NOTÍCIAS DA DIOCESE

CNBB divulga nota sobre projetos em tramitação no Congresso

O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) aprovou, na última quinta-feira, 16, nota sobre projetos em tramitação no Congresso. O texto refere-se aos projetos que "ameaçam conquistas e direitos de populações mais vulneráveis no país", mais especificamente sobre a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 2015/2000, com relação à demarcação de terras indígenas; a PEC 171/1993 que trata da redução da maioridade penal; o Projeto de Lei 3722/2012 sobre o Estatuto do Desarmamento. Confira, abaixo, a íntegra da nota:

NOTA DA CNBB SOBRE PROJETOS EM TRAMITAÇÃO NO CONGRESSO

“Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca” (Am 5,24)

Reunido em Brasília-DF, nos dias 14 a 16 de junho de 2016, o CONSELHO PERMANENTE DA CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DE BRASIL - CNBB dirige-se à população brasileira e, em especial, aos atuais responsáveis pelo destino do país, para manifestar, mais uma vez, sua apreensão em relação à grave instabilidade institucional pela qual passa o Brasil. Esta situação exige dos três poderes da República o cuidado corresponsável para preservar os fundamentos de nossa Democracia e para propor ações que assegurem e ampliem os direitos sociais já conquistados, sob pena de sacrificar ainda mais os pobres e excluídos.

A vida socioeconômica e política brasileira passa por turbulências que não devem ser usadas para desviar nossa atenção de vários projetos de lei que, em avançada tramitação no Congresso Nacional, ameaçam conquistas e direitos de populações mais vulneráveis do país. Dentre eles, citamos três sobre os quais já nos pronunciamos em outras ocasiões, no cumprimento de nossa missão humanista e evangelizadora.

A Proposta de Emenda Constitucional 215 (PEC 215/2000), que transfere do Executivo para o Congresso Nacional a demarcação de terras indígenas, é um golpe mortal aos direitos dos povos indígenas, atingindo também comunidades quilombolas. A sede de lucro do agronegócio e os grandes projetos não podem se sobrepor ao direito originário dos indígenas, reconhecido pela Constituição Federal. O compromisso dos parlamentares, juntamente com o Executivo e o Judiciário, é envidar esforços para colocar fim aos conflitos e à violência que têm ceifado inúmeras vidas. “A violência usada para acumular dinheiro que mina sangue não nos torna poderosos nem imortais. Para todos, mais cedo ou mais tarde, vem o juízo de Deus, do qual ninguém pode escapar” (Papa Francisco, Misericordiae Vultus, 19).

Preocupam-nos também as articulações de bancadas no Congresso pela aprovação da PEC 171/1993 que propõe a redução da maioridade penal. Insistir que a prisão de adolescentes infratores seja caminho de solução para a violência no país é atribuir aos jovens uma situação da qual são mais vítimas do que autores. Dos 56 mil assassinatos ocorridos no Brasil em 2012, segundo o Mapa da Violência 2014, 30 mil (53,5%) foram de jovens, dos quais 77% eram negros. Apostar nas medidas socioeducativas, em políticas públicas para a juventude e no fortalecimento da família, com educação e qualidade de vida, é eficaz caminho para o fim da violência.

Outro projeto extremamente danoso à sociedade é o Projeto de Lei 3722/2012 que, na prática, revoga o Estatuto do Desarmamento. A quem interessa armar a população? Quem ganha com a venda de armas? Facilitar o acesso às armas é sustentar a falsa ideia de que a segurança está no armamento das pessoas, além de aumentar as oportunidades de homicídios. É preciso promover a cultura da paz pela não violência e investir em políticas públicas eficazes para toda a população.

Atentos ao futuro e conscientes de que a cidadania deve ser construída e defendida a cada dia, sobretudo em tempos adversos, fazemos um apelo aos parlamentares: não aprovem esses projetos! Ao povo brasileiro conclamamos: mantenha viva a esperança, porque “a esperança não decepciona” (Rm 5,5).

Confiamos a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, a proteção de seus filhos e filhas.

Brasília-DF, 16 de junho de 2016.

Dom Sérgio da Rocha

Arcebispo de Brasília-DF

Presidente da CNBB

 

Dom Murilo S. R. Krieger

Arcebispo de S. Salvador da Bahia-BA

Vice-presidente da CNBB

 

                                         Dom Leonardo Ulrich Steiner

                                          Bispo Auxiliar de Brasília-DF

                                            Secretário-Geral da CNBB

Clero da diocese esteve reunido; na pauta, vários assuntos foram debatidos

O clero da diocese de Afogados da Ingazeira esteve reunido na quinta-feira, 2 junho onde vários assuntos foram debatidos. O encontro aconteceu no Seminário Propedêutico São Judas Tadeu em Afogados.

Pauta dos assuntos:

- Reflexão de um texto do papa Francisco.

- Encontro Nacional de Presbíteros

- Pastoral Presbiteral

- Catequese de Inspiração Catecumenal

- Escola de Formação Teológica para Leigos

- Setor Juventude

Regional Nordeste 2 da CNBB propõe solenidade de Corpus Christi para dia de oração de penitência pelo Brasil

Durante a reunião do Conselho Episcopal de Pastoral do Regional Nordeste 2, que aconteceu nos dias 17 e 18 de maio, uma proposta foi firmada entre os bispos que estiveram participando do encontro. Trata-se de um dia de oração e de penitência pelo Brasil. Esta iniciativa justifica-se diante da situação política, econômica e social que o mesmo atravessa. A data proposta é a Solenidade de Corpus Christi, no próximo dia 26 de maio, e se estenderá a todas as dioceses do Regional Nordeste 2.

Na Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios, em Afogados da Ingazeira, a Celebração litúrgica da Solenidade de Corpus Christi será às 18h, presidida pelo bispo diocesano Dom Egidio Bisol.

 

 

Diocese recebeu a Imagem Peregrina de Nossa Senhora Aparecida no Santuário Nacional

No dia 19 de abril a diocese de Afogados da Ingazeira recebeu a Imagem Peregrina de Nossa Senhora Aparecida. O momento histórico para a diocese aconteceu no Santuário Nacional de Aparecida em São Paulo. Ao todo, sete ônibus seguiram da região do Pajeú com paroquianos de quase todas as 24 paróquias da diocese para participarem da Missa de Envio que foi presidida pelo bispo dom Egidio Bisol. 19 padres estiveram concelebrando com o bispo que recebeu a Imagem Peregrina das mãos do Reitor do Santuário.

Confira a homilia realizada por dom Egidio durante a Missa de Envio:

MISSA DE ENTREGA DA IMAGEM DA MÃE APARECIDA À DIOCESE DE AFOGADOS DA INGAZEIRA.

Aparecida, 19 de abril de 2016.

Caríssimos irmãos e irmãs, queridos romeiros do Pajeú, devotos da Mãe Aparecida.

Estamos vivendo a Páscoa. Esse tempo nos é oferecido para que possamos, nós também, ressuscitar com Cristo, criando em nossa vida atitudes novas, fatos novos, atitudes e fatos que possamos chamar “pascais”.

O texto do Evangelho nos diz o que pode significar concretamente, para cada um de nós, “fazer Páscoa”. João evangelista fala em: pertencer ao rebanho de Jesus, escutar a sua voz, seguir a ele, encontrar nele a própria segurança. E, como Jesus e o Pai vivem numa unidade profunda, são “UM”, conhecendo Jesus poderemos conhecer ao Pai, seu ser, sua vontade, suas atitudes, suas preferencias. Nunca é demais lembrar que nossa fé não é, em primeiro lugar, aceitação de uma doutrina, adesão a umas normas de comportamento; Ela é, em primeiro lugar, acolhida amorosa, profunda e sempre renovada a Jesus, o Ressuscitado, intimidade com Ele a ponto de reconhecer sua voz no meio das muitas vozes que nos rodeiam. Pertencendo ao rebanho de Jesus poderemos experimentar cada vez mais profundamente em nossa vida a força libertadora de sua ressurreição.

A 1ª leitura nos dá um exemplo concreto da mudança que a força da Páscoa provoca na vida da primeira comunidade cristã de Jerusalém. Tudo levava a pensar que a Igreja perseguida iria de acabar: expulsos da cidade, enxotados da sociedade com certeza os discípulos do Galileu, finalmente, teriam se calado...

Na verdade, porém, a perseguição serviu para reanimar a fé da pequena comunidade cristã, para vencer o medo e sair entregando-se à missão de pregar o evangelho a todos, para abandonar de vez muitos preconceitos em relação aos não judeus.  A certeza da nossa fé pascal é esta: “Tudo concorre para o bem das pessoas que amam a Deus”, de acordo com as palavras de Paulo, que a sabedoria popular traduziu no ditado “Deus escreve certo por linhas tortas”;

Hoje, em nosso meio, a comunidade cristã não vive em tempo de perseguição. Pelo menos não a perseguição feroz e cruel que irmãos nossos de outros países ainda enfrentam, mas pode haver outra forma sutil de perseguição quando os valores do evangelho são combatidos e não encontram espaço na vida da sociedade. Diante disso, muitas vezes, nossa reação é ficarmos parados, acanhados, curtindo nossas mágoas, insistindo na queixa dos males do nosso mundo...

A atitude que a leitura dos Atos nos apresenta é bem diferente; cada dificuldade deve ser a ocasião para um compromisso renovado, para crescermos em ardor missionário, nós e nossas comunidades. Como aconteceu no início da pregação do Evangelho.

Alguém poderia perguntar: “Mas o que é mesmo ser missionário?”

Poucos anos atrás, num documento preparado aqui mesmo em Aparecida, os representantes dos bispos da América Latina e Caribe afirmaram: “Discípulo missionário é o homem ou a mulher capaz de tornar concreto, visível o amor misericordioso do Pai especialmente para com os pobres e pecadores”. Ser sinal visível do amor de Deus é a tarefa do missionário.

Alguns questionamentos para nós:

- quando encontro um pobre, meu jeito de tratá-lo revela o jeito de Jesus ao encontrar os necessitados?

- quando encontro uma pessoa que errou, minhas palavras e atitudes revelam o jeito misericordioso de Jesus ao encontrar os pecadores?

- quando me deparo com o povo faminto de paz e justiça, minha ação consegue ser sinal do amor de Jesus que tinha compaixão das multidões?

E as perguntas poderiam continuar...

Ser sinal visível do amor de Deus. Nisso Maria nos socorre com seu testemunho, Ela que sempre foi, e é, um grande sinal do amor do Pai. Nós estamos aqui para que, olhando para Ela e experimentando fortemente sua presença ao nosso lado, possamos sentir mais perto de nós o próprio amor de Deus.

E aqui me permitam dizer uma palavra dirigida especialmente aos meus irmãos e meus diocesanos que vivem no sertão do Pajeú, seja os que estão aqui presentes, como os outros que ficaram, mas nos acompanham neste momento.

Nossa Diocese de Afogados da Ingazeira está aqui para receber a imagem da Mãe Aparecida que, ao longo de alguns meses, visitará nossas paróquias e comunidades. Queridos diocesanos, através do sinal desta pequena imagem, poderemos experimentar a presença do amor de Deus revelado na vida de Maria, Mãe de Jesus e nossa.

Que percorrendo as estradas do sertão, visitando nossas comunidades, encontrando muitos irmãos e irmãs nossos fragilizados pela doença, pelo desanimo, pela exclusão, ela seja para todos nós, incentivo e ajuda para sermos discípulos cada vez mais fiéis de Jesus, missionários cada vez mais corajosos e incansáveis do seu Evangelho nas terras áridas, mas fecundas, do Pajeú.

Caros irmãos, irmãs queridas, que a Mãe Aparecida, em cuja casa nos encontramos, derrame sobre todos nós as suas bênçãos e nos ajude a sermos, sempre e para todos os que encontrarmos pelas estradas da vida, sinal forte, claro, concreto e eficaz do Amor misericordioso do Pai. Ajude-nos a sermos, nós também, misericordiosos como o Pai.

Assim seja.

(Foto: Thiago Leon)

(Foto: Thiago Leon)

Multidão participa da Missa de Acolhida da Imagem de Nossa Senhora Aparecida na diocese de Afogados da Ingazeira

Uma multidão recepcionou a Imagem Peregrina de Nossa Senhora Aparecida na tarde deste domingo, 24 de abril, na cidade de Serra Talhada. A concentração teve início no bairro Alto Bom Jesus e em seguida todos saíram em procissão até a Praça Sérgio Magalhães no centro da cidade onde aconteceu a Missa de Acolhida presidida pelo bispo dom Egidio Bisol e concelebrada por quase todos os padres da diocese.

Dom Egidio disse que "estamos vivendo um daqueles momentos que ficarão gravados para sempre em nossa memória e na história da nossa diocese, tempo de graça, onde o amor de Deus, que sempre nos acompanha, se torna mais visível, mais denso, mais palpável.". Continuou: “Alguém pode dizer, mas é só uma pequena imagem! Faz parte da nossa experiência humana expressar sentimentos grandes, emoções profundas com pequenos sinais que, se não conseguem dizer a totalidade do nosso sentir, nos permitem, porém, comunicar o que de outra forma não conseguiríamos expressar. Não é por isso que uma pequena flor entregue com emoção consegue expressar todo o amor do esposo pela sua esposa? Ou, no campo da fé, um pequeno pão partido e repartido nos ajuda a entrar na comunhão profunda com Deus e com os irmãos?”.

Ainda durante a sua reflexão, dom Egidio falou sobre a chegada da Imagem na diocese e sobre o comparecimento do grande número de fieis no Santuário Nacional para participarem da Missa de Envio da Imagem: “Hoje recebemos esta Imagem, sinal frágil e forte ao mesmo tempo, que nos ajuda a tocar com mãos o amor de Deus por nós. Uma pequena Imagem, singela, humilde, de barro, nos permite sentir a riqueza sem medida do amor de Deus, sua presença no meio do seu povo. Foi para isso que um grupo numeroso de fieis de nossas comunidades, com seus padres, com seu bispo, peregrinaram até Aparecida. Aproveito para agradecer a todos eles, pois juntos, na casa da Mãe, vivemos uma experiência inesquecível que hoje partilhamos com todos”.

Com a chegada da Imagem à Diocese, iniciaram as Santas Missões Populares, que irão continuar nos próximos seis meses nas 24 paróquias da diocese e quase 500 comunidades, como afirmou o bispo: “Visitando o Pajeú, Ela nos ajudará a confirmar nossa fé, reanimar nossa esperança, reforçar nossa caridade. Ela irá acompanhar um tempo fecundo para nós e nossas comunidades. Será, com certeza, tempo de graça e reconciliação, de misericórdia e perdão, de compromisso a renovar nossas famílias e comunidades. Ela nos acompanhará às periferias geográficas e existenciais para sermos, com Ela e como Ela, sinais da misericórdia do Senhor”.

Encerrando a homilia, dom Egidio saudou a Santa e a emoção tomou de conta dos fieis que lotaram a Praça Sérgio Magalhães: “Seja bem-vinda Mãe Aparecida. Abençoa nossas vidas,  nossa caminhada de Igreja, nossos esforços e compromissos, ajuda-nos a superar nossas fragilidades, nossas omissões, nossos erros. Seja nossa companheira de viagem hoje e sempre até que se cumpra plenamente a bem-aventurada esperança, e chegue o dia em Deus enxugará toda lágrima e não haverá mais luto, nem choro, nem dor”. Enfim o bispo e a multidão rezaram a Salve Rainha.

54ª Assembleia Geral da CNBB abordará missão dos leigos na Igreja e na sociedade

“A Assembleia é momento muito precioso para nossa Conferência Episcopal e para as igrejas particulares. Trata-se de um espaço de oração, partilha, estudos e convivência fraterna. Durante esses dias, fortalecemos a comunhão entre nós bispos”, explica o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Leonardo Steiner.

A 54ª Assembleia Geral (AG) da CNBB acontecerá no período de 6 a 15 de abril, no Centro de Eventos Padre Vítor Coelho de Almeida, em Aparecida (SP). Este ano, o tema central será “Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade – Sal da Terra e Luz no Mundo”.

Entre os temas prioritários previstos estão a “Liturgia na Vida da Igreja”, a 14ª Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, a conjuntura político-social, a mensagem “Pensando o Brasil: crises e superações” e as mudanças do quadro religioso no país.

Programação

Este é o maior encontro do episcopado brasileiro. São esperados cerca de 320 bispos ativos e eméritos, dos dezoito regionais da CNBB. Diariamente, os trabalhos da Assembleia Geral iniciam com celebração da missa com laudes, das 7h30 às 8h45, no Santuário Nacional de Aparecida, com transmissão ao vivo pelas emissoras católicas de rádio e televisão.

CNBB divulga nota sobre o momento atual do Brasil

A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nesta quinta-feira, 10, durante coletiva de imprensa, nota sobre o momento atual do Brasil aprovada pelo Conselho Permanente, reunido de 8 a 10 deste mês, na sede da Conferência, em Brasília.

Na nota, a CNBB manifestou preocupações diante do momento atual vivido pelo país. "Vivemos uma profunda crise política, econômica e institucional que tem como pano de fundo a ausência de referenciais éticos e morais, pilares para a vida e organização de toda a sociedade".

Ainda no texto, a Conferência recordou a necessidade de buscar, sempre, o exercício do diálogo e do respeito. "Conclamamos a todos que zelem pela paz em suas atividades e em seus pronunciamentos. Cada pessoa é convocada a buscar soluções para as dificuldades que enfrentamos. Somos chamados ao diálogo para construir um país justo e fraterno", declara em nota.

Confira a íntegra do texto:

NOTA DA CNBB SOBRE O MOMENTO ATUAL DO BRASIL

“O fruto da justiça é semeado na paz, para aqueles que promovem a paz” (Tg 3,18)

Nós, bispos do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil–CNBB, reunidos em Brasília-DF, nos dias 8 a 10 de março de 2016, manifestamos preocupações diante do grave momento pelo qual passa o país e, por isso, queremos dizer uma palavra de discernimento. Como afirma o Papa Francisco, “ninguém pode exigir de nós que releguemos a religião a uma intimidade secreta das pessoas, sem qualquer influência na vida social e nacional, sem nos preocupar com a saúde das instituições da sociedade civil, sem nos pronunciar sobre os acontecimentos que interessam aos cidadãos” (EG, 183).

Vivemos uma profunda crise política, econômica e institucional que tem como pano de fundo a ausência de referenciais éticos e morais, pilares para a vida e organização de toda a sociedade. A busca de respostas pede discernimento, com serenidade e responsabilidade. Importante se faz reafirmar que qualquer solução que atenda à lógica do mercado e aos interesses partidários antes que às necessidades do povo, especialmente dos mais pobres, nega a ética e se desvia do caminho da justiça.

A superação da crise passa pela recusa sistemática de toda e qualquer corrupção, pelo incremento do desenvolvimento sustentável e pelo diálogo que resulte num compromisso entre os responsáveis pela administração dos poderes do Estado e a sociedade. É inadmissível alimentar a crise econômica com a atual crise política. O Congresso Nacional e os partidos políticos têm o dever ético de favorecer e fortificar a governabilidade.

As suspeitas de corrupção devem ser rigorosamente apuradas e julgadas pelas instâncias competentes. Isso garante a transparência e retoma o clima de credibilidade nacional. Reconhecemos a importância das investigações e seus desdobramentos. Também as instituições formadoras de opinião da sociedade têm papel importante na retomada do desenvolvimento, da justiça e da paz social.

O momento atual não é de acirrar ânimos. A situação exige o exercício do diálogo à exaustão. As manifestações populares são um direito democrático que deve ser assegurado a todos pelo Estado. Devem ser pacíficas, com o respeito às pessoas e instituições. É fundamental garantir o Estado democrático de direito.

Conclamamos a todos que zelem pela paz em suas atividades e em seus pronunciamentos. Cada pessoa é convocada a buscar soluções para as dificuldades que enfrentamos. Somos chamados ao diálogo para construir um país justo e fraterno.

Inspirem-nos, nesta hora, as palavras do Apóstolo Paulo: “trabalhai no vosso aperfeiçoamento, encorajai-vos, tende o mesmo sentir e pensar, vivei em paz, e o Deus do amor e da paz estará convosco” (2 Cor 13,11).

Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, continue intercedendo pela nossa nação!

Brasília, 10 de março de 2016.

 

Dom Sergio da Rocha                              Dom Murilo S. R. Krieger

             Arcebispo de Brasília-DF                     Arcebispo de S. Salvador da Bahia-BA

                                        Presidente da CNBB                                 Vice-Presidente da CNBB

 

Dom Leonardo Ulrich Steiner

Bispo Auxiliar de Brasília-DF

Secretário-Geral da CNBB

 

 

Clero da diocese participou do Retiro Espiritual

O clero da diocese de Afogados da Ingazeira esteve participando do retiro espiritual entre os dias 07 a 10 de março no Centro de Pastoral Stella Maris em Triunfo. O retiro acontece todos os anos durante o período da Quaresma. Durante os quatro dias aconteceram estudos e reflexões com o bispo emérito da diocese de Blumenau (SC), dom Angélico Sândalo Bernardino.

Paulista de Saltinho (SP), dom Angélico é o bispo emérito da diocese de Blumenau (SC). Sua ordenação aconteceu em 24 de junho de 2000. Participou das Conferências dos Bispos da América Latina e Caribe em Santo Domingo [1992], na República Dominicana, e Aparecida [2007]. Dom Angélico é também jornalista, com formação em Ribeirão Preto [1953 – 1955].

Tema da Campanha da Fraternidade foi apresentado durante sessão na Câmara de Vereadores de Afogados

Um dos integrantes do grupo Fé e Política dom Francisco da diocese de Afogados da Ingazeira, Jair Almeida, usou a tribuna popular durante sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Afogados na noite desta segunda (29 de fevereiro) para levar ao conhecimento dos parlamentares e do público presente o tema da Campanha da Fraternidade deste ano.

O objetivo principal da Campanha da Fraternidade deste ano é chamar atenção para a questão do saneamento básico no Brasil e sua importância para garantir desenvolvimento, saúde integral e qualidade de vida para todos. De acordo com o texto base da iniciativa, abastecimento de água potável, o esgoto sanitário, a limpeza urbana, o manejo de resíduos sólidos, o controle de meios transmissores de doenças e a drenagem de águas pluviais são medidas necessárias para que todas as pessoas possam ter saúde e vida dignas, incluindo a justiça ambiental como parte integrante da justiça social.

A participação de Jair durante a realização da sessão foi decidida durante o estudo sobre o tema que aconteceu na cidade de Triunfo, quando na oportunidade foi colocado que cada um que estava presente pudesse participar durante as sessões das Câmaras de suas cidades e abordasse o tema.

Ao apresentar detalhes do tema da CFE, Jair perguntou qual seria a contribuição da Casa com a Campanha da Fraternidade e o que cada vereador poderia se comprometer em realizar para ajudar. Todos os vereadores disseram estar disponíveis no que for necessário a contribuir com a CFE, inclusive de realizar mutirões em algumas localidades.

Durante reunião do clero, dom Egidio anuncia mudanças

Durante reunião do clero da diocese de Afogados da Ingazeira que teve início nesta terça (23) na cidade de Triunfo, foram anunciadas algumas mudanças.

O padre Mairton Marques que estava à frente da Paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro em Santa Cruz da Baixa Verde irá se ausentar da diocese por 3 anos, período esse que ficará trabalhando com o ex-bispo de Afogados da Ingazeira e hoje arcebispo de Vitória da Conquista, dom Luís Pepeu. Em seu lugar assume o padre Marco Maciel que estava atuando na Paróquia do Rosário em Serra Talhada ao lado do Pe. Miguel Nunes. Padre Maciel assumirá no dia 3 de março.

O padre Clodoaldo Fernando que estava como vigário paroquial na Paróquia da Imaculada Conceição em Flores, vai  fazer o mestrado em filosofia.  Quem ocupará o lugar deixado por Padre Clodoaldo será o Padre Wellington Jacinto que estava na Paróquia de São José, em São José do Egito, atuando como vigário paroquial.

O padre Juacir Delmiro que estava como vigário da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios vai assumir a vice-reitoria do Seminário Menor São Judas Tadeu em Afogados da Ingazeira.

Grupo Fé e Política da diocese debate tema da Campanha da Fraternidade 2016

A escola diocesana Fé e Política dom Francisco realizou no Sábado e Domingo (20 e 21 de fevereiro) na cidade de Triunfo no centro diocesano Stella Maris, o seu 2º módulo, estudando sobre a Campanha da Fraternidade 2016, "Casa comum nossa responsabilidade" e com a presença do bispo da diocese de Afogados da Ingazeira, dom Egídio Biso, como facilitador, refletimos e estudamos textos bíblicos do antigo testamento, sobre o Sonho de Deus, com direito a uma sessão de cinema indicada pelo bispo, assistimos ao filme: Batismo de Sangue, baseado em fatos reais da vida do frei Beto no período da ditadura militar.

A escola Fé e Política dom Francisco segue cada vez mais convicta de que os discípulos de Jesus Cristo não podem ser apolítico e que o poder não deve ser centralizado e sim partilhado.

Jair e Fatinha Almeida - Secretários da escola diocesana Fé e Política dom Francisco.