ético sobre o aborto. Embora casos reais como este apresentem dificuldades reais e dramáticas de escolha, o valor da vida humana inocente não deve ser diminuído. Com o auxílio dos meios terapêuticos disponíveis hoje, no caso concreto da criança-mãe capixaba, dever-se-ia tentar preservar ambas as vidas, seja praticando as terapias disponíveis, seja monitorando de perto o progresso da gravidez, ou até mesmo antecipando o parto, assim que houvesse esperança de que a criança sobrevivesse. A ciência que realiza procedimentos neonatais e até intrauterinos chancelou essas possibilidades.
 
Não somos alheios à rejeição psicológica da maternidade decorrente da violência. Entretanto, infelizmente, no debate atual, o direito da mulher à autodeterminação, em relação à gravidez, se contrapõe ao direito à vida do nascituro. A referida criança, embora concebida em circunstâncias dramáticas, era inocente e sua vida deveria ser protegida como a de qualquer outro ser humano. A criança-mãe sofreu violência sexual, mas o aborto provocado não era a única solução. À violência sofrida não se deveria somar uma outra violência, de consequências físicas, emocionais e espirituais ainda não conhecidas para a criança-mãe.
 
Enfim, queremos manifestar que:
 
1. A decisão judicial que permitiu o aborto, mesmo se amparada no ordenamento jurídico nacional, é uma contradição com o direito inalienável à vida de todo ser humano, e, por isso, inaceitável;
 
2. Numa sociedade plural, nós também temos direito à expressão do pensamento e à reflexão sobre a ética da vida, sem sermos rotulados de “religiosos fanáticos”;
 
3. A insensibilidade das pessoas, por trás das mídias sociais, muitas vezes auxilia na formação de uma mentalidade que escolhe o pragmatismo em lugar de preservar os valores inalienáveis da dignidade humana;
 
4. Os culpados pelos nefastos crimes do abuso e do estupro devem ser identificados, responsabilizados e punidos pelo mal praticado;
 
5. A criança-mãe deve ser protegida, cuidada e bem orientada para seu pleno desenvolvimento humano;
 
6. Os profissionais da saúde, apelando para o legítimo direito de objeção de consciência, devem lembrar do solene juramento de Hipócrates: “A ninguém darei por comprazer, nem remédio mortal, nenhum conselho que induza à perda. Do mesmo modo, não darei a nenhuma mulher uma substância abortiva”.
 
Por fim, com o desejo de uma justiça restaurativa e não só punitiva, fazemos nossas as palavras do Papa Francisco: “a defesa do inocente nascituro deve ser clara, firme e apaixonada, porque neste caso está em jogo a dignidade da vida humana, sempre sagrada, e exige-o o amor por toda a pessoa, independentemente do seu desenvolvimento. Mas igualmente sagrada é a vida dos pobres que já nasceram e se debatem na miséria, no abandono, na exclusão, no tráfico de pessoas, na eutanásia encoberta de doentes e idosos privados de cuidados, nas novas formas de escravatura, e em todas as formas de descarte” (Gaudete et Exsultate, n. 101).
 
Decidimos que a presente nota seja lida em todas as igrejas do Regional Nordeste 2, no final da celebração da Eucaristia, no domingo, dia 23 de agosto de 2020.
 
Bispos do Regional Nordeste 2 da CNBB

Sábado, 15 de agosto, Igreja no país se une em “Dia de Oração pela Vida e pelo Brasil”

Neste sábado, 15 de agosto, das 6h da manhã às 21h, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) organizou o “Dia de Oração pela Vida e pelo Brasil”. Ao meio dia os sinos das igrejas brasileiras balarão em  memória das mais de 104 mil vítimas da Covid-19, por seus familiares e pelos profissionais de saúde que atuam na linha de frente de combate ao novo coronavírus. Os momentos de oração poderão ser acompanhados pelas redes sociais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e também pelos canais de TV de inspiração católicas do país.
 
Segundo o bispo auxiliar do Rio de Janeiro (RJ) e secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Joel Portela Amado, a conferência organizou este dia para unir toda a Igreja no Brasil em torno da  oração como forma de contribuir para a superação do quadro tão triste da pandemia e do avanço do coronavírus no Brasil e também para reforçar sua atuação em torno do Pacto pela Vida e pelo Brasil, construído em parceria com um conjunto de organizações da sociedade brasileira.
 
Para o arcebispo de Belo Horizonte (MG), dom Walmor Oliveira de Azevedo, presidente da CNBB, a entidade assinou o Pacto pela Vida e pelo Brasil impulsionada por sua fidelidade ao Evangelho de Jesus Cristo, fonte inesgotável da luz da verdade, luz indispensável para clarear caminhos e rumos novos que a sociedade brasileira precisa, com urgência, para construir um novo tempo.
 

Dom Egidio encerrou festividades de Santa Maria Madalena, Padroeira da Diocese

Na noite desta quarta (22 de julho), o bispo da diocese de Afogados da Ingazeira, dom Egidio Bisol, presidiu a concelebração eucarística que encerrou as festividades de Santa Maria Madalena, padroeira diocesana.

As festividades tiveram início no dia 19, com presidência do Pe. Gilvam Bezerra (Pároco da Catedral) e teve continuidade na segunda (20) com o padre Daniel Gomes (vigário paroquial de Carnaíba), na terça (21) com a presidência do vigário geral da diocese, Monsenhor João Carlos Acioly Paz.

Devido à pandemia que estamos vivendo, as celebrações ocorreram sem a presença física dos fieis que puderam acompanhar as transmissões pelos canais sociais da Paróquia e pela Rádio Pajeú.

Dom Egidio disse que a diocese de Afogados da Ingazeira é a única no Brasil que tem o privilégio de ter a apóstola dos apóstolos, Maria Madalena como padroeira.

Estiveram presentes na concelebração os padres Gilvam Bezerra, Antônio Rogério Veríssimo, Erinaldo Sultério, o Monsenhor João Carlos e o diácono Alison Maciel.

Com missa sem presença física dos fieis, dom Egidio presidiu Solenidade de Corpus Christi, na Catedral

O bispo da diocese de Afogados da Ingazeira, dom Egidio Bisol, presidiu, na tarde desta quinta (11), a Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo (Corpus Christi) na Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios e que contou com as participações do pároco, Pe. Gilvam Bezerra e do diácono Alison Maciel.
 
A missa não contou com a presença física dos fieis que acompanharam a celebração através dos canais da Paróquia (Youtube e Facebook) e da Rádio Pajeú.
 
O bispo falou sobre a importância da Solenidade de Corpus Christi para os cristãos católicos. "Nós somos chamados a vivenciarmos de forma mais profunda o Mistério Eucarístico a deixar que ele molde a nossa vida, para que a nossa vida toda se torne uma vida Eucarística. A Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo nos leva a meditar mais uma vez de forma mais profunda, se possível, sobre o Mistério da Eucarístia. Não só meditar, mas também a vivenciar como nós estamos vivendo agora o que a Eucarístia é para cada um de nós", disse dom Egidio durante a homilia.
 
Ao final da missa, aconteceu a Adoração ao Santíssimo, onde foi pedido por esse momento tão difícil ao qual passa a humanidade com essa pandemia do novo coronavírus.

Dom Egidio presidiu Solenidade de Pentecostes e pelos seus 48 anos de ordenação

O bispo da diocese de Afogados da Ingazeira, dom Egidio Bisol, presidiu na manhã deste domingo (31), na Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios, a Solenidade de Pentecostes. Também, celebrou pelos seus 48 anos de ordenação.
 
Dom Egidio falou sobre a Festa de Pentecostes que a Igreja celebra neste domingo. "Celebramos a festa de Pentecostes, o dom do Espírito Santo derramado sobre os seus e derramado mais uma vez, hoje, sobre todos nós, sobre a Igreja inteira e sobre o mundo. De nada poderíamos dizer assim, não adiantaria o Espírito ter descido sobre Jesus, ter orientado a sua vida se isso não se completasse também em nossa vida. Porque Ele, o Espírito, que permite a cada um de nós de ser seguidor incansável de Jesus, missionário corajoso do seu Evangelho. É esse Espírito que permite a Igreja, hoje, de ser sinal da presença do Cristo em nosso mundo hoje", disse o bispo.
 
Dom Egidio também completa neste domingo de Pentecostes 48 anos de ordenação e, durante a celebração, pediu para que os diocesanos também o coloque em suas orações. "Queria pedir a toda comunidade de rezar também por mim. Eu estou completando hoje 48 anos de padre. Não é pouco tempo não, é um bom tempo. Mas, gostaria de pedir que vocês que me ajudassem a pedir a fideliddade, a perseverança, a renovação do dom que Deus me fez à serviço da Igreja 48 anos atrás", concluiu.

CNBB conclama a sociedade e os responsáveis pelos poderes públicos a se unirem pela prevenção e pelo combate à Covid-19

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, por meio do seu Conselho Episcopal Pastoral (Consep), reafirmou, em nota, seu compromisso com o “Pacto pela Vida e pelo Brasil”, divulgado no dia 7 de abril, assinado inicialmente por seis respeitadas instituições da sociedade civil e, posteriormente, por mais de 150 entidades. O Pacto considera que “a hora é grave e clama por liderança ética, arrojada, humanística, que ecoe um pacto firmado por toda a sociedade, como compromisso e bússola para a superação da crise atual”.

Na nota intitulada “Posicionamento da CNBB – Em defesa da Democracia, pela Justiça e pela Paz”, a CNBB considera que esta é a mais grave crise sanitária dos últimos tempos e afirma ser este um momento dificílimo, que clama pelo efetivo exercício da solidariedade e da caridade. “É tempo das palavras e atitudes serenas de paz, de fé e de esperança, de respeito às leis e à democracia”, diz um trecho.

“É com perplexidade e indignação que assistimos manifestações violentas contra as medidas de prevenção ao coronavírus; que ouvimos declarações enviesadas de desprezo pela vida, por parte de agentes públicos sobre a morte de milhares de brasileiros e brasileiras contaminados pela covid-19; que vimos acontecer eventos atentatórios à ordem constitucional, com a participação de autoridades públicas, onde se defendeu o fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal, a volta do AI-5 e o retorno aos sombrios tempos da ditadura; que todo o Brasil soube de denúncias acerca da politização da justiça, ferindo sua necessária autonomia de investigação”.

No texto, a CNBB deixa claro que a Doutrina Social da Igreja ensina, com clareza, a intocável harmonia e cooperação entre os Poderes, base constitutiva da República, garantia do Estado Democrático de Direito, o princípio de que “é preferível que cada poder seja equilibrado por outros poderes e outras esferas de competência que o mantenham no seu justo limite. Este é o princípio do ‘Estado de direito’, no qual é soberana a lei, e não a vontade arbitrária dos homens.” (CDSI, 408).

Também considera que buscar soluções para os problemas do Brasil fora da institucionalidade democrática e em confronto com os poderes da República, coloca em risco a democracia e a integridade do povo brasileiro. “Nessa perspectiva, não são toleráveis as manifestações sociais que atentam contra a Constituição, assim como não é tolerável que qualquer autoridade viole os preceitos constitucionais e despreze a vida. Espera-se das instituições republicanas, garantidoras do Estado de direito, a devida responsabilização dos que atentam contra a ordem democrática”, diz outro trecho.

Reiterando o posicionamento contido no “Pacto pela Vida e pelo Brasil”, a CNBB conclama a sociedade e os responsáveis pelos poderes públicos a se libertarem dos “vírus mortais da discórdia”, da violência, do ódio e a se unirem no único confronto que a todos interessa nesse momento: a prevenção e o combate à Covid-19, em defesa da vida, especialmente a dos mais pobres e vulneráveis.

O texto salienta, ainda, que o cuidado da saúde das pessoas e da economia são fundamentais para a garantia da vida em sua plenitude e não se opõem. “Sob a proteção de Nossa Senhora Aparecida, Maria, mãe discípula de Jesus, irmanamo-nos na luta empenhada por justiça e paz e pela democracia plena, onde deve prevalecer o bem comum e a dignidade de cada pessoa, como partícipe da construção de uma nova sociedade marcada pela solidariedade, como nos ensina o Papa Francisco”, finaliza.

Diocese promoveu a VII Romaria Diocesana dos Coroinhas

A diocese de Afogados da Ingazeira esteve promovendo neste domingo, 02 de fevereiro, a VII Romaria Diocesana dos Coroinhas. Neste ano, a romaria aconteceu na cidade de São José do Belmonte, no baixo Pajeú. O lema da romaria desse ano “Estou entre vós como Servo”, fez referência aos 10 anos de episcopado de dom Egidio, comemorado no dia 09 de janeiro.
 
A acolhida aconteceu na Paróquia de São José, com o café da manhã e as boas vindas. Depois, todos saíram em procissão com a imagem de São Tarcísio (Padroeiro dos coroinhas) até a matriz de Nossa Senhora das Dores onde aconteceu a concelebração presidida pelo bispo diocesano, dom Egidio Bisol.
Neste domingo, foi o dia da Apresentação do Senhor, dom Egidio falou da importância do serviço dos coroinhas. “Ser coroinha, é estar a serviço da comunidade. Ele (coroinha) deve fixar o olhar em Jesus. Hoje, é dia de reavivar esse compromisso” disse o bispo durante a homilia direcionada principalmente aos coroinhas.
Durante a missa, foram instituídos no Ministério de Leitores os seminaristas Gutembergue Lacerda, Osmar Soares e Vinícius Véras.

Concluída 4ª Turma da Escola Fé e Política Dom Francisco

Teve a sua conclusão no sábado, 25 de janeiro, no Centro de Formação Pastoral Stella Maris, em Triunfo, a 4ª turma da Escola Fé e Política Dom Francisco da diocese de Afogados da Ingazeira.

A Escola de Formação Fé e Política procura realizar um projeto que integre dinamicamente a Fé e a Política, duas dimensões importantes da existência humana. O objetivo específico é de refletir as questões sociais sob o ponto de vista da Ética e Moral Cristã, desenvolver o senso crítico em vista da participação cristã e fomentar o diálogo com o Poder Público em vista as ações concretas frente às demandas identificadas durante o curso.

Ao todo, foram 6 módulos estudados e debatidos. Vários facilitadores estiveram participando durante o estudo dos módulos.

No primeiro módulo foram debatidos: Metodologia de Educação Popular e Conceitos de Fé e Política;

No segundo módulo: O Antigo Testamento e o Sonho de Deus e A Relação Fé e Política no Novo Testamento;

No terceiro módulo: História dos Movimentos Sociais e  Doutrina Social da Igreja;

No quarto módulo: Direitos Humanos e Mobilização, Políticas Públicas e Controle Social;

No quinto módulo: Problemas Urgentes no Sertão do Pajeú Hoje e o que está sendo feito;

No sexto e último módulo: Mediação de Conflitos.

O encerramento aconteceu com a celebração da Santa Missa presidida pelo bispo diocesano, dom Egidio Bisol e, depois, aconteceu a solenidade de entrega dos diplomas de formação do curso aos alunos.

Representantes da Conferência Episcopal Italiana visitam a Rádio Pajeú

A Rádio Pajeú FM recebeu na tarde desta terça-feira (21.01), representantes da Conferência Episcopal Italiana – CEI, que contribuiu com generosa colaboração para que fossem possíveis os trabalhos de aquisição de equipamentos para o processo de migração da emissora para a FM, que ainda contou com contrapartida de recursos próprios.

Dom Leonardo di Mauro, Rossella Peruzzi e irmã Antonietta Papa, acompanhados pelo bispo diocesano, Dom Egídio Bisol, foram recepcionados por funcionários, parceiros e voluntários da Rádio Pajeú, como uma forma de agradecimento por tudo que foi feito para que a emissora pudesse fazer a migração para o canal FM.

Eles visitaram o pátio dos transmissores, as instalações da emissora e os estúdios, onde aproveitaram para conceder entrevista ao comunicador Aldo Vidal. Ao final foi servido um lanche onde todos puderam se confraternizar.

Durante a entrevista, dom Egídio destacou a importância e alegria da visita. “Estamos aqui com três representantes da igreja italiana, eu só queria dizer da minha alegria. A relação da Diocese de Afogados da Ingazeira e a igreja italiana vem de longe, faz mais de cinquenta anos, foi em 1966 que começou esta cooperação entre a igreja italiana e a nossa Diocese de Afogados da Ingazeira”, Destacou dom Egídio.

Ele ainda relembrou que a colaboração começou através do bispo dom Francisco, que durante visita a Itália convidou alguns padres para virem ajudar “por que a carência de padres no Pajeú era muito grande. De lá pra cá sempre houve essa colaboração de pessoas, e aí, entra também a colaboração financeira”, informou.

Dom Egídio lembrou que a CEI já ajudou a Diocese em outros momentos, como por exemplo numa parte do Centro Diocesano Poli funcional Estela Maris, em Triunfo “e aqui de uma maneira muito significativa, com a migração da Rádio Pajeú. Sem essa ajuda a gente não teria conseguido, embora a colaboração dos nossos sócios contribuintes ser muito significativa. Por isso a nossa gratidão muito grande e se hoje conseguimos falar em FM aqui é também graças a contribuição de vocês” agradeceu do Egídio.

O bispo diocesano aproveitou para explicar de onde sai a verba para que CEI possa ajudar projetos como a migração da Pajeú. “Cada cidadão italiano ao fazer a sua declaração do imposto de renda tem direito de determinar para onde quer que vá 8 por 1.000 do que ele deve de imposto de renda. Então, se eu devo 1.000, eu posso determinar que 8 irão para tal finalidade. Pode ser para uma igreja, pode ser para o hospital do câncer e etc. É claro que os católicos conscientes querem que  8 por 1.000 vá para a igreja católica,  por que sabe que será usado de forma responsável.

Dom Egídio continuou: “e uma boa parte desses 8 por 1.000 destinados a igreja católica servem para ajudar nesses projetos de cunho social que são a ela apresentados, entre eles o nosso projeto aqui da migração da Rádio Pajeú. Não há dúvida nenhuma que o serviço social que a emissora há mais de 60 anos rende a região do Pajeú é muito grande”, destacou.

Dom Leonardo, que é o diretor da CEI, explicou o que os fez decidirem em ajudar a Rádio Pajeú na sua migração. Segundo ele “somos muito conscientes da importância da rádio no Brasil, por este motivo nós ficamos bem contentes de acolher este projeto”.

O bispo italiano, disse que ficaram muito felizes com o que viram. “Vimos que o projeto que foi escrito no papel, foi fielmente colocado em prática. Estamos muito felizes com tudo que vimos.”

Também acompanhou o grupo, Gilberto Gomes Barbosa, ele é fundador da Obra de Maria – Uma comunidade dedicada a evangelização, trabalho missionário e trabalho aos pobres, que completou recentemente 30 anos de fundação.

Gilberto explicou que a comunidade é predominantemente de Leigos “tem os consagrados religiosos e os Padres, mas 99% são Leigos”. Ele ainda destacou a importância do rádio na comunicação com os mais pobres e a comunidade de um modo em geral.

Por André Luís (Rádio Pajeú)

Adenildo dos Santos é ordenado sacerdote e dom Egidio celebra 10 anos de episcopado

O diácono Adenildo dos Santos foi ordenado sacerdote, no dia 09 de janeiro, na matriz de São José, em São José do Egito.

A ordenação aconteceu dentro das comemorações dos 10 anos de episcopado de dom Egidio Bisol. O ex-bispo da diocese de Afogados da Ingazeira, dom Luís Pepeu, se fez presente neste momento festivo da diocese. A ordenação contou com a maioria dos padres da diocese de Afogados da Ingazeira e de outras dioceses.

Durante a missa de ordenação, também aconteceu o envio do padre Elton Wilson e do recém ordenado, Adenildo dos Santos, para a missão em Roraima. Os mesmos estarão viajando para Roraima no início de fevereiro.