NOTÍCIAS DA DIOCESE

Dom Egidio anuncia transferências de padres em 10 paróquias da diocese

O bispo da diocese de Afogados da Ingazeira, dom Egidio Bisol, anunciou na manhã desta quinta, 10 de novembro, durante reunião do clero, transferências em 10 paróquias da diocese. Desde o início da semana, o clero esteve reunido em Triunfo onde estudou um documento de exortação do papa Francisco, "A Alegria do Amor", sobre o amor e a vida das famílias.

Seminário Maior da diocese recebe a visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora Aparecida

O Seminário Maior da diocese de Afogados da Ingazeira, São Carlos Borromeu, situado na capital pernambucana, esteve em festa com uma programação dedicada ao seu padroeiro (São Carlos Borromeu). Neste ano, o seminário recebeu a visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora Aparecida e foi montada uma programação especial para festejar o  dia de seu padroeiro, que foi no dia 4 de novembro, bem como receber a visita da Mãe Aparecida.

Nota da CNBB sobre a PEC 241

Na nota, a entidade afirma que continuará buscando uma solução que garanta o direito de todos

A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nesta quinta-feira, dia 27 de outubro, durante entrevista coletiva à imprensa, a Nota da CNBB sobre a Proposta de Emenda Constitucional 241 (PEC 241), que estabelece um teto para os gastos públicos para os próximos vinte anos. O texto foi aprovado pelo Conselho Permanente da entidade, reunido, em Brasília, entre os dias 25 e 27 deste mês.

Leia o texto na íntegra:

NOTA DA CNBB SOBRE A PEC 241

 

“Não fazer os pobres participar dos próprios bens é roubá-los e tirar-lhes a vida.”

 (São João Crisóstomo, século IV)

 

O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunido em Brasília-DF, dos dias 25 a 27 de outubro de 2016, manifesta sua posição a respeito da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241/2016, de autoria do Poder Executivo que, após ter sido aprovada na Câmara Federal, segue para tramitação no Senado Federal.

Apresentada como fórmula para alcançar o equilíbrio dos gastos públicos, a PEC 241 limita, a partir de 2017, as despesas primárias do Estado – educação, saúde, infraestrutura, segurança, funcionalismo e outros – criando um teto para essas mesmas despesas, a ser aplicado nos próximos vinte anos. Significa, na prática, que nenhum aumento real de investimento nas áreas primárias poderá ser feito durante duas décadas. No entanto, ela não menciona nenhum teto para despesas financeiras, como, por exemplo, o pagamento dos juros da dívida pública. Por que esse tratamento diferenciado?

A PEC 241 é injusta e seletiva. Ela elege, para pagar a conta do descontrole dos gastos, os trabalhadores e os pobres, ou seja, aqueles que mais precisam do Estado para que seus direitos constitucionais sejam garantidos. Além disso, beneficia os detentores do capital financeiro, quando não coloca teto para o pagamento de juros, não taxa grandes fortunas e não propõe auditar a dívida pública.

A PEC 241 supervaloriza o mercado em detrimento do Estado. “O dinheiro deve servir e não governar! ” (Evangelii Gaudium, 58). Diante do risco de uma idolatria do mercado, a Doutrina Social da Igreja ressalta o limite e a incapacidade do mesmo em satisfazer as necessidades humanas que, por sua natureza, não são e não podem ser simples mercadorias (cf. Compêndio da Doutrina Social da Igreja, 349).

A PEC 241 afronta a Constituição Cidadã de 1988. Ao tratar dos artigos 198 e 212, que garantem um limite mínimo de investimento nas áreas de saúde e educação, ela desconsidera a ordem constitucional. A partir de 2018, o montante assegurado para estas áreas terá um novo critério de correção que será a inflação e não mais a receita corrente líquida, como prescreve a Constituição Federal.

É possível reverter o caminho de aprovação dessa PEC, que precisa ser debatida de forma ampla e democrática. A mobilização popular e a sociedade civil organizada são fundamentais para superação da crise econômica e política. Pesa, neste momento, sobre o Senado Federal, a responsabilidade de dialogar amplamente com a sociedade a respeito das consequências da PEC 241.

A CNBB continuará acompanhando esse processo, colocando-se à disposição para a busca de uma solução que garanta o direito de todos e não onere os mais pobres.

Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, continue intercedendo pelo povo brasileiro. Deus nos abençoe!

Dom Sergio da Rocha

Arcebispo de Brasília

Presidente da CNBB

 

Dom Murilo S. R. Krieger, SCJ

Arcebispo de São Salvador da Bahia

Vice-Presidente da CNBB

 

Dom Leonardo Ulrich Steiner, OFM

Bispo Auxiliar de Brasília

Secretário-Geral da CNBB

Festa do Seminário Propedêutico segue até a sexta (28)

Teve início no domingo, 23 de outubro e segue até a sexta (28), a Festa do Seminário Menor São Judas Tadeu em Afogados da Ingazeira.

“Ao nos dar de presente o Ano Santo da Misericórdia, o papa Francisco nos ensinou a estarmos abertos para acolher nossos irmãos e irmãs, pois, mesmo com nossas diferenças e fraquezas, somos todos filhos de Deus, que nos ama”, diz o convite do padre Valme de Andrade, reitor do Seminário Propedêutico, Pe. Juacir Delmiro, vice-reitor, dos seminaristas e da comissão da festa.

Durante todos os dias haverá Adoração as 18h20 e, às 19h, Celebração Eucarística.

“Vamos nos reunir para celebrar, louvar e agradecer os dons recebidos e suplicar ao nosso Santo Padroeiro a graça de, assim como ele, abraçar a misericórdia do Cristo, Porta Santa, que nos leva a salvação”, encerra o convite.

Católicos participam de ato na orla de Boa Viagem e ajudam crianças com microcefalia; Dom Egidio participou juntamente com seminaristas

Católicos participaram, neste domingo (17 de outubro), de uma caminhada na orla de Boa Viagem, no Recife. O evento foi promovido pela Arquidiocese de Olinda e Recife, que aproveitou o evento para arrecadar fraldas do tamanho G e leite para famílias de crianças com microcefalia.

Logo cedo, o público começou a chegar à Praia de Boa Viagem para a concentração, nas proximidades do Edifício Castelinho. Esta foi a 10ª Caminhada Arquidiocesana ‘Diga Sim à Vida’. Um caminhão foi posicionado na avenida para receber os donativos.

Muitas pessoas foram para a orla com camisetas produzidas para o evento. O dinheiro arrecadado com a venda dos kits, que custam R$ 25, será doado para ajudar as famílias dos bebês com a malformação.

O arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido, presidiu a abertura do evento. Durante o ato inicial, 15 mulheres da União de Mães de Anjos (UMA), que luta pela melhoria de tratamento das crianças com a malformação, estavam presentes.

O bispo da diocese de Afogados da Ingazeira, dom Egidio Bisol, esteve participando juntamento com os 11 seminaristas do Seminário Maior, São Carlos Borromeu.

Com grande Romaria, diocese de Afogados da Ingazeira encerra o Ano da Misericórdia, as Santas Missões Populares e visita da Imagem Peregrina

Com uma grande Romaria Diocesana que aconteceu na manhã desta quarta (12), Dia de Nossa Senhora Aparecida, a diocese de Afogados da Ingazeira concluiu três momentos significativos que marcaram este ano: o Jubileu da Misericórdia, as Santas Missões Populares e a visita da Imagem Peregrina da Mãe Aparecida.

A concentração aconteceu desde as cinco da manhã na Paróquia de São Francisco de Assis, em Afogados da Ingazeira, em que a todo momento chegavam as caravanas das diversas paróquias de diocese e logo em seguida, todos saíram em procissão com a Imagem Peregrina até a Catedral onde aconteceu a Concelebração Eucarística presidida pelo bispo, dom Egidio Bisol, e que contou com a participação de quase todo o clero da diocese. Durante a Celebração, foram instituídos ao Ministério de Leitor, cinco candidatos ao Diaconato Permanente da diocese.

Durante a homilia, dom Egidio citou o que disse o papa Francisco ao proclamar o Jubileu: “Este ano santo poderemos fazer a experiência de abrir o coração àqueles que vivem nas mais variadas periferias existenciais, que muitas vezes o mundo contemporâneo cria de forma dramática. Quantas situações de precariedade e sofrimento presentes no mundo atual. Quantas feridas na carne de muitos que já não tem voz, porque o seu grito foi esmorecendo e se apagou por causa da indiferença dos povos ricos”. Um compromisso que, nas palavras do papa, deve continuar: “Quanto desejo que os anos futuros sejam permeados de misericórdia para ir ao encontro de todas as pessoas levando-lhes a bondade e a ternura de Deus!”. A capacidade de debruçar-se sobre o sofrimento dos mais pobres: Eis o compromisso que identifica o discípulo de Jesus.

Ainda durante a homilia, o bispo disse que a Imagem Peregrina visitou nossas comunidades ao longo de seis meses. “Com certeza ela viu nosso rosto mais bonito, nossas flores mais cheirosas, nossos acertos e vitórias, nossos compromissos... Mas com certeza, como aconteceu em Caná, não escapou ao seu olhar de Mãe a outra face: nossas fragilidades, nossas covardias, nossas divisões, nossas incoerências... Diante das dificuldades ela nos aponta uma saída, a mesma que ela deu aos empregados, como ouvimos no evangelho – Façam tudo o que Ele mandar -. Na oração que fizemos no início da missa pedimos que pela sua intercessão o povo brasileiro possa viver na paz e na justiça”, disse dom Egidio.

Cinco candidatos ao diaconato permanente foram instituídos ao Ministério de Leitor

O bispo ainda falou que a justiça é em primeiro lugar, cuidado com a vida, em todas as suas manifestações, começando com a vida dos mais pobres e citou um trecho de Rubens Ricúpero que diz: “Qualquer sociedade será julgada pela maneira como trata os mais pobres, os mais frágeis, os mais vulneráveis. Esse é o sentido principal da ação política”. O bispo fez um comentário a respeito desse trecho. “Mas não parece esta a principal preocupação de muitos, menos ainda da maioria dos servidores do povo no Congresso Nacional. Nestes dias estão decidindo sobre limites nos gastos para saúde, educação... em nome da “salvação” da economia. Os mesmos não tiveram igual cuidado quando trataram, poucos meses atrás, de aumentar seus próprios salários. Não tem dinheiro para as necessidades básica dos mais pobres, mas parece que se encontra dinheiro para outras finalidades... Prática, aliás, rapidamente copiada também em outras instâncias... Sim, todo mundo entende que a economia precisa ser recuperada urgentemente, mas não podemos aceitar que isso seja feito à custa dos pobres”, disse.

Concluindo, dom Egidio criticou a participação de pessoas da comunidade durante as eleições e fez um alerta sobre a política partidária. “Estamos saindo de uma campanha política que viu, em muitos lugares também no Pajeú, uma disputa acirrada entre grupos adversários, onde tudo parecia justificado até mentiras, calúnias, difamações, insultos, agressões... Pior... pessoas participando ativamente de nossas comunidades, entrando nessa sujeira sem problema, como se a fé, a caridade, a verdade e o bom senso, tivessem sido trancadas dentro do templo e na rua vigorasse. A política partidária é uma necessidade e uma obrigação, mas não merece que para ela sejam sacrificadas a honestidade, a verdade, a coerência, a paz”, afirmou.

 

Ano Nacional Mariano: Mensagem à Igreja Católica no Brasil

No contexto das Comemorações dos 300 ano do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida, no rio Paraíba do Sul, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) instituiu o Ano Nacional Mariano.

Leia a mensagem da presidência da entidade para a ocasião:

 

Mensagem à Igreja Católica no Brasil

ANO NACIONAL MARIANO

 

Na imagem de Nossa Senhora Aparecida “há algo de perene para se aprender”.

“Deus ofereceu ao Brasil a sua própria Mãe”

(Papa Francisco)

 

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, em comemoração aos 300 anos do encontro da Imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, nas águas do rio Paraíba do Sul, instituiu o Ano Nacional Mariano, a iniciar-se aos 12 de outubro de 2016, concluindo-se aos 11 de outubro de 2017, para celebrar, fazer memória e agradecer.

Como no episódio da pesca milagrosa narrada pelos Evangelhos, também os nossos pescadores passaram pela experiência do insucesso. Mas, também eles, perseverando em seu trabalho, receberam um dom muito maior do que poderiam esperar: “Deus ofereceu ao Brasil a sua própria Mãe”. Tendo acolhido o sinal que Deus lhes tinha dado, os pescadores tornam-se missionários, partilhando com os vizinhos a graça recebida. Trata-se de uma lição sobre a missão da Igreja no mundo: “O resultado do trabalho pastoral não se assenta na riqueza dos recursos, mas na criatividade do amor” (Papa Francisco).

A celebração dos 300 anos é uma grande ação de graças. Todas as dioceses do Brasil, desde 2014, se preparam, recebendo a visita da imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida, que percorre cidades e periferias, lembrando aos pobres e abandonados que eles são os prediletos do coração misericordioso de Deus.

O Ano Mariano vai, certamente, fazer crescer ainda mais o fervor desta devoção e da alegria em fazer tudo o que Ele disser (cf. Jo 2,5).

Todas as famílias e comunidades são convidadas a participar intensamente desse Ano Mariano.

A companhia e a proteção maternal de Nossa Senhora Aparecida nos ajude a progredir como discípulas e discípulos, missionárias e missionários de Cristo!

Brasília-DF, 1º de agosto de 2016

 

Dom Sergio da Rocha

Arcebispo de Brasília-DF

Presidente da CNBB

 

Dom Murilo S. R. Krieger

Arcebispo de S. Salvador da Bahia-BA

Vice-Presidente da CNBB

 

Dom Leonardo Ulrich Steiner

Bispo Auxiliar de Brasília-DF

Secretário-Geral da CNBB

Nota da CNBB sobre ação no STF que inclui a questão do aborto

O Conselho Pastoral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiu nesta quarta-feira, 21 de setembro de 2016, Nota Oficial para manifestar a posição do episcopado com relação a Ação Direta de Inconstitucionalidade-ADI 5581 que tramita no Supremo Tribunal Federal-STF. Essa ADI questiona a lei 13.301/2016 que trata da adoção de medidas de vigilância em saúde, relativas ao vírus da dengue, chikungunya e zika.

Os bispos concordam que é urgente “que o Governo implemente políticas públicas para enfrentar efetivamente o vírus da zika, como, por exemplo, um eficiente diagnóstico e acompanhamento na rede pública de saúde”. No entanto, consideram estranho e indigno que se introduza nesse contexto da ADI a questão do aborto: “É uma incoerência que ela defenda os direitos da criança afetada pela síndrome congênita e, ao mesmo tempo, elimine seu direito de nascer”.

Intitulada "Em defesa da integridade da vida", a Nota da CNBB destaca a posição tradicional da Igreja sobre o aborto e traz uma denúncia sobre os interesses de grupos que que se aproveitam para colocar a questão do aborto no contexto do debate da ADI: “Repudiamos o aborto e quaisquer iniciativas que atentam contra a vida, particularmente, as que se aproveitam das situações de fragilidade que atingem as famílias. São atitudes que utilizam os mais vulneráveis para colocar em prática interesses de grupos que mostram desprezo pela integridade da vida humana”.

Os membros do Conselho apontaram para o exemplo das paralimpíadas: “As paralimpíadas trouxeram uma lição a ser assimilada por todos. O sentimento humano que brota da realidade dos atletas paralímpicos, particularmente das crianças que participaram das cerimônias festivas, nasce da certeza de que a humanidade se revela ainda mais na fragilidade”.  E os bispos concluem pedindo para que as comunidades cristãs ofereçam acolhimento e apoio às vítimas da microcefalia: “Solidarizamo-nos com as famílias que convivem com a realidade da microcefalia e pedimos às nossas comunidades que lhes ofereçam acolhida e apoio”.

Leia a nota na íntegra:

NOTA DA CNBB EM DEFESA DA INTEGRIDADE DA VIDA

“ Escolhe, pois, a vida, para que vivas. ” (Dt 30,19b)

 

O Conselho Episcopal Pastoral – CONSEP, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunido em Brasília-DF, nos dias 20 e 21 de setembro de 2016, vem manifestar sua posição com relação a Ação Direta de Inconstitucionalidade-ADI 5581 que tramita no Supremo Tribunal Federal-STF. Essa ADI questiona a lei 13.301/2016 que trata da adoção de medidas de vigilância em saúde, relativas ao vírus da dengue, chikungunya e zika.

Urge, de fato, como pede a ADI, que o Governo implemente políticas públicas para enfrentar efetivamente o vírus da zika, como, por exemplo, um eficiente diagnóstico e acompanhamento na rede pública de saúde. Além disso, seja estendido por toda a vida o benefício para criança com microcefalia e não por apenas três anos, como estabelece o artigo 18 da lei 13.301/2016. Ao contrário do que prevê o parágrafo segundo desse artigo, o benefício seja concedido imediatamente ao nascimento da criança e não após a cessação do salário maternidade.

Causa-nos estranheza e indignação a introdução do aborto na ADI. É uma incoerência que ela defenda os direitos da criança afetada pela síndrome congênita e, ao mesmo tempo, elimine seu direito de nascer. Nenhuma deficiência, por mais grave que seja, diminui o valor e a dignidade da vida humana e justifica o aborto. “Merecem grande admiração as famílias que enfrentam com amor a difícil prova de um filho com deficiência. Elas dão à Igreja e à sociedade um precioso testemunho de fidelidade ao dom da vida” (Papa Francisco, Amoris Laetitia, 47).

Repudiamos o aborto e quaisquer iniciativas que atentam contra a vida, particularmente, as que se aproveitam das situações de fragilidade que atingem as famílias. São atitudes que utilizam os mais vulneráveis para colocar em prática interesses de grupos que mostram desprezo pela integridade da vida humana.

As paralimpíadas trouxeram uma lição a ser assimilada por todos. O sentimento humano que brota da realidade dos atletas paralímpicos, particularmente das crianças que participaram das cerimônias festivas, nasce da certeza de que a humanidade se revela ainda mais na fragilidade.

Solidarizamo-nos com as famílias que convivem com a realidade da microcefalia e pedimos às nossas comunidades que lhes ofereçam acolhida e apoio. Rogamos a proteção de Nossa Senhora, Mãe de Jesus, para todos os brasileiros e brasileiras.

Dom Sergio da Rocha

Arcebispo de Brasília

Presidente da CNBB

Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger

Arcebispo de São Salvador da Bahia

Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner

Bispo Auxiliar de Brasília

Secretário-Geral da CNBB

CNBB e Pastoral do Menor lançam campanha “Dê oportunidade”

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Pastoral do Menor, em parceria com mais 23 instituições, lançaram nesta segunda, 5 de setembro, a Campanha "Dê Oportunidade. Faça diferente, ninguém nasce infrator", que tem como objetivo levar à sociedade um outro olhar sobre o adolescente que cometeu ato infracional. O lançamento ocorreu na sede da CNBB, em Brasília.

A iniciativa visa informar, esclarecer e sensibilizar a sociedade sobre o significado humano, social e político das Medidas Socioeducativas (MSE) para a vida da sociedade e dos adolescentes autores de atos infracionais; pautar os governos e executores das políticas públicas e todos os atores dos Sistemas de Garantia dos Direitos sobre as necessidades de fortalecimento a aprimoramento do Sistema Socioeducativo (Sinase); divulgar as práticas exitosas na efetivação das MSE, seja nos projetos da Pastoral do Menor como dos parceiros.

A Campanha é voltada para gestores de políticas públicas, sistema judiciário, conselhos de controle social e tutelares, educadores sociais, adolescentes, escolas, representantes de comunidades e movimentos sociais em geral. No lançamento, será oferecido material impresso e audiovisual para dar apoio à realização de oficinas, rodas de conversas, seminários e audiências públicas.

Papa pede reza pelo Brasil "neste momento triste"

O papa Francisco pediu uma reza a Nossa Senhora Aparecida para que proteja "todo o Brasil e todo o povo brasileiro neste momento triste", durante a inauguração de uma pequena estátua de bronze da padroeira do País nos jardins vaticanos neste sábado.

O pontífice também convidou a rezar para que a imagem proteja os mais pobres, os idosos abandonados, as crianças de rua e os que caem nas mãos dos exploradores de todos os tipos e para que salve seu povo com a justiça social e com o amor de Jesus Cristo".

Durante o ato, o papa se mostrou "contente" por ter a imagem de Nossa Senhora Aparecida nos jardins vaticanos e explicou que não sabe se será possível visitar o Brasil em 2017, como tinha prometido em 2013 durante a viagem pela Jornada Mundial da Juventude.

"Em 2013, tinha prometido que voltaria no ano que vem. Não sei se será possível, mas pelo menos a terei (a imagem) aqui mais perto", explicou.

Lei da Ficha Limpa é defendida pela CNBB em nota oficial

No texto, os bispos conclamam "a população, legítima autora da Lei da Ficha Limpa, a defendê-la de toda iniciativa que vise ao seu esvaziamento"

O Conselho Episcopal Pastoral (Consep) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) aprovou, na quarta-feira, 24, nota em defesa da Lei da Ficha Limpa. No texto, os bispos rejeitam toda e qualquer tentativa de desqualificar a lei, que “é resultado da mobilização popular e que expressa a consciência da população de que, na política não há lugar para corruptos”.

Confira, abaixo, a nota na íntegra.

NOTA DA CNBB EM DEFESA DA LEI DA FICHA LIMPA

O Conselho Episcopal Pastoral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunido em Brasília-DF, nos dias 23 e 24 de agosto, vem reafirmar a importância da Lei 135/2010, a Lei da Ficha Limpa, rejeitando toda e qualquer tentativa de desqualificá-la. Resultado da mobilização popular que coletou 1,6 milhões de assinaturas, a Lei da Ficha Limpa expressa a consciência da população de que, na política, não há lugar para corruptos.

Tendo sua constitucionalidade confirmada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) que, em 2012, votou favoravelmente pelas Ações Declaratórias de Constitucionalidade (ADC 29 e 30), a Lei da Ficha Limpa insere-se no rol das leis mais importantes no combate à corrupção eleitoral e na moralização da política. Respaldada por grandes juristas e aprovada pelo Congresso Nacional, ela atesta a sobriedade de quem a propôs de forma que atacá-la ou menosprezá-la é enfraquecer a vontade popular de lutar contra a corrupção.

Recebemos com perplexidade a decisão do STF que reconhece a exclusividade das Câmaras Municipais para julgar as contas dos prefeitos em detrimento da competência dos Tribunais de Contas. Na prática, isso significa o fim da inelegibilidade dos executivos municipais mesmo que tenham suas contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas. Trata-se de um duro golpe contra a Lei da Ficha Limpa o qual favorecerá o fisiologismo político e a corrupção, considerando o poder de barganha que pode haver entre o executivo e o legislativo municipais.

Conclamamos a população, legítima autora da Lei da Ficha Limpa, a defendê-la de toda iniciativa que vise ao seu esvaziamento. Urge não dar trégua ao combate à corrupção eleitoral e a tudo que leve ao desencanto com a política cujo objetivo é a justiça e o bem comum, construído pacífica e eticamente.

Brasília, 24 de agosto de 2016.

Dom Sergio da Rocha

Arcebispo de Brasília-DF

Presidente da CNBB

 

Dom Murilo S. R. Krieger

Arcebispo de S. Salvador da Bahia-BA

Vice-Presidente da CNBB

 

Dom Leonardo Ulrich Steiner

Bispo auxiliar de Brasília-DF

Secretário-Geral da CNBB