NOTÍCIAS DA DIOCESE

Confira imagens do grupo da diocese na JMJ 2016 - parte 1

Dom Egidio com um amigo da mesma diocese e mesma cidade e que foi ordenado bispo há poucos meses

Durante o Ofício no dia de Santa Maria Madalena

Dom Egido com dom Adriano, amigo e colega de turma desde os primeiros anos de seminário

Após JMJ da Cracóvia, caravana da diocese de Afogados chega na sexta (5) ao Pajeú

Terminou neste domingo, 31 de julho, a Jornada Mundial da Juventude que ocorreu na Cracóvia, Polônia. Uma caravana da diocese de Afogados da Ingazeira composta por 18 pessoas estiveram representando a diocese do Pajeú no evento. A caravana viajou no dia 16 deste mês, pouco mais de uma semana antes do início da JMJ, onde realizou uma grande peregrinação visitando o Santuário de Fátima, bem como Vicenza, a cidade onde nasceu o bispo diocesano de Afogados da Ingazeira, dom Egidio Bisol, e outras cidades. Dom Egidio viajou junto com a caravana da diocese que contou com a participação dos padres Josenildo Nunes, Claudivan Siqueira, Antônio Rogério, Ailton Costa, Wanderson Eduardo e representando o setor juvenil da diocese, o padre Erinaldo Sultério. Dois seminaristas também estiveram participando da caravana que contou com a participação de alguns leigos da diocese. O Pe. Bento da diocese de Patos também se integrou ao grupo. Eles estarão chegando na próxima quinta (4) a Recife e na sexta em Afogados.

O Papa anunciou neste domingo (31) que o Panamá vai acolher a próxima edição internacional da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), em 2019.

Esta é a quarta vez que a JMJ é acolhida por uma cidade americana, mas a primeira em que vai decorrer na América Central.

“A providência de Deus precede-nos sempre. Pensai que já decidiu qual será a próxima etapa desta grande peregrinação iniciada em 1985 por São João Paulo II. E, por isso, é com alegria que vos anuncio que a próxima Jornada Mundial da Juventude – depois das duas a nível diocesano – será em 2019, no Panamá”, disse Francisco, antes da conclusão da Missa de encerramento da JMJ 2016, que decorreu desde terça-feira na cidade polaca de Cracóvia.

O anúncio foi saudado por uma delegação de jovens panamianos, com bandeiras do país, que estavam junto ao altar, para assinalar o momento.

O Panamá é o país com maior percentagem de católicos na América Central: os cerca de 2,6 milhões de batizados representam 80% da população; a Igreja Católica está organizada, territorialmente, nesta nação, em oito dioceses.

No final da JMJ 2016, o Papa quis agradecer a todo os que contribuíram para o seu “bom êxito” e aos jovens que encheram Cracóvia com o “entusiasmo contagiante” da sua fé.

“Foi uma oxigenação espiritual, para poderdes viver e caminhar na misericórdia quando voltardes aos vossos países e às vossas comunidades”, disse, no ‘Campus da Misericórdia’, espaço ao ar livre que acolheu os eventos finais da JMJ de Cracóvia.

“Pela intercessão de Maria, invocamos o Espírito Santo para que ilumine e sustente o caminho dos jovens, na Igreja e no mundo, a fim de serdes discípulos e testemunhas da Misericórdia de Deus”, concluiu.

As JMJ nasceram por iniciativa de João Paulo II, após o sucesso do encontro promovido em 1985, em Roma, no Ano Internacional da Juventude.

Este é um acontecimento religioso e cultural que reúne jovens de todo o mundo durante uma semana.

A JMJ realiza-se, a cada dois ou três anos numa grande cidade: em 1987, Buenos Aires (Argentina); em 1989, Santiago de Compostela (Espanha); em 1991, Czestochowa (Polónia); em 1993 em Denver (EUA); em 1995, Manila (Filipinas); em 1997, Paris (França); em 2000, Roma (Itália); em 2002, Toronto (Canadá); em 2005, Colónia (Alemanha); em 2008, Sidney (Austrália); em 2011, Madrid (Espanha); Rio de Janeiro (Brasil), em 2013; e Cracóvia (Polónia), em 2016.

Durante missa da Padroeira, Santa Maria Madalena, Monsenhor pede que pais imponham limites aos filhos

Na noite desta sexta (22) aconteceu na Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios a missa em honra a Santa Maria Madalena, padroeira da diocese de Afogados da Ingazeira. A missa foi presidida pelo vigário geral da diocese, Monsenhor João Carlos Acioly Paz e concelebrada pelos padres Juacir Delmiro, José Valme e Aderlan Siqueira. Também estiveram presentes vários seminaristas do seminário Maior e do Menor.

Houve uma grande participação dos fieis que lotaram as dependências da Catedral e acompanharam ao final da celebração, a procissão com a Imagem da padroeira diocesana, Santa Maria Madalena, pelo centro da cidade.

Durante a homilia, o Monsenhor disse que os Textos Sagrados da celebração deste dia, nos ajudam a refletirmos sobre algo muito importante na nossa vida que é o amor, a saudade e a perseverança. De acordo com o Monsenhor, Maria Madalena foi para nós modelo dessas três virtudes em que teve amor a Jesus Cristo, chorou um sentimento de saudade e de ternura, e foi perseverante porque não desanimou diante da procura incessante da pessoa de Jesus Cristo. “Pegando esses três temas: amor, saudade e perseverança, nós podemos também nos alegrarmos porque Maria Madalena foi a primeira testemunha da ressurreição. Foi Ela que anunciou em primeiro lugar a alegria do Ressuscitado. Então nós, dessa diocese de Afogados da Ingazeira, somos felizes, somos agraciados, porque temos como protetora, intercessora de cada um de nós, Aquela que anunciou em primeira mão, em primeiro lugar a alegria da ressurreição”, disse João Carlos.

O Monsenhor também falou sobre os últimos acontecimentos de violência na região, a exemplo do estupro a uma jovem de 15 anos que aconteceu na zona rural de Afogados (Sítio Jiquiri) e do assassinato de um idoso de 86 anos em Solidão. “Infelizmente, estamos perdendo essa sensibilidade de amar. Quando se estupra uma menina de 15 anos e mata um idoso de 86 anos significa que nós estamos perdendo a sensibilidade e a dimensão de amar e de dar testemunho de Jesus Cristo”, disse.

Ainda falando sobre a violência que vem assustando a região do Pajeú, o Monsenhor cobrou que precisamos resgatar os valores humanos nas famílias. “É claro que todos nós queremos uma desculpa, que todos nós queremos encontrar um culpado, mas o que eu acho fundamental é que se não resgatar os valores humanos em nossas famílias, não tem polícia, não tem Ministério Público, não tem nada que dê jeito se a educação não começar na família. Estamos passando por tudo isso, porque as nossas famílias passam por uma crise de identidade, e essa crise de identidade é algo muito sério que é falta de respeito na própria família”, afirmou.

Para concluir, o vigário geral da diocese pediu para que os pais e mães imponham limites aos filhos, pois só assim, vai conseguir educá-los. “Se desde pequeno, você não impõem limite a criança, o pai dá uma ordem e a mãe desmancha, a mãe dá uma ordem e o pai desmancha, essa família vai se tornar uma baderna oficial. E ai quando tiver um filho ou filha de 15 anos, no lugar de você educar, você vai ser educada, ou seja, no lugar de você impor limites como impor na infância, você agora vai pagar e derramar um sangue muito caro. Não tenha medo de impor limites, não tenha medo de educar seu filho, sua filha com limites, porque se você não fizer isso, as consequências é que nós estamos vendo ai”, concluiu. 

Encerrado primeiro módulo do Curso Bíblico para leigos e leigas da diocese

Encerrou-se no domingo, 17 de julho, no Centro Pastoral Diocesano Stella Maris na cidade de Triunfo-PE o primeiro módulo do curso Bíblico Pastoral Teológico oferecido pela Diocese de Afogados da Ingazeira destinado aos leigos e leigas.

O módulo se deu dos dias 09/07 até o dia 17/07, abordando ao longo desses nove dias o tema Bíblia. O bispo, dom Egidio Bisol, juntamente com vários padres da diocese estiveram se revezando para aprofundar o estudo durante esse período.

Foi notável também na turma a grande participação da juventude, mostrando que o jovem também está mais do que nunca engajado nos trabalhos pastorais.

A missa de encerramento foi presidida pelo vigário geral da diocese, Monsenhor João Carlos Acioly, que agradeceu a participação e empenho de todos, ressaltando a importância da acolhida do leigo na igreja e a pré disposição desses ao serviço pastoral.

Grupo Fé e Política Dom Franciso realiza ato em defesa da Caatinga

O Grupo Fé e Política Dom Francisco da diocese de Afogados da Ingazeira esteve realizando um manifesto em defesa da Caatinga e pela Vida na manhã desta sexta, 01 de julho, em frente à Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios. O movimento serviu para sensibilizar a população e as autoridades sobre o desmatamento descontrolado da Caatinga e as consequências que isso representa para toda a população da região. Diversos segmentos que defendem o meio ambiente estiveram participando do ato.

De acordo com Afonso Cavalcante, um dos integrantes do grupo, esse evento que foi realizado é resultado de dois anos de batalha que o grupo vem travando com as autoridades no sentido de combater e erradicar o desmatamento ilegal na região do Pajeú. Ainda segundo Afonso, o ato visou chamar a atenção do governador de Pernambuco, Paulo Câmara, que esteve na cidade participando da Emancipação Política sobre a sua responsabilidade de combater esse desmatamento. Afonso lembra que em março de 2015 durante o “Todos por Pernambuco” o bispo da diocese de Afogados da Ingazeira, dom Egidio Bisol, entregou em mãos ao governador, um documento em que denunciava e cobrava providências sobre a retirada de cerca de 150 caminhões por mês de madeira de nossa Caatinga e que em setembro foi entregue mais uma carta ao governador pelo bispo dom Egidio e que até agora o grupo não obteve resposta.

Padre Luis Well visita a diocese de Afogados da Ingazeira

Quem esteve visitando a diocese de Afogados da Ingazeira foi o Pe. Luis Well. Ele é holandês e atuou por quase 40 anos no Brasil. Dentre esses anos, passou vários deles na diocese de Garanhuns, mas manteve laços com a diocese de Afogados, à época de dom Francisco. O padre Luis esteve neste sábado (25 de junho) participando da Celebração Eucarística com o padre Edilberto Aparecido no distrito de Canaã.

Na manhã deste domingo (26 de junho) ele juntamente com o padre Juacir Delmiro estiveram concelebrando na missa na Catedral que foi presidida pelo bispo dom Egidio Bisol. Dom Egidio disse que o padre Luis Well se dedicou muito as vocações dos seminaristas e que também chegou a trabalhar com o mesmo durante o tempo que esteve no Recife acompanhando vários seminaristas da diocese. De acordo com dom Egidio, o padre Luis está fazendo uma visita ao Brasil e de forma especial na celebração desta manhã de domingo pedir pelos seus 50 anos de ordenação sacerdotal.

O Pe. Luis fez a homilia, disse que está completando 50 anos de padre e que se lembra muito bem quando chegou ao Brasil em 1970, dom Francisco era membro da Comissão Supervisora do Seminário Regional e que a diocese de Afogados não contava com mais de 12 padres brasileiros e alguns italianos. “Quando venho agora o que vejo? Com 40 anos depois? Uma diocese com 40 padres e vários seminaristas. Como é que mudaram as coisas”, disse.

O padre Luis disse que isso quer mostrar uma coisa: que o profeta tem que se preocupar com o futuro, e mencionou uma passagem de dom Hélder Câmara que diz: Temos pressão de cima, temos pressão de baixo, temos pressão de um lado, do outro, e só tem um caminho que é seguir em frente com a graça de Deus.

Luis afirmou que nos anos 78 teve uma grande convivência com dom Francisco por estar ligado a promoção vocacional e Pastoral da Juventude e que passava pelas dioceses com uma equipe para animar a Pastoral da Juventude e a pastoral vocacional, e quando chegaram as primeiras ordenações, como ele era integrante do seminário, passou a ter um vínculo maior com a diocese. “Acho que 10 ou 12 padres que estão por volta de 25 anos de ordenação, foram do meu tempo”, citando alguns, a exemplo dos padres Edilberto Aparecido, Luiz Marques (Luizinho), Monsenhor João Carlos e Ailton Costa.

CNBB divulga nota sobre projetos em tramitação no Congresso

O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) aprovou, na última quinta-feira, 16, nota sobre projetos em tramitação no Congresso. O texto refere-se aos projetos que "ameaçam conquistas e direitos de populações mais vulneráveis no país", mais especificamente sobre a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 2015/2000, com relação à demarcação de terras indígenas; a PEC 171/1993 que trata da redução da maioridade penal; o Projeto de Lei 3722/2012 sobre o Estatuto do Desarmamento. Confira, abaixo, a íntegra da nota:

NOTA DA CNBB SOBRE PROJETOS EM TRAMITAÇÃO NO CONGRESSO

“Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca” (Am 5,24)

Reunido em Brasília-DF, nos dias 14 a 16 de junho de 2016, o CONSELHO PERMANENTE DA CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DE BRASIL - CNBB dirige-se à população brasileira e, em especial, aos atuais responsáveis pelo destino do país, para manifestar, mais uma vez, sua apreensão em relação à grave instabilidade institucional pela qual passa o Brasil. Esta situação exige dos três poderes da República o cuidado corresponsável para preservar os fundamentos de nossa Democracia e para propor ações que assegurem e ampliem os direitos sociais já conquistados, sob pena de sacrificar ainda mais os pobres e excluídos.

A vida socioeconômica e política brasileira passa por turbulências que não devem ser usadas para desviar nossa atenção de vários projetos de lei que, em avançada tramitação no Congresso Nacional, ameaçam conquistas e direitos de populações mais vulneráveis do país. Dentre eles, citamos três sobre os quais já nos pronunciamos em outras ocasiões, no cumprimento de nossa missão humanista e evangelizadora.

A Proposta de Emenda Constitucional 215 (PEC 215/2000), que transfere do Executivo para o Congresso Nacional a demarcação de terras indígenas, é um golpe mortal aos direitos dos povos indígenas, atingindo também comunidades quilombolas. A sede de lucro do agronegócio e os grandes projetos não podem se sobrepor ao direito originário dos indígenas, reconhecido pela Constituição Federal. O compromisso dos parlamentares, juntamente com o Executivo e o Judiciário, é envidar esforços para colocar fim aos conflitos e à violência que têm ceifado inúmeras vidas. “A violência usada para acumular dinheiro que mina sangue não nos torna poderosos nem imortais. Para todos, mais cedo ou mais tarde, vem o juízo de Deus, do qual ninguém pode escapar” (Papa Francisco, Misericordiae Vultus, 19).

Preocupam-nos também as articulações de bancadas no Congresso pela aprovação da PEC 171/1993 que propõe a redução da maioridade penal. Insistir que a prisão de adolescentes infratores seja caminho de solução para a violência no país é atribuir aos jovens uma situação da qual são mais vítimas do que autores. Dos 56 mil assassinatos ocorridos no Brasil em 2012, segundo o Mapa da Violência 2014, 30 mil (53,5%) foram de jovens, dos quais 77% eram negros. Apostar nas medidas socioeducativas, em políticas públicas para a juventude e no fortalecimento da família, com educação e qualidade de vida, é eficaz caminho para o fim da violência.

Outro projeto extremamente danoso à sociedade é o Projeto de Lei 3722/2012 que, na prática, revoga o Estatuto do Desarmamento. A quem interessa armar a população? Quem ganha com a venda de armas? Facilitar o acesso às armas é sustentar a falsa ideia de que a segurança está no armamento das pessoas, além de aumentar as oportunidades de homicídios. É preciso promover a cultura da paz pela não violência e investir em políticas públicas eficazes para toda a população.

Atentos ao futuro e conscientes de que a cidadania deve ser construída e defendida a cada dia, sobretudo em tempos adversos, fazemos um apelo aos parlamentares: não aprovem esses projetos! Ao povo brasileiro conclamamos: mantenha viva a esperança, porque “a esperança não decepciona” (Rm 5,5).

Confiamos a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, a proteção de seus filhos e filhas.

Brasília-DF, 16 de junho de 2016.

Dom Sérgio da Rocha

Arcebispo de Brasília-DF

Presidente da CNBB

 

Dom Murilo S. R. Krieger

Arcebispo de S. Salvador da Bahia-BA

Vice-presidente da CNBB

 

                                         Dom Leonardo Ulrich Steiner

                                          Bispo Auxiliar de Brasília-DF

                                            Secretário-Geral da CNBB

Clero da diocese esteve reunido; na pauta, vários assuntos foram debatidos

O clero da diocese de Afogados da Ingazeira esteve reunido na quinta-feira, 2 junho onde vários assuntos foram debatidos. O encontro aconteceu no Seminário Propedêutico São Judas Tadeu em Afogados.

Pauta dos assuntos:

- Reflexão de um texto do papa Francisco.

- Encontro Nacional de Presbíteros

- Pastoral Presbiteral

- Catequese de Inspiração Catecumenal

- Escola de Formação Teológica para Leigos

- Setor Juventude

Regional Nordeste 2 da CNBB propõe solenidade de Corpus Christi para dia de oração de penitência pelo Brasil

Durante a reunião do Conselho Episcopal de Pastoral do Regional Nordeste 2, que aconteceu nos dias 17 e 18 de maio, uma proposta foi firmada entre os bispos que estiveram participando do encontro. Trata-se de um dia de oração e de penitência pelo Brasil. Esta iniciativa justifica-se diante da situação política, econômica e social que o mesmo atravessa. A data proposta é a Solenidade de Corpus Christi, no próximo dia 26 de maio, e se estenderá a todas as dioceses do Regional Nordeste 2.

Na Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios, em Afogados da Ingazeira, a Celebração litúrgica da Solenidade de Corpus Christi será às 18h, presidida pelo bispo diocesano Dom Egidio Bisol.

 

 

Diocese recebeu a Imagem Peregrina de Nossa Senhora Aparecida no Santuário Nacional

No dia 19 de abril a diocese de Afogados da Ingazeira recebeu a Imagem Peregrina de Nossa Senhora Aparecida. O momento histórico para a diocese aconteceu no Santuário Nacional de Aparecida em São Paulo. Ao todo, sete ônibus seguiram da região do Pajeú com paroquianos de quase todas as 24 paróquias da diocese para participarem da Missa de Envio que foi presidida pelo bispo dom Egidio Bisol. 19 padres estiveram concelebrando com o bispo que recebeu a Imagem Peregrina das mãos do Reitor do Santuário.

Confira a homilia realizada por dom Egidio durante a Missa de Envio:

MISSA DE ENTREGA DA IMAGEM DA MÃE APARECIDA À DIOCESE DE AFOGADOS DA INGAZEIRA.

Aparecida, 19 de abril de 2016.

Caríssimos irmãos e irmãs, queridos romeiros do Pajeú, devotos da Mãe Aparecida.

Estamos vivendo a Páscoa. Esse tempo nos é oferecido para que possamos, nós também, ressuscitar com Cristo, criando em nossa vida atitudes novas, fatos novos, atitudes e fatos que possamos chamar “pascais”.

O texto do Evangelho nos diz o que pode significar concretamente, para cada um de nós, “fazer Páscoa”. João evangelista fala em: pertencer ao rebanho de Jesus, escutar a sua voz, seguir a ele, encontrar nele a própria segurança. E, como Jesus e o Pai vivem numa unidade profunda, são “UM”, conhecendo Jesus poderemos conhecer ao Pai, seu ser, sua vontade, suas atitudes, suas preferencias. Nunca é demais lembrar que nossa fé não é, em primeiro lugar, aceitação de uma doutrina, adesão a umas normas de comportamento; Ela é, em primeiro lugar, acolhida amorosa, profunda e sempre renovada a Jesus, o Ressuscitado, intimidade com Ele a ponto de reconhecer sua voz no meio das muitas vozes que nos rodeiam. Pertencendo ao rebanho de Jesus poderemos experimentar cada vez mais profundamente em nossa vida a força libertadora de sua ressurreição.

A 1ª leitura nos dá um exemplo concreto da mudança que a força da Páscoa provoca na vida da primeira comunidade cristã de Jerusalém. Tudo levava a pensar que a Igreja perseguida iria de acabar: expulsos da cidade, enxotados da sociedade com certeza os discípulos do Galileu, finalmente, teriam se calado...

Na verdade, porém, a perseguição serviu para reanimar a fé da pequena comunidade cristã, para vencer o medo e sair entregando-se à missão de pregar o evangelho a todos, para abandonar de vez muitos preconceitos em relação aos não judeus.  A certeza da nossa fé pascal é esta: “Tudo concorre para o bem das pessoas que amam a Deus”, de acordo com as palavras de Paulo, que a sabedoria popular traduziu no ditado “Deus escreve certo por linhas tortas”;

Hoje, em nosso meio, a comunidade cristã não vive em tempo de perseguição. Pelo menos não a perseguição feroz e cruel que irmãos nossos de outros países ainda enfrentam, mas pode haver outra forma sutil de perseguição quando os valores do evangelho são combatidos e não encontram espaço na vida da sociedade. Diante disso, muitas vezes, nossa reação é ficarmos parados, acanhados, curtindo nossas mágoas, insistindo na queixa dos males do nosso mundo...

A atitude que a leitura dos Atos nos apresenta é bem diferente; cada dificuldade deve ser a ocasião para um compromisso renovado, para crescermos em ardor missionário, nós e nossas comunidades. Como aconteceu no início da pregação do Evangelho.

Alguém poderia perguntar: “Mas o que é mesmo ser missionário?”

Poucos anos atrás, num documento preparado aqui mesmo em Aparecida, os representantes dos bispos da América Latina e Caribe afirmaram: “Discípulo missionário é o homem ou a mulher capaz de tornar concreto, visível o amor misericordioso do Pai especialmente para com os pobres e pecadores”. Ser sinal visível do amor de Deus é a tarefa do missionário.

Alguns questionamentos para nós:

- quando encontro um pobre, meu jeito de tratá-lo revela o jeito de Jesus ao encontrar os necessitados?

- quando encontro uma pessoa que errou, minhas palavras e atitudes revelam o jeito misericordioso de Jesus ao encontrar os pecadores?

- quando me deparo com o povo faminto de paz e justiça, minha ação consegue ser sinal do amor de Jesus que tinha compaixão das multidões?

E as perguntas poderiam continuar...

Ser sinal visível do amor de Deus. Nisso Maria nos socorre com seu testemunho, Ela que sempre foi, e é, um grande sinal do amor do Pai. Nós estamos aqui para que, olhando para Ela e experimentando fortemente sua presença ao nosso lado, possamos sentir mais perto de nós o próprio amor de Deus.

E aqui me permitam dizer uma palavra dirigida especialmente aos meus irmãos e meus diocesanos que vivem no sertão do Pajeú, seja os que estão aqui presentes, como os outros que ficaram, mas nos acompanham neste momento.

Nossa Diocese de Afogados da Ingazeira está aqui para receber a imagem da Mãe Aparecida que, ao longo de alguns meses, visitará nossas paróquias e comunidades. Queridos diocesanos, através do sinal desta pequena imagem, poderemos experimentar a presença do amor de Deus revelado na vida de Maria, Mãe de Jesus e nossa.

Que percorrendo as estradas do sertão, visitando nossas comunidades, encontrando muitos irmãos e irmãs nossos fragilizados pela doença, pelo desanimo, pela exclusão, ela seja para todos nós, incentivo e ajuda para sermos discípulos cada vez mais fiéis de Jesus, missionários cada vez mais corajosos e incansáveis do seu Evangelho nas terras áridas, mas fecundas, do Pajeú.

Caros irmãos, irmãs queridas, que a Mãe Aparecida, em cuja casa nos encontramos, derrame sobre todos nós as suas bênçãos e nos ajude a sermos, sempre e para todos os que encontrarmos pelas estradas da vida, sinal forte, claro, concreto e eficaz do Amor misericordioso do Pai. Ajude-nos a sermos, nós também, misericordiosos como o Pai.

Assim seja.

(Foto: Thiago Leon)

(Foto: Thiago Leon)

Multidão participa da Missa de Acolhida da Imagem de Nossa Senhora Aparecida na diocese de Afogados da Ingazeira

Uma multidão recepcionou a Imagem Peregrina de Nossa Senhora Aparecida na tarde deste domingo, 24 de abril, na cidade de Serra Talhada. A concentração teve início no bairro Alto Bom Jesus e em seguida todos saíram em procissão até a Praça Sérgio Magalhães no centro da cidade onde aconteceu a Missa de Acolhida presidida pelo bispo dom Egidio Bisol e concelebrada por quase todos os padres da diocese.

Dom Egidio disse que "estamos vivendo um daqueles momentos que ficarão gravados para sempre em nossa memória e na história da nossa diocese, tempo de graça, onde o amor de Deus, que sempre nos acompanha, se torna mais visível, mais denso, mais palpável.". Continuou: “Alguém pode dizer, mas é só uma pequena imagem! Faz parte da nossa experiência humana expressar sentimentos grandes, emoções profundas com pequenos sinais que, se não conseguem dizer a totalidade do nosso sentir, nos permitem, porém, comunicar o que de outra forma não conseguiríamos expressar. Não é por isso que uma pequena flor entregue com emoção consegue expressar todo o amor do esposo pela sua esposa? Ou, no campo da fé, um pequeno pão partido e repartido nos ajuda a entrar na comunhão profunda com Deus e com os irmãos?”.

Ainda durante a sua reflexão, dom Egidio falou sobre a chegada da Imagem na diocese e sobre o comparecimento do grande número de fieis no Santuário Nacional para participarem da Missa de Envio da Imagem: “Hoje recebemos esta Imagem, sinal frágil e forte ao mesmo tempo, que nos ajuda a tocar com mãos o amor de Deus por nós. Uma pequena Imagem, singela, humilde, de barro, nos permite sentir a riqueza sem medida do amor de Deus, sua presença no meio do seu povo. Foi para isso que um grupo numeroso de fieis de nossas comunidades, com seus padres, com seu bispo, peregrinaram até Aparecida. Aproveito para agradecer a todos eles, pois juntos, na casa da Mãe, vivemos uma experiência inesquecível que hoje partilhamos com todos”.

Com a chegada da Imagem à Diocese, iniciaram as Santas Missões Populares, que irão continuar nos próximos seis meses nas 24 paróquias da diocese e quase 500 comunidades, como afirmou o bispo: “Visitando o Pajeú, Ela nos ajudará a confirmar nossa fé, reanimar nossa esperança, reforçar nossa caridade. Ela irá acompanhar um tempo fecundo para nós e nossas comunidades. Será, com certeza, tempo de graça e reconciliação, de misericórdia e perdão, de compromisso a renovar nossas famílias e comunidades. Ela nos acompanhará às periferias geográficas e existenciais para sermos, com Ela e como Ela, sinais da misericórdia do Senhor”.

Encerrando a homilia, dom Egidio saudou a Santa e a emoção tomou de conta dos fieis que lotaram a Praça Sérgio Magalhães: “Seja bem-vinda Mãe Aparecida. Abençoa nossas vidas,  nossa caminhada de Igreja, nossos esforços e compromissos, ajuda-nos a superar nossas fragilidades, nossas omissões, nossos erros. Seja nossa companheira de viagem hoje e sempre até que se cumpra plenamente a bem-aventurada esperança, e chegue o dia em Deus enxugará toda lágrima e não haverá mais luto, nem choro, nem dor”. Enfim o bispo e a multidão rezaram a Salve Rainha.