NOTÍCIAS DA DIOCESE

Diocese de Afogados da Ingazeira sedia Assembleia dos Leigos das dioceses do Sertão

A diocese de Afogados da Ingazeira sediou a Assembleia dos Leigos e Leigas das dioceses do Sertão de Pernambuco. O encontro aconteceu no sábado, 21 de janeiro, no Centro Pastoral Diocesano Stella Maris, em Triunfo-PE.

A Assembleia contou com a participação de 121 inscritos das dioceses de Afogados da Ingazeira, Salgueiro e Floresta. O Evento contou com a participação do casal, Carlos e Márcia Signorelli do Regional Sul 1, que conduziram os trabalhos na parte da Manhã enfocando sobre o DOC 105 " Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade" sua missão e objetivo. O casal por sua vez levou a esta Assembleia grande impulso na vida dos Conselhos Diocesanos Sertão. O evento contou também com a presença do bispo da diocese de Afogados da Ingazeira, dom Egidio Bisol, que acolheu todos os participantes na Assembleia.

Dom Egidio disse que o encontro foi para aprofundar o estudo sobre o Documento 105 da CNBB cujo título é “Cristãos, Leigos e Leigas, na Igreja e na Sociedade” e também falou sobre a finalidade do encontro. “A finalidade é ajudar a todos os participantes a entender um pouco melhor a sua missão como leigos dentro da Igreja e ajudar outras pessoas a crescerem na sua consciência de leigos e de leigas e também ajuda-los a assumir cada vez mais de forma verdadeira e profunda a sua missão dentro da Igreja e sobretudo dentro da sociedade para colaborar na construção de uma sociedade humana, fraterna, justa e solidária”, disse dom Egidio.

Papa Francisco quer mobilizar os jovens do mundo

O papa Francisco lançou nesta sexta-feira, 13 de janeiro, uma importante campanha para mobilizar os jovens do mundo inteiro sobre os problemas e mudanças da sociedade moderna.

Como ocorreu para o Sínodo sobre a família, o líder da igreja católica interrogará, através de um questionário, jovens de todas as culturas e nacionalidades, de entre 16 e 29 anos, sobre vários tipos de assuntos, inclusive os mais espinhosos, e em particular sobre suas dúvidas e críticas à religião.

“Os tenho em meu coração”, escreveu o papa argentino na carta aos jovens que acompanha o documento preparatório para o Sínodo dos jovens, que será realizado em outubro de 2018, quando os bispos de todos os continentes se reunirão no Vaticano para debater sobre “juventude, fé e discernimento vocacional”.

A igreja católica tenta assim “acompanhar os jovens em seu caminho existencial em direção à maturidade”, explica o documento.

Os bispos abordarão, entre outros, um dos assuntos mais preocupantes para a igreja, o da crise de vocações, já que aumentou no mundo o pouco interesse dos jovens pelo sacerdócio e a vida religiosa.

O documento preparatório, dividido em vários capítulos, descreve primeiro a situação dos jovens no mundo de hoje e menciona aqueles que sofrem com as guerras e a violência, os que fogem de suas próprias terras e os que fazem parte de organizações criminosas, como os mais afetados.

Francisco convida os jovens a “fazer com que todos escutem seu grito, façam-o ressonar nas comunidades e façam-o chegar aos pastores”.

O método de Francisco, com o que costuma quebrar tabus das sociedades modernas, gerou em outubro de 2014 e 2015, durante os dois sínodos dedicados à família, profundas divisões dentro da Igreja ante as mudanças sociais, entre elas o divórcio, a comunhão e a homossexualidade.

O questionário está dirigido a todos os jovens, inclusive aqueles que não são praticantes e aos “ni-ni”, a geração que “não estuda nem trabalha”, explicou a jornalistas o cardeal Lorenzo Baldisseri.

As perguntas serão publicadas em um site e as respostas enviadas serão elaboradas como base do documento de trabalho para os debates.

Grupo Fé e Política da diocese de Afogados da Ingazeira reforça projeto junto a catadores

Na manhã desta terça, 27 de dezembro, houve a entrega de uma prensa para produtos recicláveis e de uma máquina para produção de vassouras com garrafas pet doadas pelo Grupo Fé e Política da Diocese de Afogados da Ingazeira em parceria com a Diaconia e do Governo Municipal. O município está realizando um trabalho com ex-catadores do lixão, coordenados por um Grupo de Trabalho em um projeto de reciclagem inicialmente com papelão e garrafas pet.

Na ocasião, o bispo diocesano, Dom Egídio Bisol,  falou da importância da ação e das famílias que estão participando do projeto. Presenças do Prefeito, vice-prefeito, vereadores, secretários e membros do Grupo Fé e Política. Os recursos para adquirir o maquinário vieram através de arrecadação da Campanha da Fraternidade deste ano.

Escola Fé e Política Dom Francisco conclui sua segunda turma

Sábado, 03 de dezembro, mais uma turma da Escola Fé e Política concluiu de forma muito positiva seus encontros de reflexão, partilha e estudo.

A Escola Fé e Política "Dom Francisco", promovida pela nossa diocese, tem o objetivo de contribuir para a transformação dos corações e da sociedade, à luz da Palavra de Deus, da Doutrina Social da Igreja e das Diretrizes Gerais da CNBB.

A Escola Fé e Política articula as pastorais sociais e desenvolve diferentes atividades para promover e fortalecer a cidadania ativa de seus agentes, em vista da construção de uma sociedade solidária.

CNBB emite nota contra o aborto diante da decisão do STF

Nesta quinta-feira, 01 de dezembro, a presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) apresenta nota oficial na qual reafirma a posição da Igreja de “defesa da integralidade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural”.

Os bispos reafirmam também “incondicional posição em defesa da vida humana, condenando toda e qualquer tentativa de liberação e descriminalização da prática do aborto. Conclamamos nossas comunidades a rezarem e a se manifestarem publicamente em defesa da vida humana, desde a sua concepção”.

Leia a Nota:

 

NOTA DA CNBB EM DEFESA DA VIDA

 

“Propus a vida e a morte; escolhe, pois, a vida ” (cf. Dt. 30,19)

 

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB, por meio de sua Presidência, manifesta sua posição em defesa da integralidade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural (cf. Constituição Federal, art. 1°, III; 3°, IV e 5°, caput).

A CNBB respeita e defende a autonomia dos Poderes da República. Reconhece a importância fundamental que o Supremo Tribunal Federal (STF) desempenha na guarda da Constituição da República, particularmente no momento difícil que atravessa a nação brasileira. Discorda, contudo, da forma com que o aborto foi tratado num julgamento de Habeas Corpus, no STF.

Reafirmamos nossa incondicional posição em defesa da vida humana, condenando toda e qualquer tentativa de liberação e descriminalização da prática do aborto.

Conclamamos nossas comunidades a rezarem e a se manifestarem publicamente em defesa da vida humana, desde a sua concepção.

Nossa Senhora, Mãe de Jesus e nossa Mãe, interceda por nós, particularmente pelos nascituros.

 

Brasília, 1º de dezembro de 2016

 

Cardeal Sergio da Rocha

Arcebispo de Brasília-DF

Presidente da CNBB

 

Dom Murilo S. R. Krieger

Arcebispo de São Salvador-BA

Vice-Presidente da CNBB

 

Dom Leonardo Ulrich Steiner

Bispo Auxiliar de Brasília-DF

Secretário-Geral da CNBB

CNBB manifesta veemente repúdio à anistia do "Caixa dois"

Nesta terça-feira, 29 de novembro, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou Nota Oficial manifestando repúdio à anistia do "caixa dois". Os bispos afirmam que "vivemos uma profunda desconfiança institucional no país, particularmente com relação aos Poderes da República. Notícias de que estaria sendo gestado, na Câmara Federal, um acordo para anistiar o crime de ´caixa dois´ foram recebidas com indignação pelo povo brasileiro".

Os bispos dizem esperar que "os membros do Congresso Nacional não apoiem tamanha afronta à dignidade do país. Seria inaceitável, para um parlamento que preza pela honestidade e respeita o mandato recebido, aprovar tal projeto". E, finalizam a Nota, recordando que também é urgente "uma séria Reforma Política que não seja simplesmente pontual, mas ampla e debatida com toda a sociedade".

Leia a Nota, na íntegra:

 

NOTA DE REPÚDIO À ANISTIA DO "CAIXA DOIS"

"...nada acontece em segredo que não venha a se tornar público" (Mc 4,22)

 

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, através de sua Presidência, manifesta veemente repúdio a qualquer iniciativa que vise anistiar o crime de “caixa dois”, ou mesmo, abrandar suas penalidades.

Vivemos uma profunda desconfiança institucional no país, particularmente com relação aos Poderes da República. Notícias de que estaria sendo gestado, na Câmara Federal, um acordo para anistiar o crime de “caixa dois” foram recebidas com indignação pelo povo brasileiro. A reação da população é sinal de que a mesma vem acompanhando com mais atenção a vida política.

A CNBB sempre participou, com outras instituições democráticas, do esforço por valorizar a consciência política. Prova disso é a coleta de assinaturas em apoio aos projetos de iniciativa popular que resultaram na Lei 9840/1999, “Lei contra a compra de votos”, e na Lei Complementar 135/2010, “Lei da Ficha Limpa”. Mais recentemente, participou do movimento que pediu e conquistou a inconstitucionalidade do financiamento empresarial das campanhas eleitorais. 

Fiel à História e ao compromisso evangélico, a CNBB não pode deixar de condenar, nesse momento, qualquer tentativa de legitimar a prática do denominado “caixa dois” que anistia aqueles que, nas campanhas, utilizaram quantias de origem ilícita ou não contabilizadas junto à Justiça Eleitoral. Essa prática macula as eleições e estimula a corrupção, corroborando para a confusão entre interesse público e particular.

Esperamos que os membros do Congresso Nacional não apoiem tamanha afronta à dignidade do país. Seria inaceitável, para um parlamento que preza pela honestidade e respeita o mandato recebido, aprovar tal projeto. Deixar-se guiar, nessa questão, unicamente pela ética ajudará na urgência de “reabilitar a política, que é uma das formas mais altas da caridade” (Papa Francisco). É oportuno, ainda, manifestar a convicção de que é urgente uma séria Reforma Política que não seja simplesmente pontual, mas ampla e debatida com toda a sociedade.

Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, continue intercedendo pelo povo brasileiro. Deus nos abençoe!

Brasília, 28 de novembro de 2016

 

Cardeal Sergio da Rocha

Arcebispo de Brasília-DF

Presidente da CNBB

 

Dom Murilo S. R. Krieger

Arcebispo de São Salvador-BA

Vice-Presidente da CNBB

 

Dom Leonardo Ulrich Steiner

Bispo Auxiliar de Brasília-DF

Secretário-Geral da CNBB

Para CNBB, é "inadequado e abusivo" que reforma do Ensino Médio seja feita por MP

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, por meio do Conselho Episcopal Pastoral (Consep), reunido na sede da entidade, em Brasília (DF), nos dias 22 e 23 de novembro, aprovou a nota sobre a chamada "Reforma do Ensino Médio", apresentada pelo Governo Federal ao Congresso Nacional na forma de Medida Provisória. Para os bispos, são louváveis as iniciativas que busquem refletir, debater e aprimorar a realidade do ensino brasileiro, mas "assim como outras propostas recentes, também essa sofre os limites de uma busca apressada de solução". A entidade acredita que "questão tão nobre quanto a Educação não pode se limitar à reforma do Ensino Médio. Antes, requer amplo debate com a sociedade organizada, particularmente com o mundo da educação. É a melhor forma de legitimação para medidas tão fundamentais".

No texto, os bispos ressaltam que a educação deve formar integralmente o ser humano. "O foco das escolas não pode estar apenas em um saber tecnológico e instrumental", afirmam na nota. 

Leia na íntegra:

NOTA DA CNBB SOBRE A “REFORMA DO ENSINO MÉDIO” – MP 746/16

“A fim de que os estudantes tenham esperança!”

(Papa Francisco, 14 de março de 2015)

 

O Conselho Episcopal Pastoral (CONSEP), da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunido em Brasília-DF, nos dias 22 e 23 de novembro de 2016, manifesta inquietação face a Medida Provisória 746/16 que trata da reforma do Ensino Médio, em tramitação no Congresso Nacional.

Segundo o poder executivo, a MP 746/16 é uma proposta para a superação das reconhecidas fragilidades do Ensino Médio brasileiro. Sabe-se que o modelo atual, não prepara os estudantes para os desafios da contemporaneidade. Assim, são louváveis iniciativas que busquem refletir, debater e aprimorar essa realidade.

Contudo, assim como outras propostas recentes, também essa sofre os limites de uma busca apressada de solução. Questão tão nobre quanto a Educação não pode se limitar à reforma do Ensino Médio. Antes, requer amplo debate com a sociedade organizada, particularmente com o mundo da educação. É a melhor forma de legitimação para medidas tão fundamentais.

Toda a vez que um processo dessa grandeza ignora a sociedade civil como interlocutora, ele se desqualifica. É inadequado e abusivo que esse assunto seja tratado através de uma Medida Provisória.

A educação deve formar integralmente o ser humano. O foco das escolas não pode estar apenas em um saber tecnológico e instrumental. Há que se contemplar igualmente as dimensões ética, estética, religiosa, política e social. A escola é um dos ambientes educativos no qual se cresce e se aprende a viver. Ela não amplia apenas a dimensão intelectual, mas todas as dimensões do ser humano, na busca do sentido da vida. Afinal, que tipo de homem e de mulher essa Medida Provisória vislumbra?

Em um contexto de crise ética como o atual, é um contrassenso propor uma medida que intenta preparar para o mercado e não para a cidadania. Dizer que disciplinas como filosofia, sociologia, educação física, artes e música são opcionais na formação do ser humano é apostar em um modelo formativo tecnicista que favorece a lógica do mercado e não o desenvolvimento integral da pessoa e da sociedade.

Quando a sociedade não é ouvida ela se faz ouvir. No caso da MP 746/16, os estudantes reclamaram seu protagonismo. Os professores, já penalizados por baixos salários, também foram ignorados. Estes são sinais claros da surdez social das instâncias competentes.

Conclamamos a sociedade, particularmente os estudantes e suas famílias, a não se deixar vencer pelo clima de apatia e resignação. É fundamental a participação popular pacífica na busca de soluções, sempre respeitando a pessoa e o patrimônio público. A falta de criticidade com relação a essa questão trará sérias consequências para a vida democrática da sociedade.

Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, interceda por nós.

Brasília, 23 de novembro de 2016.

 

Dom Murilo S. R. Krieger, SCJ

Arcebispo de São Salvador da Bahia

Presidente em Exercicio da CNBB

 

Dom Guilherme A. Werlang, MSF

Bispo de Ipamerí

Comissão Episcopal para o Serviço da Caridade da Justiça e da Paz

 

Dom Leonardo Ulrich Steiner, OFM

Bispo Auxiliar de Brasília

Secretário-Geral da CNBB

Definidas datas das posses dos padres em suas novas paróquias da diocese

Foram definidas as datas das posses dos novos padres a frente das 10 paróquias da diocese de Afogados da Ingazeira que passarão por mudanças. O anúncio das mudanças foi feito pelo bispo, dom Egidio Bisol, no dia 10 de novembro durante reunião do clero em Triunfo.

Ficaram assim as datas das posses:

JANEIRO

Dia 28 às 19h – Iguaracy – Padre Antônio Rogério Veríssimo

Dia 31 às 19h – Solidão – Padre Genildo Herculano

FEVEREIRO

Dia 20 às 19h – Carnaiba – Padres Miguel Nunes e Daniel Gomes

Dia 21 às 19h – Quixaba – Padre Evandro Oliveira

Dia 22 às 19h – Triunfo – Padre Otaviano Bezerra

Dia 23 às 19h – Mirandiba – Padre Erinaldo Sultério

Dia 24 às 19h – Penha (Serra Talhada) – Padre Josenildo Nunes

MARÇO

Dia 04 às 19h – Rosário (Serra Talhada) – Padre Edilberto Aparecido

Dia 05 às 09h - Bom Jesus (Serra Talhada) – Padre Jorge Adjan

Dia 05 às 19h – Catedral (Afogados da Ingazeira) – Padre Gilvan Bezerra

Dom Egidio anuncia transferências de padres em 10 paróquias da diocese

O bispo da diocese de Afogados da Ingazeira, dom Egidio Bisol, anunciou na manhã desta quinta, 10 de novembro, durante reunião do clero, transferências em 10 paróquias da diocese. Desde o início da semana, o clero esteve reunido em Triunfo onde estudou um documento de exortação do papa Francisco, "A Alegria do Amor", sobre o amor e a vida das famílias.

Seminário Maior da diocese recebe a visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora Aparecida

O Seminário Maior da diocese de Afogados da Ingazeira, São Carlos Borromeu, situado na capital pernambucana, esteve em festa com uma programação dedicada ao seu padroeiro (São Carlos Borromeu). Neste ano, o seminário recebeu a visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora Aparecida e foi montada uma programação especial para festejar o  dia de seu padroeiro, que foi no dia 4 de novembro, bem como receber a visita da Mãe Aparecida.

Nota da CNBB sobre a PEC 241

Na nota, a entidade afirma que continuará buscando uma solução que garanta o direito de todos

A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nesta quinta-feira, dia 27 de outubro, durante entrevista coletiva à imprensa, a Nota da CNBB sobre a Proposta de Emenda Constitucional 241 (PEC 241), que estabelece um teto para os gastos públicos para os próximos vinte anos. O texto foi aprovado pelo Conselho Permanente da entidade, reunido, em Brasília, entre os dias 25 e 27 deste mês.

Leia o texto na íntegra:

NOTA DA CNBB SOBRE A PEC 241

 

“Não fazer os pobres participar dos próprios bens é roubá-los e tirar-lhes a vida.”

 (São João Crisóstomo, século IV)

 

O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunido em Brasília-DF, dos dias 25 a 27 de outubro de 2016, manifesta sua posição a respeito da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241/2016, de autoria do Poder Executivo que, após ter sido aprovada na Câmara Federal, segue para tramitação no Senado Federal.

Apresentada como fórmula para alcançar o equilíbrio dos gastos públicos, a PEC 241 limita, a partir de 2017, as despesas primárias do Estado – educação, saúde, infraestrutura, segurança, funcionalismo e outros – criando um teto para essas mesmas despesas, a ser aplicado nos próximos vinte anos. Significa, na prática, que nenhum aumento real de investimento nas áreas primárias poderá ser feito durante duas décadas. No entanto, ela não menciona nenhum teto para despesas financeiras, como, por exemplo, o pagamento dos juros da dívida pública. Por que esse tratamento diferenciado?

A PEC 241 é injusta e seletiva. Ela elege, para pagar a conta do descontrole dos gastos, os trabalhadores e os pobres, ou seja, aqueles que mais precisam do Estado para que seus direitos constitucionais sejam garantidos. Além disso, beneficia os detentores do capital financeiro, quando não coloca teto para o pagamento de juros, não taxa grandes fortunas e não propõe auditar a dívida pública.

A PEC 241 supervaloriza o mercado em detrimento do Estado. “O dinheiro deve servir e não governar! ” (Evangelii Gaudium, 58). Diante do risco de uma idolatria do mercado, a Doutrina Social da Igreja ressalta o limite e a incapacidade do mesmo em satisfazer as necessidades humanas que, por sua natureza, não são e não podem ser simples mercadorias (cf. Compêndio da Doutrina Social da Igreja, 349).

A PEC 241 afronta a Constituição Cidadã de 1988. Ao tratar dos artigos 198 e 212, que garantem um limite mínimo de investimento nas áreas de saúde e educação, ela desconsidera a ordem constitucional. A partir de 2018, o montante assegurado para estas áreas terá um novo critério de correção que será a inflação e não mais a receita corrente líquida, como prescreve a Constituição Federal.

É possível reverter o caminho de aprovação dessa PEC, que precisa ser debatida de forma ampla e democrática. A mobilização popular e a sociedade civil organizada são fundamentais para superação da crise econômica e política. Pesa, neste momento, sobre o Senado Federal, a responsabilidade de dialogar amplamente com a sociedade a respeito das consequências da PEC 241.

A CNBB continuará acompanhando esse processo, colocando-se à disposição para a busca de uma solução que garanta o direito de todos e não onere os mais pobres.

Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, continue intercedendo pelo povo brasileiro. Deus nos abençoe!

Dom Sergio da Rocha

Arcebispo de Brasília

Presidente da CNBB

 

Dom Murilo S. R. Krieger, SCJ

Arcebispo de São Salvador da Bahia

Vice-Presidente da CNBB

 

Dom Leonardo Ulrich Steiner, OFM

Bispo Auxiliar de Brasília

Secretário-Geral da CNBB

 

 

 

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Nossa Senhora da Conceição

Paróquia

Senhor Bom Jesus dos Remédios