NOTÍCIAS DA DIOCESE

Stella Maris: Diocese apresenta histórico e melhorias do Centro de Formação Pastoral, em Triunfo

 
 
DIOCESE DE AFOGADOS DA INGAZEIRA
Cúria Diocesana
 
 
 
Rua Dr. Roberto Nogueira Lima, 366 — Centro 56800-000 Afogados da Ingazeira - PE / Brasil
Fone/Fax: (87) 3838-1582 Email.: diocesedopajeu&hotmail.com
 
 
 
 
Afogados da Ingazeira, 01 de setembro de 2018.
 
 
Caros diocesanos,
A paz do Senhor!
 
Diante de notícias veiculadas recentemente e que considero, no mínimo, parciais, desejo apresentar algumas informações objetivas a respeito do “CENTRO PASTORAL DIOCESANO STELLA MARIS” em Triunfo.
 
1. UM POUCO DE HISTÓRIA
 
No ano de 1944, a Diocese de Pesqueira doou o Sítio Horta, em Triunfo, à Sociedade Franciscana Maristella para a construção de um “estabelecimento de educação para meninas e moças”. A cláusula segunda da doação dizia: “Se a Donatária, voluntariamente, abandonar o imóvel doado ou suprimir o estabelecimento educacional a que se refere a cláusula anterior, a presente doação ficará sem efeito algum, revertendo de pleno direito e sem indenização alguma, à outorgante doadora, o aludido imóvel com todas as suas benfeitorias e edificações que a donatária tiver feito”.
 
A Sociedade Franciscana Maristella foi, aos poucos, construindo no Siítio Horta um prédio majestoso e se dedicou por muitas décadas, com competência e generosidade, à educação de moças da nossa região, inclusive em regime de internato. Por serviço tão relevante, nossa Diocese sempre foi muito grata às Irmãs que se sucederam ao longo dos anos na administração da Escola Stella Maris.
 
Em 08 de agosto de 2005 a Associação Franciscana Maristella do Brasil, resolveu encerrar as atividades da Escola Stella Maris, em Triunfo - PE. Consequentemente, o Conselho Provincial das Franciscanas de Maristella, cumprindo a cláusula segunda da doação, devolveu à Diocese de Afogados da Ingazeira o referido imóvel.
 
 
2. O CENTRO PASTORAL DIOCESANO STELLA MARIS
 
A partir dessa data, a propriedade e a responsabilidade sobre o “Stella Maris” passou à Diocese de Afogados da Ingazeira, que resolveu transformar o imóvel em Centro Pastoral Diocesano, visto que não dispunha ainda de um espaço conveniente para tal finalidade. Foi preservada, de forma coerente, a finalidade educativa para a qual tinha sido adquirido e doado, na década de 40, o Sítio Horta em Triunfo. Dentro dessa perspectiva foram definidas as novas finalidades do imóvel:
 
- Acolher os encontros pastorais (reuniões, assembleias, retiros, dias de convivência e descanso etc ...) de nossa diocese e de outras que o desejarem;
 
- De acordo com a preocupação com a formação integral da pessoa, oferecer o espaço para atividades educativas e culturais de outros grupos e associações de promoção humana, num diálogo fecundo com outras instancia da sociedade, de modo particular sindicatos e ONGs;
 
- Parte do prédio seria alugada à Prefeitura Municipal de Triunfo, para o funcionamento de uma escola ou outras atividades compatíveis com a finalidade do Stella Maris;
 
- Em último lugar, e dependendo da disponibilidade de espaço, poderia acolher pessoas e grupos que desejassem passar um tempo de descanso e lazer, num lugar acolhedor e tranquilo perto do centro da cidade.
 
3. A REFORMA DO CENTRO PASTORAL DIOCESANO STELLA MARIS
 
A mudança de finalidade - de Escola para Centro Pastoral — exigia também modificações na estrutura “física” do prédio. Bem sabendo que, do pondo de vista afetivo, qualquer detalhe era muito importante para quem viveu nesse ambiente, optamos por criar um espaço vivo e funcional à nova finalidade. À partir de tal convicção, a Diocese preparou um cronograma de intervenções, que vem realizando de forma compatível com as próprias forças.
 
Elencamos aqui as intervenções mais significativas até agora realizadas:
 
Fachada:
Conservação da fachada - reforma da recepção no térreo - no 1º andar, reforma dos quartinhos e construção de 4 banheiros.
 
Pátio da Capela:
Manutenção da capela - no térreo: construção da lavanderia e rouparia, - reforma do espaço para funcionários; no 1º andar: reforma dos quartinhos e construção de 6 banheiros
 
Anexo à direita da Capela: '
Recuperação do telhado e colocação do forro em PVC - nova instalação geral hidráulica e elétrica - adaptação de um espaço, atrás do anexo, para estacionamento.
 
No térreo: reforma de duas salas para pequenos encontros, com 2 banheiros - construção da escada de acesso ao 1º andar - no 1º andar: construção de 14 apartamentos
 
Ala direita do pátio interno:
Recuperação completa do telhado - forro geral em PVC - nova instalação elétrica e hidráulica. Redistribuição do espaço: no térreo: reforma dos refeitórios - construção de um bloco de banheiros: 5 masculinos e 5 femininos - reforma da escada de acesso ao 1º andar.
 
No 1º andar: construção de um auditório para 100 cadeiras - duas salas para atividades de grupos - secretaria da Escola de Formação Pastoral - depósito de materiais e equipamentos — construção de 17 apartamentos.
 
Ala esquerda do pátio interno:
Recuperação do telhado - retirada do forro em brasilit - recuperação do salão da frente no 1º andar Bloco do auditório:
Recuperação do auditório - retirada do telhado com coberta de brasilit
 
Atualmente: estamos trabalhando na substituição do telhado acima do auditório com tesouras em madeira e telhas de barro e seguiremos com a recuperação das salas no 1º andar na ala esquerda. Os trabalhos de reforma nunca pararam nesses 13 anos e irão continuar, de acordo com a necessidade e a disponibilidade financeira da diocese, pois um prédio da segunda metade do século passado exige manutenção constante.
 
Prevemos, inclusive, abrir um portão na parte traseira do imóvel (para isso a diocese já adquiriu um lote de terra) para favorecer o acesso ao Centro Pastoral Diocesano sem passar pelo centro da cidade, sobretudo nos dias de feira.
 
 
4. UTILIZAÇÃO DO CENTRO PASTORAL DIOCESANO STELLA MARIS
 
Entendemos que o Centro Pastoral Stella Maris deve ser um espaço vivo, promotor de muitas atividades religiosas, educativas, pastorais, lúdicas.
 
Em forma permanente, continua funcionando uma Escola Municipal, na ala esquerda. A partir deste ano, ao lado do pátio da capela reside um padre e alguns jovens da Fraternidade “Santa Maria dos Anjos”.
A casa continua acolhendo nossas atividades pastorais, podendo hospedar até 100 pessoas, nas assembleias diocesanas e outros eventos de maior porte.
 
Só a título de exemplo, no primeiro semestre de 2018 foram realizados encontros da Legião de Maria, dos Ministérios de Música na diocese, da Pastoral da Criança, da Pastoral da Pessoa Idosa, dos Zeladores da OVS, dos Animadores da Campanha da Fraternidade, o Seminário Regional de Fé e Cidadania, o Retiro dos Padres, o Retiro dos Seminaristas, o Retiro das Ofíicinas de Oração e Vida, o Curso de Formação Pastoral, a Assembleia Diocesana de Pastoral, o Retiro do Clero de Salgueiro, entre outros...
 
Alguns encontros pastorais, ou outros eventos, em nível regional, realizados no Stella Maris, trazem para Triunfo pessoas de outros estados, tornando-se assim uma “propaganda” para a cidade e, inclusive, com um benefício econômico para o lugar. Aliás, o Centro Pastoral Stella Maris é um dos lugares que os turistas não deixam de visitar.
 
Todas as pessoas de fora que passam pelo Centro Pastoral Diocesano manifestam sua satisfação pelo ambiente simples, acolhedor, tranquilo, natural, restaurador. Quando percebem alguma falha, colaboram conversando com os responsáveis da casa, com muito respeito, responsabilidade e boa educação. Frequentemente voltam.
 
 
5. CONCLUSÃO
 
Pensamos que o exposto seja suficiente para mostrar a todos os diocesanos que em momento algum o prédio do Stella Maris ficou abandonado ou em ruína. A Diocese continuará zelando pelo seu patrimônio para que continue sendo espaço e instrumento de evangelização no Pajeú, dentro de sua finalidade como Centro Pastoral Diocesano.
 
Em clima de atenção a todos os diocesanos, pedimos a Maria, “Estrela do Mar” e da Nova Evangelização, Mãe de Deus e nossa, que possamos continuar testemunhando entre nós fraternidade e respeito às instituições e às pessoas, tendo consciência de que estas últimas — as pessoas — são o mais importante.
 
Fraternalmente,
 
 
Dom Egidio Bisol
Bispo diocesano

CNLB NE2 realiza seminário de Fé e Cidadania, em Triunfo

No período de 03 a 05 de agosto de 2018, no Centro de Pastoral Stella Maris – Diocese de Afogados da Ingazeira/PE, na cidade de Triunfo, no sertão Pernambucano aconteceu o Seminário de Fé e Cidadania com o tema “Angústias e Esperanças”, promovido pelo Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB NE2) o qual se tornou cenário e inspiração para os mais de 120 Leigos e Leigas vindos (as) de doze das vinte e uma dioceses do nosso regional.

Com o objetivo de formar, capacitar, programar e definir eixos de reflexão e ação para o protagonismo do Laicato nos diferentes areópagos da sociedade pós-contemporânea, o Seminário foi assessorado pelo casal Carlos e Márcia Signorelli, que são membros do CNLB Nacional, que trouxeram a experiência da formação política e cidadã dentro das esferas sociais e religiosas, provocando participação mais atuante e consciente no processo eleitoral do país.

De acordo com Rejane Gaia, o seminário foi uma proposta mais profunda de formação com o intuito de promover além da articulação, a reflexão dos problemas sociais que afligem a sociedade, “O Ano Nacional do Laicato é com certeza o impulso maior para nós, para a nossa organização e formação, porém, a igreja confia no laicato para a escolha de quem conduzirá os rumos da administração pública no país dentro dos valores do evangelho. Estamos próximos das eleições e nosso povo ainda está em processo de identificação de seus candidatos, um seminário desta magnitude dá aos leigos e leigas um olhar diferente e crítico para quem iremos eleger”. Como disse em sua mensagem o Papa Francisco: “Envolver-se na política é uma obrigação para o Cristão. Nós cristãos, não podemos nos fazer de Pilatos e lavar as mãos, não podemos!”.

Clamamos a Deus para que nós fiéis leigos e leigas cumpramos a missão que recebemos em nosso batismo. Que sejamos sal, luz e fermento na massa em todos os espaços que ocupamos”, finalizou Gaia.

Dentro das atividades do seminário, as plenárias e conferências deram aos participantes uma grande oportunidade de interpretação da realidade do país, orientações para formação de grupos de acompanhamento do Legislativo, Conselhos de Direitos e orientações para as eleições de 2018, entre outros.

Os assessores compartilharam as muitas experiências que as dioceses têm vivenciado contra a venda do voto e a falta de transparência dos poderes públicos com a dívida pública.

Para Carlos Signorelli, o processo formativo exige do leigo uma consciência madura sobre as realidades que afligem a sociedade atual; “Estamos tentando formar uma consciência critica entre os cristãos e cristãs para terem uma atuação forte não só neste ano eleitoral mais na construção da democracia participativa como pede a CNBB”. “Mostraremos os instrumentos de construção da democracia participativa e vendo o que temos que fazer, o que cada um tem que fazer para que nas dioceses onde estamos se construa esse instrumento de democracia participativa. Fazer frente a democracia representativa no nosso país”.

Integrou a programação uma apresentação com folguedos típicos do Nordeste, sendo o xaxado o destaque da noite, além de um recital de poesias onde os representantes conheceram um pouco mais da cultura local. Conforme Iraci Amorim da Diocese de Caicó-RN, as confraternizações ajudam a integração das pessoas “O momento de festa é oportuno para aprofundar laços de amizade, alongar caminhos, construir pontes para uma melhor articulação interdiocesana. É preciso derrubar as fronteiras existenciais e munir-se da alegria do evangelho para uma devastadora conversão dos povos”, afirmou.

O Seminário contou ainda com uma Celebração Eucarística presidida por Dom Egídio Bisol, bispo diocesano de Afogados da Ingazeira, que em sua homilia destacou, “é preciso um laicato consciente e comprometido, com o espírito avivador, que transforme e inove o momento atual”

Encerrada Festa em honra à Padroeira Diocesana Santa Maria Madalena

As festividades em honra a padroeira da diocese de Afogados da Ingazeira, Santa Maria Madalena, terminaram neste domingo, 22 de julho, com concelebração eucarística na Catedral presidida pelo bispo diocesano, dom Egidio Bisol, e que contou com a participação dos padres Gilvam Bezerra (pároco), Juacir Delmiro (reitor do Seminário de Filosofia) e Wellington Luiz (vigário paroquial de Flores).

Dom Egidio falou da importância daquele momento em ter Maria Madalena com padroeira da diocese. “É bom estarmos juntos nesse momento louvando e agradecendo a Deus pelo presente grande que Ele fez à sua Igreja, a pessoa, o exemplo e o testemunho de Maria Madalena. É uma honra pra nós tê-la como Padroeira Diocesana, aliás, é a única diocese no Brasil que pode ter esse prazer e essa honra de ter Maria Madalena como padroeira”, disse o bipo.

O bispo também explicou que está sendo cada vez mais valorizado o testemunho de Maria Madalena, em que, nesses últimos tempos, o papa Francisco elevou aquela que era apenas uma memória dentro da Liturgia e fez uma festa para toda à Igreja. “Isso significa que o testemunho é importante para todos, um motivo a mais para tentarmos entender o recado que Ela nos trás”, concluiu.

Missa pelos 15 anos de fundação do Seminário Maior aconteceu dentro do Tríduo de Santa Maria Madalena

Na sexta, 20 de julho, aconteceu na Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios em Afogados da Ingazeira, a segunda noite do Tríduo em honra à padroeira da diocese, Santa Maria Madalena.

Na oportunidade, foi celebrado também, pelos 15 anos do Seminário Maior da Diocese, São Carlos Borromeu. Quem esteve presidindo a concelebração foi o ex-bispo da diocese de Afogados da Ingazeira e hoje Arcebispo de Vitória da Conquista, dom Luís Gonzaga Silva Pepeu.

No dia 13 de fevereiro de 2003, dom Luís Pepeu criou o Seminário Maior para atender ao desejo e necessidade de nossa igreja diocesana de ter o seu próprio Seminário Maior para a formação dos futuros padres a serviço do Povo de Deus no Pajeú.

Depois de funcionar em vários locais no Recife e Olinda, finalmente, em 2014, o Seminário São Carlos Borromeu mudou-se para a nova casa que a diocese tinha adquirido e reformado no bairro da Tamarineira, no Recife.

A partir de 2018, o Seminário Maior passou a ser reservado aos seminaristas de Teologia.

O bispo da diocese de Afogados da Ingazeira, dom Egidio Bisol, ressaltou a importância dessa data dentro das festividades de Santa Maria Madalena. “Nossa Igreja Diocesana está em festa, na celebração de sua gloriosa padroeira Santa Maria Madalena, apóstola dos apóstolos. Iniciamos, poucos dias atrás, com a inauguração e benção do Mosteiro Carmelita São José em Triunfo. Nesse mesmo clima de festa, desejamos lembrar com imensa gratidão, os 15 anos de existência do Seminário Maior São Carlos Borromeu. Ao longo desses 15 anos, foram 60 os jovens que passaram pelo Seminário. Vinte, entre eles, são hoje padres da nossa diocese e dois diáconos a caminho da ordenação presbiteral”, disse o bispo.

Dom Egidio também agradeceu aos padres que dedicaram alguns anos de sua vida na direção do Seminário, aos membros do Conselho Diocesano de Formação, aos padres, paróquias e comunidades, sem esquecer a todos os zeladores/as e sócios da OVS – Obra das Vocações Sacerdotais, que vem colaborando com a formação e manutenção dos seminaristas com orações, estímulo e generosidade.

Ainda, dentro da celebração pelos 15 anos do Seminário, aconteceu a instituição dos seminaristas Adenildo da Silva e Alison Maciel como Leitores da Igreja.

Inaugurado Mosteiro Carmelita São José, em Triunfo

Foi inaugurado na tarde desta segunda, 16 de julho, na cidade de Triunfo/PE (Diocese de Afogados da Ingazeira) o Mosteiro Carmelita São José, ainda dentro das comemorações dos 60 anos da Diocese. A construção levou em torno de um ano e meio para ficar concluída contou com a colaboração das 24 paróquias da diocese, grupos, pastorais, leigos e leigas.

Estiveram participando desse momento histórico para a diocese, o bispo da diocese de Afogados da Ingazeira, dom Egidio Bisol, o bispo da diocese de Cajazeiras-PB, dom Francisco de Sales e o Arcebispo de Maceió, dom Antônio Muniz Fernandes.

Dom Egidio ressaltou o importante momento da entrega do mosteiro ao diocesanos. “Celebrando a festa de Nossa Senhora do Carmo, estamos invocando a benção de Deus sobre o Mosteiro Carmelita São José que acabamos de inaugurar. Graças à ajuda de Deus e a colaboração de muitas pessoas, grupos, comunidades e paróquias, conseguimos realizar num espaço de tempo não longo, uma obra bem significativa que é com certeza um grande sinal da nossa fé e da nossa unidade corresponsável. Deus seja louvado. Nosso muito obrigado a todos os que colaboraram”, concluiu dom Egidio.

CNBB divulga nota sobre o momento nacional

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) se solidariza com os caminhoneiros, trabalhadores e trabalhadoras, em manifestação em todo território nacional, em nota divulgada nesta quarta-feira, 30 de maio. Preocupada com as duras consequências que sempre recaem sobre os mais pobres, no texto a entidade conclama toda a sociedade para o diálogo e para a não violência. “Reconhecemos a importância da profissão e da atividade dos caminhoneiros”, pontua.
 
Confira, abaixo, a nota na íntegra:
 
NOTA DA CNBB SOBRE O MOMENTO NACIONAL
“Jesus entrou e pôs-se no meio deles e disse: A paz esteja convosco”(Jo 20,19)
 
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, solidária com os caminhoneiros, trabalhadores e trabalhadoras, em manifestações em todo território nacional, e preocupada com as duras consequências que sempre recaem sobre os mais pobres, conclama toda a sociedade para o diálogo e para a não violência. Reconhecemos a importância da profissão e da atividade dos caminhoneiros.
 
A crise é grave e pede soluções justas. Contudo, “qualquer solução que atenda à lógica do mercado e aos interesses partidários antes que às necessidades do povo, especialmente dos mais pobres, nega a ética e se desvia do caminho da justiça” (CNBB, 10/03/2016). Nenhuma solução que se utilize da violência ou prejudique a democracia pode ser admitida como saída para a crise.
 
Não é justo submeter o Estado ao mercado. Quando é o mercado que governa, o Estado torna-se fraco e acaba submetido a uma perversa lógica financista. “O dinheiro é para servir e não para governar” (Papa Francisco, Evangelii Gaudium, 58). 
 
É necessário cultivar o diálogo que exige humilde escuta recíproca e decidido respeito ao Estado democrático de direito, para o atendimento, na justa medida, das reivindicações.
 
As eleições se aproximam. É preciso assegurar que sejam realizadas de acordo com os princípios democráticos e éticos, para restabelecer nossa confiança e nossa esperança. Propostas que desrespeitam a liberdade e o estado de direito não conduzem ao bem comum, mas à violência.
 
Celebramos a Solenidade do Corpus Christi, fonte de unidade e de paz. Quem participa da Eucaristia não pode deixar de ser artífice da unidade e da paz. O Pão da unidade nos cure da ambição de prevalecer sobre os outros, da ganância de entesourar para nós mesmos, de fomentar discórdias e disseminar críticas; que desperte a alegria de nos amarmos sem rivalidades, nem invejas, nem murmurações maldizentes (cf. Papa Francisco, Festa do Corpus Christi, 2017). O Pão da Vida nos motive a cultivar o perdão, a desenvolver a capacidade de diálogo e nos anime a imitar Jesus Cristo, que veio para servir, não para ser servido.
 
Conclamamos, por fim, todos à oração e ao compromisso na busca de um Brasil solidário, pacífico, justo e fraterno. A paz é um dom de Deus, mas é também fruto de nosso trabalho.
 
Nossa Senhora Aparecida interceda por todos!
 
Cardeal Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília (DF)
Presidente da CNBB
 
Dom Murilo S. R. Krieger, SCJ
Arcebispo de São Salvador (BA)
Vice-Presidente da CNBB  
 
Dom Leonardo Ulrich Steiner, OFM
Bispo Auxiliar de Brasília (DF)
Secretário-Geral da CNBB

Diocese realiza a 10ª Assembleia Diocesana de Pastoral

Aconteceu no último final de semana de abril  (27 a 29), no Centro Pastoral Diocesano Stella Maris na cidade de Triunfo, a 10ª Assembleia Diocesana de Pastoral da Diocese de Afogados da Ingazeira.

Com o tema “Tornar-se Cristão” a Assembleia teve como objetivos aprofundar o tema da “Iniciação à vida cristã” a partir do Documento 107 da CNBB e avaliar a primeira experiência de “Catequese de estilo catecumenal” realizada em nossa Diocese.

Contou com as presenças do bispo diocesano Dom Egídio Bisol, sacerdotes, diáconos, seminaristas, religiosos, religiosas, representantes de pastorais, grupos e movimentos de todas as paróquias da Diocese, totalizando um número de 170 participantes. O assessor foi o Padre Elison Silva da Arquidiocese de Maceió.

Durante o encontro foram definidos alguns compromissos a serem trabalhados nos próximos anos, em nível diocesano, zonal e paroquial, visando continuar o aprofundamento sobre a Iniciação a Vida Cristã. 

Bispos reunidos em sua 56ª Assembleia Geral enviam mensagem ao povo de Deus

O cardeal Sergio da Rocha, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) falou aos jornalistas reunidos na Coletiva de Imprensa da 56ª Assembleia Geral da entidade, na tarde do dia 19 de abril, e pediu a dom Murilo Krieger, vice-presidente que lesse a mensagem da conferência ao povo de Deus. O documento registra a comunhão do episcopado brasileiro com o papa Francisco e destaca a necessidade de promover o diálogo respeitoso para estimular a comunhão na fé em tempo de politização e polarizações nas redes sociais. A mensagem retoma a natureza e a missão da entidade na sociedade brasileira. Confira, na sequência, a íntegra do documento que será enviado à todas as 277 circunscrições eclesiásticas do Brasil, incluindo arquidioceses, dioceses, prelazias, entre outras.

Leia a Mensagem:

MENSAGEM DA CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL AO POVO DE DEUS

O que vimos e ouvimos nós vos anunciamos, para que também vós tenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com o seu Filho Jesus Cristo (1Jo 1,3)

Em comunhão com o Papa Francisco, nós, Bispos membros da CNBB, reunidos na 56ª Assembleia Geral, em Aparecida – SP, agradecemos a Deus pelos 65 anos da CNBB, dom de Deus para a Igreja e para a sociedade brasileira. Convidamos os membros de nossas comunidades e todas as pessoas de boa vontade a se associarem à reflexão que fazemos sobre nossa missão e assumirem conosco o compromisso de percorrer este caminho de comunhão e serviço.

Vivemos um tempo de politização e polarizações que geram polêmicas pelas redes sociais e atingem a CNBB. Queremos promover o diálogo respeitoso, que estimule e faça crescer a nossa comunhão na fé, pois, só permanecendo unidos em Cristo podemos experimentar a alegria de ser discípulos missionários.

A Igreja fundada por Cristo é mistério de comunhão: “povo reunido na unidade do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (São Cipriano). Como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela (cf. Ef 5,25), assim devemos amá-la e por ela nos doar. Por isso, não é possível compreender a Igreja simplesmente a partir de categorias sociológicas, políticas e ideológicas, pois ela é, na história, o povo de Deus, o corpo de Cristo, e o templo do Espírito Santo.

Nós, Bispos da Igreja Católica, sucessores dos Apóstolos, estamos unidos entre nós por uma fraternidade sacramental e em comunhão com o sucessor de Pedro; isso nos constitui um colégio a serviço da Igreja (cf. Christus Dominus, 3). O nosso afeto colegial se concretiza também nas Conferências Episcopais, expressão da catolicidade e unidade da Igreja. O Concílio Vaticano II, na Lumen Gentium, 23, atribui o surgimento das Conferências à Divina Providência e, no decreto Christus Dominus, 37, determina que sejam estabelecidas em todos os países em que está presente a Igreja.

Em sua missão evangelizadora, a CNBB vem servindo à sociedade brasileira, pautando sua atuação pelo Evangelho e pelo Magistério, particularmente pela Doutrina Social da Igreja. “A fé age pela caridade” (Gl 5,6); por isso, a Igreja, a partir de Jesus Cristo, que revela o mistério do homem, promove o humanismo integral e solidário em defesa da vida, desde a concepção até o fim natural. Igualmente, a opção preferencial pelos pobres é uma marca distintiva da história desta Conferência. O Papa Bento XVI afirmou que “a opção preferencial pelos pobres está implícita na fé cristológica naquele Deus que se fez pobre por nós, para enriquecer-nos com a sua pobreza”. É a partir de Jesus Cristo que a Igreja se dedica aos pobres e marginalizados, pois neles ela toca a própria carne sofredora de Cristo, como exorta o Papa Francisco.

A CNBB não se identifica com nenhuma ideologia ou partido político. As ideologias levam a dois erros nocivos: por um lado, transformar o cristianismo numa espécie de ONG, sem levar em conta a graça e a união interior com Cristo; por outro, viver entregue ao intimismo, suspeitando do compromisso social dos outros e considerando-o superficial e mundano (cf. Gaudete et Exsultate, n. 100-101).

Ao assumir posicionamentos pastorais em questões sociais, econômicas e políticas, a CNBB o faz por exigência do Evangelho. A Igreja reivindica sempre a liberdade, a que tem direito, para pronunciar o seu juízo moral acerca das realidades sociais, sempre que os direitos fundamentais da pessoa, o bem comum ou a salvação humana o exigirem (cf. Gaudium et Spes, 76). Isso nos compromete profeticamente. Não podemos nos calar quando a vida é ameaçada, os direitos desrespeitados, a justiça corrompida e a violência instaurada. Se, por este motivo, formos perseguidos, nos configuraremos a Jesus Cristo, vivendo a bem-aventurança da perseguição (Mt 5,11).

A Conferência Episcopal, como instituição colegiada, não pode ser responsabilizada por palavras ou ações isoladas que não estejam em sintonia com a fé da Igreja, sua liturgia e doutrina social, mesmo quando realizadas por eclesiásticos.

Neste Ano Nacional do Laicato, conclamamos todos os fiéis a viverem a integralidade da fé, na comunhão eclesial, construindo uma sociedade impregnada dos valores do Reino de Deus. Para isso, a liberdade de expressão e o diálogo responsável são indispensáveis. Devem, porém, ser pautados pela verdade, fortaleza, prudência, reverência e amor “para com aqueles que, em razão do seu cargo, representam a pessoa de Cristo” (LG 37). “Para discernir a verdade, é preciso examinar aquilo que favorece a comunhão e promove o bem e aquilo que, ao invés, tende a isolar, dividir e contrapor” (Papa Francisco, Mensagem para o 52º dia Mundial das Comunicações de 2018).

Deste Santuário de Nossa Senhora Aparecida, invocamos, por sua materna intercessão, abundantes bênçãos divinas sobre todos.

Aparecida-SP, 19 de abril de 2018.

 

Cardeal Sergio da Rocha

Arcebispo de Brasília – DF

Presidente da CNBB

 

Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, SCJ

Arcebispo São Salvador da Bahia

Vice-Presidente da CNBB

Missa do Crisma foi celebrada na Paróquia de São João Batista, em Mirandiba


 
Na tarde desta quarta-feira, 28 de março, aconteceu na Paróquia de São João Batista, em Mirandiba, a Missa dos Santos Óleos, presidida pelo bispo da diocese de Afogados da Ingazeira, dom Egidio Bisol, e que contou com a participação de todo o clero da diocese.
 
Como vem acontecendo ao longo dos anos, a Missa dos Santos Óleos vem sendo realizada não de uma forma fixa (na Catedral), mas a cada ano em uma paróquia diferente. Esse ano, como a Paróquia de Mirandiba completa 50 anos, foi decidido que a Missa do Crisma (Santos Óleos) seria realizada naquela cidade. Foram abençoados os óleos dos Enfermos, dos Catecúmenos e do Crisma. Também, foram renovados os votos sacerdotais de todo o clero diocesano.
 
 
Dom Egidio  disse que, a Missa do Crisma, é ocasião para contemplarmos mais uma vez o Cristo, o Ungido, que nos faz participantes de sua vida e missão e, que, ao mesmo tempo, a Missa do Crisma é oportunidade ímpar para celebrarmos nossa condição de “ungidos”  de “Cristo” como Ele, e reavivar a consciência de nossa missão junto com Ele.
 
Na reflexão, o bispo realçou duas realidades: Cristãos leigos ungidos e Cristãos presbíteros ungidos. Sobre os cristãos presbíteros ungidos, dom Egidio falou da importância daquele momento para os mesmos. “A liturgia de hoje é também uma rica manifestação de comunhão dos presbíteros com o próprio bispo no único e mesmo sacerdócio e ministério de Cristo, nela, os presbíteros renovam seus compromissos assumidos no dia da ordenação. Nós presbíteros somos ungidos para que? Certamente para sermos mais parecidos com o Cristo, configurados a Ele no seu ser e na sua missão e, certamente, também, para estarmos a serviço do sacerdócio comum”, disse.
 
 
O bispo também falou das dificuldades no cotidiano dos padres, sobre a tarefa que é grande e também como superá-las. “Caros padres, desejo refletir um pouco com vocês sobre isso. Vivemos tempos difíceis também para os padres, muitas feridas expostas, muitas cobranças, muitas incompreensões, muitas inseguranças que nos fazem sofrer a todos. A tentação, às vezes, pode ser de pensar que a saída seja fechar-se no castelo das próprias seguranças e defender nossas posições, unhas e dentes. Fala-se cada vez mais frequentemente dos estresse dos padres que pode levar a ameaçar seriamente a própria vida física, psicológica, espiritual, e como enfrentar tal situação? Creio que as palavras e os sinais da celebração de hoje possam nos ajudar a reafirmar algumas convicções, algumas prioridades para podermos hoje, como presbíteros, viver não simplesmente sobrevier”, afirmou.
 
 
Concluindo, dom Egidio lembrou três convicções que precisam ser constantemente reafirmadas pelos padres: O testemunho de vida é mais importante do que as coisas fazem; Viver a comunhão no presbitério é mais importante do que deixar-se levar pelo próprio trabalho; e o serviço da oração e da palavra é mais importante do que o serviço às mesas.

Bispo de Roraima participa como pregador de retiro do clero da diocese de Afogados da Ingazeira

O bispo de Roraima, dom Mário Antônio da Silva, está visitando a diocese de Afogados da Ingazeira. Ele esteve participando (pregando) do retiro do clero diocesano que teve início no dia 05 de março e terminou na quinta (08) no Centro de Formação Pastoral Stella Maris, em Triunfo.

Dom Mário participou de atividades na cidade de Serra Talhada, estará na cidade de São José do Egito participando da Missa de Emancipação Política do Município, no sábado (10) na abertura da festa de São José, na Ingazeira e, no domingo pela manhã, participando da missa na Catedral em Afogados da Ingazeira.

Na manhã desta sexta (09) esteve juntamente com o bispo, dom Egidio Bisol, participando de entrevista na Rádio Pajeú. Dom Mário disse que é a primeira vez que esteve visitando a região do Pajeú e o estado de Pernambuco e disse que ficou encantado com a região. “É um privilégio muito grande estar aqui em Pernambuco, é a primeira vez que caminho e nessa região belíssima no Sertão do Pajeú. Nós estávamos em Triunfo, uma semana, e agora aqui em Afogados da Ingazeira. Então realmente um cenário bonito da natureza e encontrar aqui o clero com mais de 40 sacerdotes, muito amigos, empenhados e dedicados juntamente com o bispo dom Egidio, e com todos os cristãos, leigos e leigas, e a vida religiosa na evangelização do povo dessa diocese aqui desta localidade e também com essa característica missionária de nos ajudar lá em Roraima”, disse dom Mário.

Seminário Maior inicia atividades 2018

Na última segunda-feira, 05 de fevereiro, foram abertos os trabalhos do Seminário Maior São Carlos Borromeu,  da diocese de Afogados da Ingazeira, em Recife. O seminário conta com 6 seminaristas, sendo 3 que estão cursando o primeiro ano de teologia, 1 no segundo ano e 2 no quarto ano.

A partir deste ano (2018) o Seminário Maior da diocese passa a ser somente para os estudos teológicos. Os estudos de filosofia agora passam a ser executados no Seminário São Judas Tadeu em Afogados da Ingazeira.

Os trabalhos no seminário no Recife tiveram início com a celebração da Santa Missa presidida pelo reitor, Pe. Clério Airon e concelebrada pelo padre Wanderson Eduardo, que residirá no seminário onde estará estudando para aprofundar os estudos em teologia.