NOTÍCIAS DA DIOCESE

Para CNBB, Reforma da Previdência “escolhe o caminho da exclusão social”

Entidade se manifesta após reunião do Conselho Permanente, realizada em Brasília, entre os dias 21 e 23 de março

A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou, nesta quinta-feira, dia 23 de março, uma nota sobre a Reforma da Previdência. No texto, aprovado pelo Conselho Permanente da entidade, os bispos elencam alguns pontos da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016, considerando que a mesma “escolhe o caminho da exclusão social” e convocam os cristãos e pessoas de boa vontade “a se mobilizarem para buscar o melhor para o povo brasileiro, principalmente os mais fragilizados”.

Em entrevista coletiva à imprensa, também foram apresentadas outras duas notas. Uma sobre o foro privilegiado e outra em defesa da isenção das instituições filantrópicas. Na ocasião, a Presidência da CNBB falou das atividades e temas de discussão durante a reunião do Conselho Permanente, que teve início na terça-feira, dia 21 e terminou no fim da manhã desta quinta, 23.

Apreensão

Na nota sobre a PEC 287, a CNBB manifesta apreensão com relação ao projeto do Poder Executivo em tramitação no Congresso Nacional. “A previdência não é uma concessão governamental ou um privilégio. Os direitos Sociais no Brasil foram conquistados com intensa participação democrática; qualquer ameaça a eles merece imediato repúdio”, salientam os bispos.

O Governo Federal argumenta que há um déficit previdenciário, justificativa questionada por entidades, parlamentares e até contestadas levando em consideração informações divulgadas por outros governamentais. Neste sentido, os bispos afirmam não ser possível “encaminhar solução de assunto tão complexo com informações inseguras, desencontradas e contraditórias”.

A entidade valorizou iniciativas que visam conhecer a real situação do sistema previdenciário brasileiro com envolvimento da sociedade.

Leia na íntegra:

NOTA DA CNBB SOBRE A PEC 287/16 – “REFORMA DA PREVIDÊNCIA”

 

“Ai dos que fazem do direito uma amargura e a justiça jogam no chão” 

(Amós 5,7)

 

O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunido em Brasília-DF, dos dias 21 a 23 de março de 2017, em comunhão e solidariedade pastoral com o povo brasileiro, manifesta apreensão com relação à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016, de iniciativa do Poder Executivo, que tramita no Congresso Nacional.

O Art. 6º. da Constituição Federal de 1988 estabeleceu que a Previdência seja um Direito Social dos brasileiros e brasileiras. Não é uma concessão governamental ou um privilégio. Os Direitos Sociais no Brasil foram conquistados com intensa participação democrática; qualquer ameaça a eles merece imediato repúdio.

Abrangendo atualmente mais de 2/3 da população economicamente ativa, diante de um aumento da sua faixa etária e da diminuição do ingresso no mercado de trabalho, pode-se dizer que o sistema da Previdência precisa ser avaliado e, se necessário, posteriormente adequado à Seguridade Social.

Os números do Governo Federal que apresentam um déficit previdenciário são diversos dos números apresentados por outras instituições, inclusive ligadas ao próprio governo. Não é possível encaminhar solução de assunto tão complexo com informações inseguras, desencontradas e contraditórias. É preciso conhecer a real situação da Previdência Social no Brasil. Iniciativas que visem ao conhecimento dessa realidade devem ser valorizadas e adotadas, particularmente pelo Congresso Nacional, com o total envolvimento da sociedade.

O sistema da Previdência Social possui uma intrínseca matriz ética. Ele é criado para a proteção social de pessoas que, por vários motivos, ficam expostas à vulnerabilidade social (idade, enfermidades, acidentes, maternidade...), particularmente as mais pobres. Nenhuma solução para equilibrar um possível déficit pode prescindir de valores éticos-sociais e solidários. Na justificativa da PEC 287/2016 não existe nenhuma referência a esses valores, reduzindo a Previdência a uma questão econômica.

Buscando diminuir gastos previdenciários, a PEC 287/2016 “soluciona o problema”, excluindo da proteção social os que têm direito a benefícios. Ao propor uma idade única de 65 anos para homens e mulheres, do campo ou da cidade; ao acabar com a aposentadoria especial para trabalhadores rurais; ao comprometer a assistência aos segurados especiais (indígenas, quilombolas, pescadores...); ao reduzir o valor da pensão para viúvas ou viúvos; ao desvincular o salário mínimo como referência para o pagamento do Benefício de Prestação Continuada (BPC), a PEC 287/2016 escolhe o caminho da exclusão social.

A opção inclusiva que preserva direitos não é considerada na PEC. Faz-se necessário auditar a dívida pública, taxar rendimentos das instituições financeiras, rever a desoneração de exportação de commodities, identificar e cobrar os devedores da Previdência. Essas opções ajudariam a tornar realidade o Fundo de Reserva do Regime da Previdência Social – Emenda Constitucional 20/1998, que poderia provisionar recursos exclusivos para a Previdência.

O debate sobre a Previdência não pode ficar restrito a uma disputa ideológico-partidária, sujeito a influências de grupos dos mais diversos interesses. Quando isso acontece, quem perde sempre é a verdade. O diálogo sincero e fundamentado entre governo e sociedade deve ser buscado até à exaustão.  

Às senhoras e aos senhores parlamentares, fazemos nossas as palavras do Papa Francisco: “A vossa difícil tarefa é contribuir a fim de que não faltem as subvenções indispensáveis para a subsistência dos trabalhadores desempregados e das suas famílias. Não falte entre as vossas prioridades uma atenção privilegiada para com o trabalho feminino, assim como a assistência à maternidade que sempre deve tutelar a vida que nasce e quem a serve quotidianamente. Tutelai as mulheres, o trabalho das mulheres! Nunca falte a garantia para a velhice, a enfermidade, os acidentes relacionados com o trabalho. Não falte o direito à aposentadoria, e sublinho: o direito — a aposentadoria é um direito! — porque disto é que se trata.”

Convocamos os cristãos e pessoas de boa vontade, particularmente nossas comunidades, a se mobilizarem ao redor da atual Reforma da Previdência, a fim de buscar o melhor para o nosso povo, principalmente os mais fragilizados.

Na celebração do Ano Mariano Nacional, confiamos o povo brasileiro à intercessão de Nossa Senhora Aparecida. Deus nos abençoe!

 

Brasília, 23 de março de 2017

 

Cardeal Sergio da Rocha

Arcebispo de Brasília

Presidente da CNBB

 

Dom Murilo S. R. Krieger, SCJ

Arcebispo de São Salvador da Bahia

Vice-Presidente da CNBB

 

Dom Leonardo Ulrich Steiner, OFM

Bispo Auxiliar de Brasília

Secretário-Geral da CNBB

Aconteceu o lançamento e Benção da pedra fundamental do Mosteiro São José, em Triunfo

A diocese de Afogados da Ingazeira, já vivenciando os 60 anos, deu início na manhã desta quarta (15) a construção do Mosteiro São José, em Triunfo. Aconteceu a missa presidida pelo bispo diocesano, dom Egidio Bisol, e Benção da pedra fundamental. As Monjas Carmelitas também estiveram presentes.

A diocese continua com a campanha em prol da construção do Mosteiro São José, e para colaborar, está disponível uma conta bancária no Banco do Brasil. Agência - 0570-3  Conta Corrente – nº 24.961-0  Diocese Af da Ingazeira – Mosteiro.

Dom Egidio faz um convite para que todos possam colaborar e para que essa obra seja o marco dos 60 anos da diocese. “Caríssimos diocesanos, estamos iniciando a campanha para a construção do Mosteiro São José. Apesar dos momentos não fáceis que estamos vivendo, confiamos na Providência Divina e na generosidade de muitas pessoas. Desejamos que o Mosteiro São José seja o marco dos 60 anos de nossa diocese. Será com certeza um grande presente que Deus vai fazer à nossa Igreja Diocesana”.

De acordo com o bispo, as paróquias da diocese (24 no total) já foram convocadas para destinar parte das rendas das festas dos padroeiros em 2017 (40%) para esta finalidade. “Todos poderão ajudar de outras formas, com material de construção, dinheiro e outras iniciativas. Sei que posso contar com a ajuda de Deus e a generosidade de muitos, já experimentada em outras ocasiões. Deus abençoe a todos. Santa Maria Madalena acompanhe nosso compromisso”, diz dom Egidio.

Diocese realiza encontro diocesano sobre a Campanha da Fraternidade 2017

A diocese de Afogados da Ingazeira realizou um encontro diocesano sobre a Campanha da Fraternidade 2017. O encontro aconteceu no Centro de Formação Pastoral, Stella Maris, em Triunfo, na manhã deste sábado, 11 de março. A Campanha da Fraternidade deste ano tem como tema “Biomas Brasileiros e Defesa da Vida” e o lema “Cultivar e Guardar a Criação”.

Alexandre Henrique, do Centro Sabiá, foi um dos convidados para participar do encontro para falar sobre a vegetação que predomina no Sertão Nordestino. De acordo com ele, há 23 milhões de habitantes vivendo no Semiárido (11,85% da população brasileira) e desses, 38% vivem na zona rural. Ainda segundo Alexandre, estudos mostram que o bioma Caatinga abriga 178 espécies de mamíferos, 591 de aves, 177 de répteis, 79 espécies de anfíbios, 241 de peixes e 221 de abelhas. Alexandre afirmou que entre 2010 a 2016 foi o maior período de estiagem por qual o Semiárido já passou nos últimos 50 anos.

Um dado preocupante mostrado por Alexandre foi o de um estudo em que mostra que, entre 2002 a 2008, dois municípios lideravam o desmatamento na região da diocese de Afogados da Ingazeira: Serra Talhada e São José do Belmonte. Ainda segundo ele, a população do Semiárido precisa aprender a acumular água e não podem abrir mão de possuir cisternas, já que ainda é a forma mais prática de amenizar a situação de sofrimento durante o período de estiagem.

Padre Wanderson Eduardo também esteve assessorando o encontro

Padre Luís Marques Ferreira (Pe. Luisinho) que também esteve assessorando o encontro, citou várias ações a serem realizadas como exercício quaresmal nesta CF 2017, dentre elas, reforçar os projetos de Articulação no Semiárido Brasileiro de um milhão de cisternas; ampliar a rede de captação de água de chuva para beber e produzir; desenvolver a captação da energia solar descentralizada como fonte de renda para as famílias e retomar a discussão sobre os problemas sociais enfrentados nas pequenas e médias cidades em relação ao esgotamento sanitário e ao Plano Municipal de Saneamento Básico.

 

Dom Egidio disse que a Campanha da Fraternidade é um convite para que todos possam participar, os grupos da igreja, escolas e a comunidade em geral. O bispo fez uma explanação mostrando que já houve Campanhas da Fraternidade que se mostraram preocupadas com o meio ambiente. Dom Egidio encerrou dizendo que a Campanha da Fraternidade desse ano também pode ser debatido de uma outra forma, com poesias, e lançou um desafio para que os poetas, cantadores e repentistas da região, possam “explorar” o tema atual da CF.

Finalizando o encontro, dom Egidio recebeu das mãos do padre Josenildo Nunes, uma muda de Pajeú, ofertado pelo Centro Sabiá.

Dom Egidio presidiu a missa da Quarta-Feira de Cinzas na Catedral

O bispo diocesano, dom Egidio Bisol, abriu na manhã desta Quarta-Feira de Cinzas, na Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios, o período da Quaresma na diocese.

Dom Egidio disse que o tempo da Quaresma é um tempo diferente, em que vem pra nos lembrar as coisas fundamentais para a nossa vida, até nossa vida humana, onde faz parte de nossa experiência perceber que uma coisa é o que nós sonhamos e gostaríamos de ser e a outra coisa é que nós somos. “Tem um espaço mais ou menos forte, entre o que somos e o que nós deveríamos ou devemos ser. Isso é coisa boa ou ruim? Eu acho que não é coisa boa ou ruim, isso é sinal de nossa situação humana porque nós somos falhos. Mas é uma coisa boa porque se a gente aceita essa realidade isso nos põe constantemente na busca de crescer”, disse.

Ainda segundo dom Egidio, a Quaresma ainda vem para nos lembrar que entre o que nós somos e o que deveríamos ser também na vida cristã, tem um pulo muito grande, e que nós então precisamos caminhar para que a nossa vida seja cada vez mais parecida com aquilo que Deus deseja da gente.

Para finalizar, o bispo falou sobre o jejum, e disse que o jejum da língua é mais difícil que o jejum da carne e que durante a Quaresma devemos buscar uma mudança em nossas vidas dentro de três elementos fundamentais: na relação com Deus, na relação com os outros e na relação consigo mesmo.

4ª Romaria Diocesana dos Coroinhas aconteceu em Triunfo

A diocese de Afogados da Ingazeira realizou no domingo, 29 de janeiro, a 4ª Romaria Diocesana dos Coroinhas. O evento foi realizado neste ano na Paróquia Nossa Senhora das Dores, em Triunfo. A 4ª Romaria dos Coroinhas teve como tema neste ano “Igreja Missionária, rumo aos 60 anos de vida e comunhão diocesana”, já fazendo parte das comemorações dos 60 anos de criação da diocese do Pajeú que será no dia 2 de julho.

A concentração e acolhida das caravanas de várias paróquias da diocese aconteceu a partir das 08h na quadra do Lar Santa Elisabeth.

Logo em seguida, apresentações foram realizadas, com destaque para os 60 anos da diocese, onde foram lembrados os bispos que já passaram pela diocese (dom Motta, dom Francisco, dom Pepeu), os seus projetos realizados enquanto bispos da diocese, e também as ações colocadas em prática pelo atual bispo, dom Egidio Bisol. Após o encontro na quadra, todos saíram em procissão com a Imagem de São Tarcísio (Padroeiro dos Coroinhas) pelas ruas do centro de Triunfo em direção a Matriz de Nossa Senhora das Dores onde aconteceu a Concelebração Eucarística presidida por dom Egidio Bisol.

Dom Egidio disse que a Romaria não quer somente valorizar um serviço específico dentro da Igreja que é o serviço do Altar, mas que quer também ser uma proposta vocacional. “É importante que os adolescentes, os jovens, tenham claro que a vida só vale a pena ser vivida se for resposta a um chamado de Deus. Qualquer que seja o rumo que vocês se sentem chamados a dar a sua vida deve ser resposta ao chamado Dele. Então, um dos grandes trabalhos nesse tempo, e pensando Deus me chama a ser o que neste mundo? Qual a missão específica que Ele me entrega?”, disse.

Diocese de Afogados da Ingazeira sedia Assembleia dos Leigos das dioceses do Sertão

A diocese de Afogados da Ingazeira sediou a Assembleia dos Leigos e Leigas das dioceses do Sertão de Pernambuco. O encontro aconteceu no sábado, 21 de janeiro, no Centro Pastoral Diocesano Stella Maris, em Triunfo-PE.

A Assembleia contou com a participação de 121 inscritos das dioceses de Afogados da Ingazeira, Salgueiro e Floresta. O Evento contou com a participação do casal, Carlos e Márcia Signorelli do Regional Sul 1, que conduziram os trabalhos na parte da Manhã enfocando sobre o DOC 105 " Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade" sua missão e objetivo. O casal por sua vez levou a esta Assembleia grande impulso na vida dos Conselhos Diocesanos Sertão. O evento contou também com a presença do bispo da diocese de Afogados da Ingazeira, dom Egidio Bisol, que acolheu todos os participantes na Assembleia.

Dom Egidio disse que o encontro foi para aprofundar o estudo sobre o Documento 105 da CNBB cujo título é “Cristãos, Leigos e Leigas, na Igreja e na Sociedade” e também falou sobre a finalidade do encontro. “A finalidade é ajudar a todos os participantes a entender um pouco melhor a sua missão como leigos dentro da Igreja e ajudar outras pessoas a crescerem na sua consciência de leigos e de leigas e também ajuda-los a assumir cada vez mais de forma verdadeira e profunda a sua missão dentro da Igreja e sobretudo dentro da sociedade para colaborar na construção de uma sociedade humana, fraterna, justa e solidária”, disse dom Egidio.

Papa Francisco quer mobilizar os jovens do mundo

O papa Francisco lançou nesta sexta-feira, 13 de janeiro, uma importante campanha para mobilizar os jovens do mundo inteiro sobre os problemas e mudanças da sociedade moderna.

Como ocorreu para o Sínodo sobre a família, o líder da igreja católica interrogará, através de um questionário, jovens de todas as culturas e nacionalidades, de entre 16 e 29 anos, sobre vários tipos de assuntos, inclusive os mais espinhosos, e em particular sobre suas dúvidas e críticas à religião.

“Os tenho em meu coração”, escreveu o papa argentino na carta aos jovens que acompanha o documento preparatório para o Sínodo dos jovens, que será realizado em outubro de 2018, quando os bispos de todos os continentes se reunirão no Vaticano para debater sobre “juventude, fé e discernimento vocacional”.

A igreja católica tenta assim “acompanhar os jovens em seu caminho existencial em direção à maturidade”, explica o documento.

Os bispos abordarão, entre outros, um dos assuntos mais preocupantes para a igreja, o da crise de vocações, já que aumentou no mundo o pouco interesse dos jovens pelo sacerdócio e a vida religiosa.

O documento preparatório, dividido em vários capítulos, descreve primeiro a situação dos jovens no mundo de hoje e menciona aqueles que sofrem com as guerras e a violência, os que fogem de suas próprias terras e os que fazem parte de organizações criminosas, como os mais afetados.

Francisco convida os jovens a “fazer com que todos escutem seu grito, façam-o ressonar nas comunidades e façam-o chegar aos pastores”.

O método de Francisco, com o que costuma quebrar tabus das sociedades modernas, gerou em outubro de 2014 e 2015, durante os dois sínodos dedicados à família, profundas divisões dentro da Igreja ante as mudanças sociais, entre elas o divórcio, a comunhão e a homossexualidade.

O questionário está dirigido a todos os jovens, inclusive aqueles que não são praticantes e aos “ni-ni”, a geração que “não estuda nem trabalha”, explicou a jornalistas o cardeal Lorenzo Baldisseri.

As perguntas serão publicadas em um site e as respostas enviadas serão elaboradas como base do documento de trabalho para os debates.

Grupo Fé e Política da diocese de Afogados da Ingazeira reforça projeto junto a catadores

Na manhã desta terça, 27 de dezembro, houve a entrega de uma prensa para produtos recicláveis e de uma máquina para produção de vassouras com garrafas pet doadas pelo Grupo Fé e Política da Diocese de Afogados da Ingazeira em parceria com a Diaconia e do Governo Municipal. O município está realizando um trabalho com ex-catadores do lixão, coordenados por um Grupo de Trabalho em um projeto de reciclagem inicialmente com papelão e garrafas pet.

Na ocasião, o bispo diocesano, Dom Egídio Bisol,  falou da importância da ação e das famílias que estão participando do projeto. Presenças do Prefeito, vice-prefeito, vereadores, secretários e membros do Grupo Fé e Política. Os recursos para adquirir o maquinário vieram através de arrecadação da Campanha da Fraternidade deste ano.

Escola Fé e Política Dom Francisco conclui sua segunda turma

Sábado, 03 de dezembro, mais uma turma da Escola Fé e Política concluiu de forma muito positiva seus encontros de reflexão, partilha e estudo.

A Escola Fé e Política "Dom Francisco", promovida pela nossa diocese, tem o objetivo de contribuir para a transformação dos corações e da sociedade, à luz da Palavra de Deus, da Doutrina Social da Igreja e das Diretrizes Gerais da CNBB.

A Escola Fé e Política articula as pastorais sociais e desenvolve diferentes atividades para promover e fortalecer a cidadania ativa de seus agentes, em vista da construção de uma sociedade solidária.

CNBB emite nota contra o aborto diante da decisão do STF

Nesta quinta-feira, 01 de dezembro, a presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) apresenta nota oficial na qual reafirma a posição da Igreja de “defesa da integralidade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural”.

Os bispos reafirmam também “incondicional posição em defesa da vida humana, condenando toda e qualquer tentativa de liberação e descriminalização da prática do aborto. Conclamamos nossas comunidades a rezarem e a se manifestarem publicamente em defesa da vida humana, desde a sua concepção”.

Leia a Nota:

 

NOTA DA CNBB EM DEFESA DA VIDA

 

“Propus a vida e a morte; escolhe, pois, a vida ” (cf. Dt. 30,19)

 

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB, por meio de sua Presidência, manifesta sua posição em defesa da integralidade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural (cf. Constituição Federal, art. 1°, III; 3°, IV e 5°, caput).

A CNBB respeita e defende a autonomia dos Poderes da República. Reconhece a importância fundamental que o Supremo Tribunal Federal (STF) desempenha na guarda da Constituição da República, particularmente no momento difícil que atravessa a nação brasileira. Discorda, contudo, da forma com que o aborto foi tratado num julgamento de Habeas Corpus, no STF.

Reafirmamos nossa incondicional posição em defesa da vida humana, condenando toda e qualquer tentativa de liberação e descriminalização da prática do aborto.

Conclamamos nossas comunidades a rezarem e a se manifestarem publicamente em defesa da vida humana, desde a sua concepção.

Nossa Senhora, Mãe de Jesus e nossa Mãe, interceda por nós, particularmente pelos nascituros.

 

Brasília, 1º de dezembro de 2016

 

Cardeal Sergio da Rocha

Arcebispo de Brasília-DF

Presidente da CNBB

 

Dom Murilo S. R. Krieger

Arcebispo de São Salvador-BA

Vice-Presidente da CNBB

 

Dom Leonardo Ulrich Steiner

Bispo Auxiliar de Brasília-DF

Secretário-Geral da CNBB

CNBB manifesta veemente repúdio à anistia do "Caixa dois"

Nesta terça-feira, 29 de novembro, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou Nota Oficial manifestando repúdio à anistia do "caixa dois". Os bispos afirmam que "vivemos uma profunda desconfiança institucional no país, particularmente com relação aos Poderes da República. Notícias de que estaria sendo gestado, na Câmara Federal, um acordo para anistiar o crime de ´caixa dois´ foram recebidas com indignação pelo povo brasileiro".

Os bispos dizem esperar que "os membros do Congresso Nacional não apoiem tamanha afronta à dignidade do país. Seria inaceitável, para um parlamento que preza pela honestidade e respeita o mandato recebido, aprovar tal projeto". E, finalizam a Nota, recordando que também é urgente "uma séria Reforma Política que não seja simplesmente pontual, mas ampla e debatida com toda a sociedade".

Leia a Nota, na íntegra:

 

NOTA DE REPÚDIO À ANISTIA DO "CAIXA DOIS"

"...nada acontece em segredo que não venha a se tornar público" (Mc 4,22)

 

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, através de sua Presidência, manifesta veemente repúdio a qualquer iniciativa que vise anistiar o crime de “caixa dois”, ou mesmo, abrandar suas penalidades.

Vivemos uma profunda desconfiança institucional no país, particularmente com relação aos Poderes da República. Notícias de que estaria sendo gestado, na Câmara Federal, um acordo para anistiar o crime de “caixa dois” foram recebidas com indignação pelo povo brasileiro. A reação da população é sinal de que a mesma vem acompanhando com mais atenção a vida política.

A CNBB sempre participou, com outras instituições democráticas, do esforço por valorizar a consciência política. Prova disso é a coleta de assinaturas em apoio aos projetos de iniciativa popular que resultaram na Lei 9840/1999, “Lei contra a compra de votos”, e na Lei Complementar 135/2010, “Lei da Ficha Limpa”. Mais recentemente, participou do movimento que pediu e conquistou a inconstitucionalidade do financiamento empresarial das campanhas eleitorais. 

Fiel à História e ao compromisso evangélico, a CNBB não pode deixar de condenar, nesse momento, qualquer tentativa de legitimar a prática do denominado “caixa dois” que anistia aqueles que, nas campanhas, utilizaram quantias de origem ilícita ou não contabilizadas junto à Justiça Eleitoral. Essa prática macula as eleições e estimula a corrupção, corroborando para a confusão entre interesse público e particular.

Esperamos que os membros do Congresso Nacional não apoiem tamanha afronta à dignidade do país. Seria inaceitável, para um parlamento que preza pela honestidade e respeita o mandato recebido, aprovar tal projeto. Deixar-se guiar, nessa questão, unicamente pela ética ajudará na urgência de “reabilitar a política, que é uma das formas mais altas da caridade” (Papa Francisco). É oportuno, ainda, manifestar a convicção de que é urgente uma séria Reforma Política que não seja simplesmente pontual, mas ampla e debatida com toda a sociedade.

Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, continue intercedendo pelo povo brasileiro. Deus nos abençoe!

Brasília, 28 de novembro de 2016

 

Cardeal Sergio da Rocha

Arcebispo de Brasília-DF

Presidente da CNBB

 

Dom Murilo S. R. Krieger

Arcebispo de São Salvador-BA

Vice-Presidente da CNBB

 

Dom Leonardo Ulrich Steiner

Bispo Auxiliar de Brasília-DF

Secretário-Geral da CNBB