NOTÍCIAS DA DIOCESE

RCC da diocese de Afogados promoveu mais um retiro de carnaval

A diocese de Afogados da Ingazeira esteve realizando mais um retiro de carnaval. Com início no sábado, 6 de fevereiro, e encerrado na terça-feira (9), os jovens presentes puderam participar de missas, pregações e Adoração.

De acordo com os responsáveis pela organização, o retiro deste ano bateu o recorde de participação de jovens, com mais de 500, vindos de diversas paróquias da diocese de Afogados da Ingazeira e do vizinho estado da Paraíba.

No sábado (6) aconteceu a missa de acolhida presidida pelo bispo dom Egidio Bisol e o encerramento do retiro ocorreu na terça com a missa presidida pelo padre Josenildo Nunes da Paróquia de Senhor Bom Jesus dos Remédios.

Dom Egidio abre a Quaresma na diocese de Afogados da Ingazeira

Durante Celebração nesta manhã de Quarta-Feira de Cinzas na Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios em Afogados da Ingazeira o bispo diocesano, dom Egidio Bisol, deu início ao período da Quaresma na diocese com a distribuição das cinzas.

A Quarta-feira de Cinzas marca o primeiro dia da Quaresma no calendário cristão ocidental. As cinzas que os cristãos católicos recebem neste dia é símbolo de reflexão sobre o dever da conversão, da mudança de vida, recordando a efemeridade da vida humana, sujeita à morte.

Dom Egidio disse que o tempo da Quaresma é muito bonito e é o caminho para a Páscoa, olhando para as nossas fraquezas e contemplando mais ainda o amor misericordioso do Senhor que quer renovar a nossa vida e toda a comunidade e, que, através de nós, transformar o mundo.

Na homilia, dom Egidio afirmou que o período da Quaresma é um momento para reflexão e para abrir o coração, mas que nem sempre estamos de coração aberto. “Nós sabemos que o nosso coração nem sempre está aberto e nem sempre está totalmente aberto ao amor de Deus. Ainda tem dobras, recantos do nosso coração onde Deus dificilmente tem a licença para entrar e que nenhum de nós pode dizer que tem um coração puro”, disse dom Egidio.

Ainda segundo dom Egidio, a liturgia durante a Quaresma tem dois sinais: um que começa nesta Quarta-Feira de Cinzas em que os cristãos recebem a cinza na cabeça e o outro daqui a 40 dias com a água nos pés, durante a missa do Lava-pés. Ele explicou o significado da colocação das cinzas na cabeça. “A finalidade de colocar as cinzas na cabeça é de reconhecer a própria fraqueza, é a necessidade de mudar, é em função de ajudar-nos a ficar ajoelhados diante dos irmãos lavando os pés. Não é em função de nós mesmos, mas do serviço”, concluiu.

CNBB divulga mensagem sobre o combate ao aedes aegypti

Texto foi divulgado pela Presidência da entidade durante entrevista coletiva à imprensa, nesta quinta-feira.

“Com um grande mutirão, que envolva todos os setores da sociedade, seremos capazes de vencer estas doenças que atingem, sem distinção, toda a população brasileira”, diz um trecho da mensagem aprovada pelo Conselho Episcopal Pastoral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e divulgada pela Presidência da entidade, nesta quinta-feira, dia 4, durante entrevista coletiva à imprensa. No texto, a Conferência conclama toda a Igreja no Brasil a continuar e intensificar a mobilização no combate ao mosquito aedes aegyti, transmissor da dengue, do vírus zika e do chicungunya.

A CNBB também afirma, dada a provável ligação com os casos de microcefalia, que o estado de alerta “não deve levar a pânico". Outra indicação é que tal situação “tampouco justifica defender o aborto para os casos de microcefalia como, lamentavelmente, propõem determinados grupos que se organizam para levar a questão ao Supremo Tribunal Federal num total desrespeito à vida”.

Leia o texto na integra.

MENSAGEM DA CNBB SOBRE O COMBATE AO AEDES AEGYPTI

 “Tu me restauraste a saúde e me deixaste viver” (Is 38,16b)

O Conselho Episcopal Pastoral (CONSEP), da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB, reunido em Brasília-DF, nos dias 3 e 4 de fevereiro de 2016, conclama toda a Igreja no Brasil a continuar e intensificar a mobilização no combate ao mosquito aedes aegyti, transmissor da dengue, do vírus zika e do chikungunya. Com um grande mutirão, que envolva todos os setores da sociedade, seremos capazes de vencer estas doenças que atingem, sem distinção, toda a população brasileira.

Merece atenção especial o vírus zika por sua provável ligação com a microcefalia, embora isso não tenha sido provado cientificamente. A gravidade da situação levou a Organização Mundial da Saúde a declarar a microcefalia e o vírus zika emergência internacional. O estado de alerta, contudo, não deve nos levar ao pânico, como se estivéssemos diante de uma situação invencível, apesar de sua extrema gravidade. Tampouco justifica defender o aborto para os casos de microcefalia como, lamentavelmente, propõem determinados grupos que se organizam para levar a questão ao Supremo Tribunal Federal num total desrespeito ao dom da vida.

Seja garantida, com urgência, a assistência aos atingidos por estas enfermidades, sobretudo às crianças que nascem com microcefalia e suas famílias. A saúde, dom e direito de todos, deve ser assegurada, em primeiro lugar, pelos gestores públicos. A eles cabe implementar políticas que apontem para um sistema de saúde pública com qualidade e universal. Nesse sentido, a Campanha da Fraternidade Ecumênica deste ano contribui muito ao trazer à tona a vergonhosa realidade do saneamento básico no Brasil. Sem uma eficaz política nacional de saneamento básico, fica comprometido todo esforço de combate ao aedes aegypti.

O compromisso de cada cidadão também é indispensável na tarefa de erradicar este mal que desafia nossas instituições. O princípio de tudo é a educação e a corresponsabilidade. Por isso, exortamos as lideranças de nossas comunidades eclesiais a organizarem ações e a se somarem às iniciativas que visem colocar fim a esta situação. As ações de competência do poder público sejam exigidas e acompanhadas. Nas celebrações, reuniões e encontros, sejam dadas orientações claras e objetivas que ajudem as pessoas a tomarem consciência da gravidade da situação e da melhor forma de combater as doenças e seu transmissor. Com o esforço de todos, a vitória não nos faltará.

Deus, em sua infinita misericórdia, faça a saúde se difundir sobre a terra (cf. Eclo 38,8). Nossa Senhora Aparecida, mãe e padroeira do Brasil, ajude-nos em nosso evangélico compromisso de promoção e defesa da vida.

Brasília, 4 de fevereiro de 2016

 

Dom Sergio da Rocha

 Arcebispo de Brasília-DF

Presidente da CNBB

 

Dom Murilo S. R. Krieger

           Arcebispo de São Salvador da Bahia- BA

         Vice-presidente da CNBB

 

 Dom Leonardo Ulrich Steiner

Bispo Auxiliar de Brasília-DF

Secretário Geral da CNBB

Diocese promoveu a III Romaria dos Coroinhas

A diocese de Afogados da Ingazeira promoveu no domingo, 24 de janeiro, a III Romaria Diocesana dos Coroinhas que teve como tema: "Servir ao Altar da Misericórdia". Representantes de 19 paróquias, aproximadamente 250 coroinhas, estiveram participando do evento que aconteceu na cidade de Itapetim, na Paróquia de São Pedro.

Primeiramente, aconteceu a acolhida com o café da manhã e em seguida a Santa Missa presidida pelo bispo dom Egídio Bisol e concelebrada pelos padres Adhemar Lucena, José Valme, José Viana e Daniel Gomes.

Durante a homilia, dom Egídio explicou que o sentido verdadeiro da Liturgia é reforçar os laços, é o encontro da comunidade com Deus e perceber o que Ele quer nos dizer. Também frisou a importância dos Coroinhas como aqueles que auxiliam e que possuem um papel importante nas Celebrações. O bispo orientou os coroinhas para que possam libertar-se para servir a Deus e ter coerência, não somente dentro da Igreja, mas também fora dela. “Os coroinhas precisam ter coerência com atitudes de verdadeiros cristãos. Devem buscar a coerência nas coisas de Deus, tanto dentro da Igreja, como fora dela”, disse dom Egídio.

A Romaria dos Coroinhas foi coordenada pelo bispo dom Egídio Bisol, pelo Serviço de Animação Vocacional (SAV) da diocese e organizada pelos seminaristas Gutembergue Lacerda, Josenildo Teodoro e Renato Almeida.

Vídeo oficial da abertura da Porta Santa na diocese de Afogados da Ingazeira

 

A abertura da Porta Santa na diocese de Afogados da Ingazeira que foi realizada no dia 13 de dezembro deste ano (2015) teve um diferencial em relação a outras dioceses que também realizaram a abertura da Porta Santa. É que a música cantada para o momento da abertura da Porta é de autoria do Pe. Josenildo Nunes de Oliveira.

Estão trocando o verdadeiro significado do Natal, disse dom Egídio durante a Missa da Vigília do Natal

Na noite desta quinta (24) foi celebrada na Catedral a tradicional Missa do Galo ou Vigília de Natal pelo bispo dom Egídio Bisol e concelebrada pelo padre Josenildo Nunes. A missa como vem acontecendo em anos anteriores teve início as 21h

Dom Egídio disse que durante as festividades natalinas há pessoas que esquecem o verdadeiro significado do Natal e por isso correm atrás de exterioridades, presentes, festas e tudo que revela apenas o vazio por trás da fachada brilhante. “É um vazio que não sustenta a vida e nem o compromisso de ninguém. Tem gente que às vezes sem querer, às vezes sem saber, às vezes cego pela ganância reduzem o teu Natal ao momento consumista, gente que ainda não descobriu quem és Tu”, disse Bisol.

Dom Egídio também falou sobre o grande significado do nascimento de Jesus e principalmente neste ano em que comemoramos o Jubileu da Misericórdia e também a abertura da Porta Santa. “Como é bom celebrar o Natal dentro do Jubileu da Misericórdia, a abertura da Porta Santa que nos ajuda a refletir mais sobre Tua pessoa, Tua missão, Tua mensagem, Tua misericórdia. Como é bom perceber que o Teu nascimento não é uma lenda, nem uma fantasia e nem somente uma lembrança do passado, mas que Tu estás de verdade aqui conosco hoje nesta celebração do Teu encontro com a nossa humanidade”, concluiu o bispo.

veja a homilia na íntegra:

NATAL 2015

Senhor Jesus, hoje é Natal. O teu Natal.

Como é bom celebrar o Natal dentro do Jubileu da Misericórdia e da Abertura da Porta Santa que nos ajuda a refletir mais sobre tua pessoa, tua missão, tua mensagem, tua Misericórdia. Como é bom perceber que teu nascimento não é uma lenda, nem uma fantasia, nem somente alguma lembrança do passado, mas que Tu estás de verdade aqui conosco, hoje, nesta celebração do teu encontro com a nossa humanidade.

Tem gente que anda esquecida dessa verdade, e por isso, perdida a razão mais profunda da alegria, acaba correndo atrás de exterioridade, presentes, festas... tudo o que revela apenas o vazio por trás da fachada brilhante, um vazio que não sustenta a vida nem o compromisso de ninguém.

Tem gente que, às vezes sem querer, às vezes sem saber, às vezes cega pela ganância, reduz o teu Natal a um momento consumista, gente que ainda não descobriu Quem és tu e não percebeu que só Tu podes dar o sentido da vida, a liberdade verdadeira e a felicidade duradoura.

Já os profetas antigos tinham falado de pessoas andando nas trevas, precisando reconhecer a Luz que poderia clarear o seu caminho. E muitos séculos antes do teu nascimento, Isaias tinha anunciado a grande luz que viria iluminar os corações, trazendo paz e esperança. Ele já tinha falado da Criança cujo nome seria Conselheiro admirável, Deus forte, Príncipe da paz, Pai dos tempos futuros. Ele já tinha apresentado seu reinado de justiça e santidade, numa paz sem fim, sinal do amor zeloso do Senhor Todo-Poderoso.

Sem saber claramente, mas com a intuição da fé, Isaias estava apresentando a ti, Jesus, “o menino que hoje nos foi dado” como razão da nossa alegria, “a criança que traz nos ombros a marca da realeza”.

É por isso que estamos aqui, Jesus, ao redor de tua manjedoura, anunciando a todos o teu nascimento na história, para transformar o mundo, para mudar o rosto da humanidade, para reconciliar a todos consigo, contigo, com os irmãos, com a criação toda. Queremos dar este anuncio com firmeza e vigor, com voz clara e forte, para que todos saibam que “hoje nasceu para nós um Salvador, que é o Cristo Senhor”. Só tu podes nos salvar, só tu podes nos orientar na construção da justiça e da paz, só tu podes dar força à nossa fraqueza, só tu podes dar coragem ao nosso desanimo, só tu podes dar sentido à nossa vida. Porque só tu tens palavras de vida eterna. Só tu és o caminho, a verdade e a vida. Só tu, Jesus, o Deus-conosco.

Tu és o Reino: tua vida, tuas palavras, teu amor pelas crianças, tua solidariedade com quem errou, tua luta contra os opressores, tua defesa do rosto verdadeiro de Deus.

Tu és o Reino: o sinal grande e definitivo de amor e esperança que o Pai enviou ao mundo para cada pessoa, também para quem não te conheceu, nem te conhece.

Tu és o Reino: o lugar onde a pessoa reencontra sua dignidade perante si mesma e os outros, perante o universo e seu Deus.

Nós cremos em ti, Senhor Jesus, homem apaixonado pelas pessoas e pela sua busca de amor e felicidade.

Cremos em Ti, Jesus, homem apaixonado pelos sofrimentos dos pobres e pela solidão dos pecadores.

Cremos em Ti, Senhor Jesus, que doaste a ti mesmo até a morte, por causa do Reino de Deus neste mundo.

Cremos em Ti, Senhor Jesus, que continuas procurando homens e mulheres que sejam apaixonados pela vida e pela causa do teu Reino, dispostos a seguir-te no caminho da cruz até o grande dia da ressurreição.

Eis-nos aqui, Senhor Jesus, queremos ser sempre apaixonados por Ti e servidores do teu Reino.

Queremos compreender teu evangelho, entendê-lo no seu aspecto radical de anúncio de esperança num mundo que não tem esperança.

Queremos viver teu evangelho, Jesus, com fatos e palavras, para que seja uma resposta a todos os que procuram amor, paz, felicidade.

Queremos pregar teu evangelho para reencontrar a cada dia a coragem escondida em nossa fraqueza, fruto da força de Deus.

Nós queremos ser, hoje, os pastores que acolhem o convite dos mensageiros celestes e vão procurar-te naquele abrigo de animais, naquela manjedoura em que tua santa Mãe te colocou, pois não havia lugar para vocês na cidade.

Nós sabemos onde encontrar-te hoje, pois, desde que tu assumiste um rosto humano, cada homem e cada mulher tornam-se tua presença. No tempo de tua vida terrena nos ensinaste a procurar-te e reconhecer-te em todas as pessoas, sobretudo nos mais necessitados, no pobre que está só, no moribundo que procura conforto, no jovem desorientado, na criança faminta... Que este Natal nos ajude a perceber mais que cada vez que abraçamos e socorremos uma pessoa estamos abraçando a Ti. Cada vez que percebemos uma pergunta ou um pedido, és Tu que estás nos interpelando. Cada vez que amamos e nos deixamos amar és Tu que amas em nós e nos outros. Queremos neste Natal renovar o compromisso de estar a serviço da vida e das pessoas para termos a alegria da comunhão contigo, Senhor da Vida. Que a comunhão ao teu Corpo e Sangue na Eucaristia alimente e revigore nossa comunhão contigo presente em cada pessoa.

Nós aceitamos hoje, conscientemente, a nossa parte na grande aventura que começou naquela noite em Belém, no coração da história.

Sentimos que teu nascimento transforma nossa vida e nos preenche de esperança: nós também, com todas as nossas fragilidades e pecados, somos parte de tua história de salvação.

Queremos ser testemunhas da tua vida, do teu evangelho, de Ti, Jesus, para que a alegria que enche hoje o nosso coração alcance todas as pessoas e a tua força que nos anima encoraje muitos outros a engajar-se na construção do teu Reino de amor e justiça, solidariedade e paz.

Senhor Jesus. Hoje é Natal. Que seja mesmo o teu Natal, em nós, em nossa família, em nossa comunidade e no mundo. Amém.

OVS da diocese agora está com novo formato

A Ordem das Vocações Sacerdotais (OVS) da diocese de Afogados da Ingazeira agora é Apostolado. O novo modelo foi lançado pelo bispo dom Egídio Bisol.

A OVS já existia em nossa igreja particular, mas ainda seguia o modelo antigo onde era da responsabilidade do apostolado da oração a manutenção desta obra. Tanto na questão de orações pelas vocações quanto pela contribuição financeira. Contudo, com a transformação dos tempos e a amplitude das dificuldades na sociedade atual percebeu-se que é extremamente necessário uma aproximação mais eficaz e consciente desta missão que é formar nossos seminaristas. A nova metodologia da OVS na igreja do Pajeú é criar laços com os seminários e o povo de Deus e mais que isso, mantê-los. Tornar essa obra conhecida e expandir seus horizontes. Nesta primeira etapa de renovação da obra, contamos com aproximadamente 250 zeladores e que cada zelador têm um numero X de contribuintes (a média é 15 por zelador) e eles têm a missão de visitar os contribuintes, informá-los, recolher a colaboração, rezar com eles pelas vocações e também colaborar no processo formativo dos seminários. O padre responsável por formar esta equipe é o Pe, Edinaldo, que veio da Diocese de Nazaré (onde já se trabalha com este sistema) colaborar neste novo e imenso projeto. (Por Gutemberg Lacerda)

Dom Egídio entrega medalhas aos novos zeladores

RETOMADA DA OVS NA DIOCESE DO PAJEÚ

“Na verdade a OVS (Obra das Vocações Sacerdotais) quer ajudar todo o povo de Deus a se empenhar para favorecer as vocações, incentivar os jovens que se sentem chamados ao serviço na Igreja como padres, e acompanhá-los com a oração, a amizade, o apoio, a ajuda fraterna e generosa”, disse dom Egídio.

Esse novo sistema implantado é modelo da OVS de Nazaré da Mata.

Dom Egídio e Pe. Josenildo recebem títulos de cidadãos afogadenses

Na noite da quarta, 16 de dezembro, aconteceu no Cine São José a sessão solene de entrega dos títulos de cidadãos afogadenses ao bispo dom Egídio Bisol e ao padre Josenildo Nunes de Oliveira. Nove vereadores estiveram presentes na sessão que teve como presidente o vereador José Carlos que substituiu o presidente Franklin que não pode estar presente. Faltaram os vereadores Renon de Ninô, José Edson e Vicente Zuza.

Além dos vereadores Augusto Martins e Antonieta Guimarães que propuseram os títulos de cidadãos, usaram da palavra o Vigário Geral da diocese, Monsenhor João Carlos Acioly Paz, o casal Jair Almeida e sua esposa Fátima, o secretário Alessandro Palmeira que esteve representando o prefeito e João Alves pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais.

O padre Josenildo disse que não sabia ao certo, até hoje, quais os critérios necessários para conferir a uma pessoa o título de cidadão e que durante os últimos dias ficou se perguntando se era merecedor de recebê-lo e o que isso acrescentaria em sua vida. Ainda segundo o padre, ele acredita que um dos pré-requisitos seja morar durante vários anos em uma localidade e por isso agradece a Deus pelos 15 anos que reside no município. “Foi uma cidade que me acolheu com grande hospitalidade, a iniciar pelos cinco anos que estive na Rua Nova (São Francisco) e depois os dez que estou na paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios com quem tenho me realizado como pessoa e presbítero. Essa homenagem nos compromete a fazer mais do que já fizemos até hoje enquanto estiver por aqui”, disse o padre.

Dom Egídio falou aos presentes e disse que aquele título recebido sentia mais do que como gesto de consideração a sua pessoa, mas também muito mais ao serviço episcopal que está exercendo e a diocese do Pajeú que está presidindo. “No meu entender esse título deixa transparecer a confiança recíproca, existente e a construir, que faz com que nos sentimos Câmara de Vereadores e Diocese, parceiros no compromisso a serviço do crescimento da cidade e do aprimoramento de suas estruturas de governo em função do bem comum. Tarefa árdua em tempos de forte individualismo e fragilidade ética onde interesses individuais ou de grupos tentam constantemente passar pra trás o bem comum e muitas vezes até conseguem, infelizmente”, disse dom Egídio.

O bispo ainda disse que estava renovando naquele momento a sua disponibilidade e da diocese na colaboração fecunda, educação, defesa do meio ambiente, convivência com o semiárido, cultivo dos valores básico para uma convivência saudável e outras mais que já são frequentadas e que poderão ser espaços para novas colaborações. Para encerrar, o bispo que durante vários anos esteve residindo em São José do Egito, disse que pegou algum “vírus” devido a morar em uma terra que é cheia de poetas e encerrou dizendo: “É mais um nó apertado, em um cordão antigo e novo, que há muito tempo me prende ao Pajeú e a seu grande povo. Laço de zelo e ternura, cultivado com cuidado, força que une e milita o pastor e o rebanho amado”.

Homilia de dom Egídio na abertura do Ano Santo na diocese repercute

Veja na íntegra a homilia de dom Egídio Bisol do domingo, 13 de dezembro, durante a missa de abertura da Porta Santa e do Ano Santo da Misericórdia na diocese.

TERCEIRO DOMINGO DO ADVENTO

ROMARIA DIOCESANA

Caros irmãos, irmãs queridas, A liturgia do 3° domingo do advento convida à alegria. "Alegrai-vos sempre no Senhor: eu repito, alegrai-vos" nos lembra Paulo, fazendo eco à profecia de Sofonias "Canta de alegria, cidade de Sião, rejubila povo de Israel. Alegra-te e exulta de todo coração, cidade de Jerusalém".

Alguém que não compartilhasse da nossa fé e chegasse aqui hoje, ouvindo tantos convite à alegria poderia até dizer: "que povo alienado! na situação em que nos encontramos, onde estão os motivos da alegria?"

Realmente o mundo vive em guerra, o terrorismo sanguinário não dá sinais de recuo, multidões tem que deixar sua própria terra que se tornou hostil à vida delas, cristãos são perseguidos e martirizados em muito lugares...

Nossa igreja não está isenta de problemas, tendo que enfrentar escândalos, fechamentos, resistências e conflitos pesados.

Nosso Pais envergonhado cada dia mais pelo aparecimento de muitas falcatruas, pela corrupção assustadora, pela perda do sentido do bem comum, pela falta de ética na política, pelos roubos e desmandos.

Nosso Estado, campeão em casos de microcefalia, com todas as consequências gravíssimas que tal doença pode trazer para a vida de tantas crianças e suas famílias. E ainda enfrentando surtos fortes de dengue e outras doenças perigosas. Nosso sertão, em situação de grave emergência por falta de água, uma seca prolongada piorada pelo desmatamento, sem regra, da caatinga "guardiã das águas", provocado pela ganância de uns e o desinteresse de muitos, autoridades inclusive.

Onde estão os motivos da alegria? Como cultivar e anunciar a alegria, numa situação como essa, sem cair na ilusão e alienação?

Claro que a nossa alegria tem alicerces bem firmes: é a Palavra de Deus a renovar em nós a alegre esperança, pois o nosso Deus não nos abandona e se torna companheiro de caminhada. Se faz "próximo".

Mas para termos direito de viver a alegre esperança do Advento que estamos vivendo e do Natal que se aproxima , precisamos dar atenção ao que nos diz o texto do evangelho de hoje: as pessoas que escutavam a pregação de João Batista não viviam em situações melhores do que as nossas: seja do ponto de vista econômico, como do ponto de vista político e ético. Elas estavam procurando no testemunho do João Batista uma luz que ajudasse a construir algo positivo para elas e para o país. E vem a pergunta insistente: Que devemos fazer? que devemos fazer, Mestre?

João Batista responde: comecem com coisas simples e concretas, capazes de criar um processo de renovação: partilha, respeito, justiça, solidariedade....

Nós também, diante da situação difícil, no grande mundo e também em nosso pequeno mundo apresentamos hoje ao Senhor a mesma pergunta: E nós o que devemos fazer?

A palavra de Deus responde: Quer colaborar com a paz no mundo? Comece arrancando do seu coração ódio e desejo de vingança, comece a viver o perdão e a solidariedade... E terás força para assumir, na hora certa, compromissos maiores...

Quer colaborar a denotar a corrupção? Comece sendo justo, não enrolando os outros, não sendo corrupto nas pequenas coisas, não usando de "sabedoria" em beneficio próprio, denunciando as situações de corrupção que conhece... e estará se preparando também para denúncias maiores e lutas mais fortes... Quer colaborar a criar uma Igreja renovada, pobre, solidária, samaritana, missionária? Se liberte de tantos preconceitos, jogue fora toda atitude de rejeição e exclusão, abra as portas do seu coração para as pessoas que normalmente você rejeita, para os grupos dos quais você mantém as distâncias, seja aberto, acolhedor.... e estarás começando a construir um novo rosto de Igreja.

Quer colaborar para melhorar a situação do sertão? Zele pela água que temos ainda, não desperdice, cuide do lixo, não mate a natureza, denuncie o desmatamento, assuma com firmeza a guerra contra a proliferação do mosquito da dengue... e no momento oportuno terá "moral" para enfrentar outras batalhas maiores... Coisas simples, sim, mas concretas e eficazes na medida em que ajudam, favorecem uma mentalidade de paz, de cuidado, de solidariedade, de respeito de compaixão, e treinam a nossa capacidade de assumir nosso papel na construção de uma sociedade justa, fraterna e solidária.

 

O Jubileu da misericórdia que estamos iniciando hoje na diocese nos chama a assumir a vida de tantos irmãos, a situação de tantas periferias existenciais, que aguardam nossa presença e nosso testemunho. Abriremos daqui a pouco urna porta: a Porta da Misericórdia. Porta aberta? Sim. Aberta para que nós e todos possamos entrar, sentir-nos em casa, amados e acolhidos por Deus, perdoados, curados, transformados pelo seu amor divino.

Mas aberta também para sairmos anunciando e testemunhando o amor misericordiosos do Senhor, para que todos os que ainda não fizeram tal experiência forte possam tocar com mão, através de nós, que o Amor de Deus é eterno e sem fim sua Misericórdia. Que esta celebração reanime a fé e o compromisso. Que nosso empenho, colocado junto com a força de Deus, seja base firme onde apoiar a esperança e a alegria . Que a misericórdia de Deus, acolhida em nosso coração faça de nós também discípulos "misericordiosos como o Pai".

Amém.

Afogados da Ingazeira, 13 de dezembro de 2015. 

Porta Santa é aberta na diocese de Afogados da Ingazeira

A diocese de Afogados da Ingazeira viveu um momento histórico neste domingo (13) com a abertura da “Porta Santa” e do Ano Santo com uma grande romaria diocesena. A Praça Monsenhor Alfredo de Arruda Câmara ficou pequena para a quantidade de pessoas das 24 paróquias que vieram acompanhar e participar da celebração que deu início ao Ano Santo na diocese do Pajeú.

A concentração aconteceu na paróquia de São Francisco de onde todos saíram em caminhada até a Catedral onde aconteceu a missa presidida pelo bispo, dom Egídio Bisol, e concelebrada pelos padres das 24 paróquias que formam a diocese.

Em sua homilia, dom Egídio falou da importância e do significado do Jubileu da Misericórdia e da abertura da Porta Santa. “O Jubileu da Misericórdia que estamos iniciando hoje na diocese nos chama a assumir a vida de tantos irmãos, a situação de tantas periferias existenciais, que aguardam nossa presença e nosso testemunho. Abriremos daqui a pouco uma porta: a Porta da Misericórdia. Porta aberta? Sim. Aberta para que nós e todos possamos entrar, sentir-se em casa, amados e acolhidos por Deus, perdoados, curados, transformados pelo seu amor divino”, disse.

Dom Egídio também falou da guerra em que o mundo vive, do terrorismo sanguinário que não dá sinais de recuo; do nosso País envergonhado cada dia mais pelo aparecimento de falcatruas, pela corrupção assustadora, pela perda do sentido de bem comum, pela falta de ética na política, pelos roubos e desmandos; do nosso Estado campeão em casos de microcefalia e ainda enfrentando surtos fortes de dengue e outras doenças perigosas e do nosso Sertão que se encontra em situação de grave emergência por falta de água, com uma seca prolongada piorada do desmatamento, sem regra, da Caatinga “guardiã das águas” que é provocado pela ganância de uns e do desinteresse  de muitos, autoridades inclusive.

De acordo dom Egídio, não há motivos para alegria e há somente uma forma de cultivar e anunciar a alegria numa situação como essa, sem cair na ilusão e alienação que é com um alicerce bem firme: A Palavra de Deus. “E nós o que devemos fazer? A palavra de Deus responde: Quer colaborar com a paz no mundo? Comece arrancando do seu coração ódio e desejo de vingança, comece a viver o perdão e a solidariedade... E terás força para assumir, na hora certa, compromissos maiores... Quer colaborar a derrotar a corrupção? Comece sendo justo, não errolando os outros, não sendo corrupto nas pequenas coisas, não usando de sabedoria em benefício próprio...”, disse.

O bispo também falou sobre em criar uma igreja renovada, pobre e solidária e que para isso acontecer, todos devem se libertar de tantos preconceitos e abrir as portas do coração para as pessoas que normalmente cada um rejeita. Sobre em melhorar a situação do Sertão, o bispo pediu para zelem pela água que temos ainda, não desperdiçando, cuidando do lixo, não matando a natureza, denunciando o desmatamento e assumindo com firmeza a guerra contra a proliferação do mosquito da dengue.

Dom Egídio encerrou dizendo que aquela celebração a qual todos estavam participando reanime a fé e o compromisso. Que o empenho de todos, colocado junto com a força de Deus, seja base firme onde apoiar a esperança e a alegria e que a misericórdia de Deus, acolhida em nosso coração faça de nós também discípulos “misericordiosos como o Pai”.

 

CNBB divulga nota sobre momento nacional

Nesta terça-feira, 8 de dezembro, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nota sobre o momento nacional. O texto é assinado pela Presidência da entidade constituída pelo arcebispo de Brasília e presidente, dom Sergio da Rocha; pelo arcebispo de Salvador e vice-presidente, dom Murilo Krieger; e pelo bispo auxiliar de Brasília e secretário geral, dom Leonardo Steiner. “Neste momento grave da vida do país, a CNBB levanta sua voz para colaborar, fazendo chegar aos responsáveis o grito de dor desta nação atribulada, a fim de cessarem as hostilidades e não se permitir qualquer risco de desrespeito à ordem constitucional”, diz um trecho da nota. No texto, a CNBB apela para o diálogo e para a serenidade e expressa repúdio ao recurso da violência e da agressividade nas diferentes manifestações sobre a vida política do país. Confira, abaixo, a íntegra da nota.

NOTA SOBRE O MOMENTO NACIONAL

E nós somos todos irmãos e irmãs (cf. Mt 23,8)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, fiel à missão evangelizadora e profética da Igreja, acompanha, com apreensão e senso de corresponsabilidade, a grave crise política e econômica que atinge o país e, mais uma vez, se manifesta sobre o atual momento nacional.

Ao se pronunciar sobre questões políticas, a CNBB não adota postura político-partidária. Não sugere, não apoia ou reprova nomes, mas exerce o seu serviço à sociedade, à luz dos valores e princípios fundamentais da Doutrina Social da Igreja. Desse modo, procura respeitar a opção política de cada cidadão e a justa autonomia das instituições democráticas, incentivando a participação responsável e pacífica dos cristãos leigos e leigas na política.

Neste momento grave da vida do país, a CNBB levanta sua voz para colaborar, fazendo chegar aos responsáveis o grito de dor desta nação atribulada, a fim de cessarem as hostilidades e não se permitir qualquer risco de desrespeito à ordem constitucional. Nenhuma decisão seja tomada sob o impulso da paixão política ou ideológica. Os direitos democráticos e, sobretudo, a defesa do bem comum do povo brasileiro devem estar acima de interesses particulares de partidos ou de quaisquer outras corporações. É urgente resgatar a ética na política e a paz social, através do combate à corrupção, com rigor e imparcialidade, de acordo com os ditames da lei e as exigências da justiça.

Para preservar e promover a democracia, apelamos para o diálogo e para a serenidade. Repudiamos o recurso à violência e à agressividade nas diferentes manifestações sobre a vida política do país, e a todos exortamos com as palavras do Papa Francisco: “naquele que, hoje, considerais apenas um inimigo a abater, redescobri o vosso irmão e detende a vossa mão! (...) Ide ao encontro do outro com o diálogo, o perdão e a reconciliação, para construir a justiça, a confiança e a esperança ao vosso redor” (Mensagem para a Celebração do XLVII Dia Mundial da Paz, 1º de janeiro de 2014, 7).

Confiamos o Brasil ao Senhor da vida e da história, pedindo sabedoria para os governantes e paz para nosso povo.

Imaculada Conceição, vosso olhar a nós volvei, vossos filhos protegei!

Brasília-DF, 08 de dezembro de 2015

Dom Sergio da Rocha

Arcebispo de Brasília-DF

Presidente da CNBB

 

Dom Murilo S. R. Krieger

Arcebispo de São Salvador da Bahia- BA

Vice-presidente da CNBB

 

Dom Leonardo Ulrich Steiner

Bispo Auxiliar de Brasília-DF

Secretário Geral da CNBB