NOTÍCIAS DA DIOCESE

Dom Egídio e Pe. Josenildo recebem títulos de cidadãos afogadenses

Na noite da quarta, 16 de dezembro, aconteceu no Cine São José a sessão solene de entrega dos títulos de cidadãos afogadenses ao bispo dom Egídio Bisol e ao padre Josenildo Nunes de Oliveira. Nove vereadores estiveram presentes na sessão que teve como presidente o vereador José Carlos que substituiu o presidente Franklin que não pode estar presente. Faltaram os vereadores Renon de Ninô, José Edson e Vicente Zuza.

Além dos vereadores Augusto Martins e Antonieta Guimarães que propuseram os títulos de cidadãos, usaram da palavra o Vigário Geral da diocese, Monsenhor João Carlos Acioly Paz, o casal Jair Almeida e sua esposa Fátima, o secretário Alessandro Palmeira que esteve representando o prefeito e João Alves pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais.

O padre Josenildo disse que não sabia ao certo, até hoje, quais os critérios necessários para conferir a uma pessoa o título de cidadão e que durante os últimos dias ficou se perguntando se era merecedor de recebê-lo e o que isso acrescentaria em sua vida. Ainda segundo o padre, ele acredita que um dos pré-requisitos seja morar durante vários anos em uma localidade e por isso agradece a Deus pelos 15 anos que reside no município. “Foi uma cidade que me acolheu com grande hospitalidade, a iniciar pelos cinco anos que estive na Rua Nova (São Francisco) e depois os dez que estou na paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios com quem tenho me realizado como pessoa e presbítero. Essa homenagem nos compromete a fazer mais do que já fizemos até hoje enquanto estiver por aqui”, disse o padre.

Dom Egídio falou aos presentes e disse que aquele título recebido sentia mais do que como gesto de consideração a sua pessoa, mas também muito mais ao serviço episcopal que está exercendo e a diocese do Pajeú que está presidindo. “No meu entender esse título deixa transparecer a confiança recíproca, existente e a construir, que faz com que nos sentimos Câmara de Vereadores e Diocese, parceiros no compromisso a serviço do crescimento da cidade e do aprimoramento de suas estruturas de governo em função do bem comum. Tarefa árdua em tempos de forte individualismo e fragilidade ética onde interesses individuais ou de grupos tentam constantemente passar pra trás o bem comum e muitas vezes até conseguem, infelizmente”, disse dom Egídio.

O bispo ainda disse que estava renovando naquele momento a sua disponibilidade e da diocese na colaboração fecunda, educação, defesa do meio ambiente, convivência com o semiárido, cultivo dos valores básico para uma convivência saudável e outras mais que já são frequentadas e que poderão ser espaços para novas colaborações. Para encerrar, o bispo que durante vários anos esteve residindo em São José do Egito, disse que pegou algum “vírus” devido a morar em uma terra que é cheia de poetas e encerrou dizendo: “É mais um nó apertado, em um cordão antigo e novo, que há muito tempo me prende ao Pajeú e a seu grande povo. Laço de zelo e ternura, cultivado com cuidado, força que une e milita o pastor e o rebanho amado”.

Homilia de dom Egídio na abertura do Ano Santo na diocese repercute

Veja na íntegra a homilia de dom Egídio Bisol do domingo, 13 de dezembro, durante a missa de abertura da Porta Santa e do Ano Santo da Misericórdia na diocese.

TERCEIRO DOMINGO DO ADVENTO

ROMARIA DIOCESANA

Caros irmãos, irmãs queridas, A liturgia do 3° domingo do advento convida à alegria. "Alegrai-vos sempre no Senhor: eu repito, alegrai-vos" nos lembra Paulo, fazendo eco à profecia de Sofonias "Canta de alegria, cidade de Sião, rejubila povo de Israel. Alegra-te e exulta de todo coração, cidade de Jerusalém".

Alguém que não compartilhasse da nossa fé e chegasse aqui hoje, ouvindo tantos convite à alegria poderia até dizer: "que povo alienado! na situação em que nos encontramos, onde estão os motivos da alegria?"

Realmente o mundo vive em guerra, o terrorismo sanguinário não dá sinais de recuo, multidões tem que deixar sua própria terra que se tornou hostil à vida delas, cristãos são perseguidos e martirizados em muito lugares...

Nossa igreja não está isenta de problemas, tendo que enfrentar escândalos, fechamentos, resistências e conflitos pesados.

Nosso Pais envergonhado cada dia mais pelo aparecimento de muitas falcatruas, pela corrupção assustadora, pela perda do sentido do bem comum, pela falta de ética na política, pelos roubos e desmandos.

Nosso Estado, campeão em casos de microcefalia, com todas as consequências gravíssimas que tal doença pode trazer para a vida de tantas crianças e suas famílias. E ainda enfrentando surtos fortes de dengue e outras doenças perigosas. Nosso sertão, em situação de grave emergência por falta de água, uma seca prolongada piorada pelo desmatamento, sem regra, da caatinga "guardiã das águas", provocado pela ganância de uns e o desinteresse de muitos, autoridades inclusive.

Onde estão os motivos da alegria? Como cultivar e anunciar a alegria, numa situação como essa, sem cair na ilusão e alienação?

Claro que a nossa alegria tem alicerces bem firmes: é a Palavra de Deus a renovar em nós a alegre esperança, pois o nosso Deus não nos abandona e se torna companheiro de caminhada. Se faz "próximo".

Mas para termos direito de viver a alegre esperança do Advento que estamos vivendo e do Natal que se aproxima , precisamos dar atenção ao que nos diz o texto do evangelho de hoje: as pessoas que escutavam a pregação de João Batista não viviam em situações melhores do que as nossas: seja do ponto de vista econômico, como do ponto de vista político e ético. Elas estavam procurando no testemunho do João Batista uma luz que ajudasse a construir algo positivo para elas e para o país. E vem a pergunta insistente: Que devemos fazer? que devemos fazer, Mestre?

João Batista responde: comecem com coisas simples e concretas, capazes de criar um processo de renovação: partilha, respeito, justiça, solidariedade....

Nós também, diante da situação difícil, no grande mundo e também em nosso pequeno mundo apresentamos hoje ao Senhor a mesma pergunta: E nós o que devemos fazer?

A palavra de Deus responde: Quer colaborar com a paz no mundo? Comece arrancando do seu coração ódio e desejo de vingança, comece a viver o perdão e a solidariedade... E terás força para assumir, na hora certa, compromissos maiores...

Quer colaborar a denotar a corrupção? Comece sendo justo, não enrolando os outros, não sendo corrupto nas pequenas coisas, não usando de "sabedoria" em beneficio próprio, denunciando as situações de corrupção que conhece... e estará se preparando também para denúncias maiores e lutas mais fortes... Quer colaborar a criar uma Igreja renovada, pobre, solidária, samaritana, missionária? Se liberte de tantos preconceitos, jogue fora toda atitude de rejeição e exclusão, abra as portas do seu coração para as pessoas que normalmente você rejeita, para os grupos dos quais você mantém as distâncias, seja aberto, acolhedor.... e estarás começando a construir um novo rosto de Igreja.

Quer colaborar para melhorar a situação do sertão? Zele pela água que temos ainda, não desperdice, cuide do lixo, não mate a natureza, denuncie o desmatamento, assuma com firmeza a guerra contra a proliferação do mosquito da dengue... e no momento oportuno terá "moral" para enfrentar outras batalhas maiores... Coisas simples, sim, mas concretas e eficazes na medida em que ajudam, favorecem uma mentalidade de paz, de cuidado, de solidariedade, de respeito de compaixão, e treinam a nossa capacidade de assumir nosso papel na construção de uma sociedade justa, fraterna e solidária.

 

O Jubileu da misericórdia que estamos iniciando hoje na diocese nos chama a assumir a vida de tantos irmãos, a situação de tantas periferias existenciais, que aguardam nossa presença e nosso testemunho. Abriremos daqui a pouco urna porta: a Porta da Misericórdia. Porta aberta? Sim. Aberta para que nós e todos possamos entrar, sentir-nos em casa, amados e acolhidos por Deus, perdoados, curados, transformados pelo seu amor divino.

Mas aberta também para sairmos anunciando e testemunhando o amor misericordiosos do Senhor, para que todos os que ainda não fizeram tal experiência forte possam tocar com mão, através de nós, que o Amor de Deus é eterno e sem fim sua Misericórdia. Que esta celebração reanime a fé e o compromisso. Que nosso empenho, colocado junto com a força de Deus, seja base firme onde apoiar a esperança e a alegria . Que a misericórdia de Deus, acolhida em nosso coração faça de nós também discípulos "misericordiosos como o Pai".

Amém.

Afogados da Ingazeira, 13 de dezembro de 2015. 

Porta Santa é aberta na diocese de Afogados da Ingazeira

A diocese de Afogados da Ingazeira viveu um momento histórico neste domingo (13) com a abertura da “Porta Santa” e do Ano Santo com uma grande romaria diocesena. A Praça Monsenhor Alfredo de Arruda Câmara ficou pequena para a quantidade de pessoas das 24 paróquias que vieram acompanhar e participar da celebração que deu início ao Ano Santo na diocese do Pajeú.

A concentração aconteceu na paróquia de São Francisco de onde todos saíram em caminhada até a Catedral onde aconteceu a missa presidida pelo bispo, dom Egídio Bisol, e concelebrada pelos padres das 24 paróquias que formam a diocese.

Em sua homilia, dom Egídio falou da importância e do significado do Jubileu da Misericórdia e da abertura da Porta Santa. “O Jubileu da Misericórdia que estamos iniciando hoje na diocese nos chama a assumir a vida de tantos irmãos, a situação de tantas periferias existenciais, que aguardam nossa presença e nosso testemunho. Abriremos daqui a pouco uma porta: a Porta da Misericórdia. Porta aberta? Sim. Aberta para que nós e todos possamos entrar, sentir-se em casa, amados e acolhidos por Deus, perdoados, curados, transformados pelo seu amor divino”, disse.

Dom Egídio também falou da guerra em que o mundo vive, do terrorismo sanguinário que não dá sinais de recuo; do nosso País envergonhado cada dia mais pelo aparecimento de falcatruas, pela corrupção assustadora, pela perda do sentido de bem comum, pela falta de ética na política, pelos roubos e desmandos; do nosso Estado campeão em casos de microcefalia e ainda enfrentando surtos fortes de dengue e outras doenças perigosas e do nosso Sertão que se encontra em situação de grave emergência por falta de água, com uma seca prolongada piorada do desmatamento, sem regra, da Caatinga “guardiã das águas” que é provocado pela ganância de uns e do desinteresse  de muitos, autoridades inclusive.

De acordo dom Egídio, não há motivos para alegria e há somente uma forma de cultivar e anunciar a alegria numa situação como essa, sem cair na ilusão e alienação que é com um alicerce bem firme: A Palavra de Deus. “E nós o que devemos fazer? A palavra de Deus responde: Quer colaborar com a paz no mundo? Comece arrancando do seu coração ódio e desejo de vingança, comece a viver o perdão e a solidariedade... E terás força para assumir, na hora certa, compromissos maiores... Quer colaborar a derrotar a corrupção? Comece sendo justo, não errolando os outros, não sendo corrupto nas pequenas coisas, não usando de sabedoria em benefício próprio...”, disse.

O bispo também falou sobre em criar uma igreja renovada, pobre e solidária e que para isso acontecer, todos devem se libertar de tantos preconceitos e abrir as portas do coração para as pessoas que normalmente cada um rejeita. Sobre em melhorar a situação do Sertão, o bispo pediu para zelem pela água que temos ainda, não desperdiçando, cuidando do lixo, não matando a natureza, denunciando o desmatamento e assumindo com firmeza a guerra contra a proliferação do mosquito da dengue.

Dom Egídio encerrou dizendo que aquela celebração a qual todos estavam participando reanime a fé e o compromisso. Que o empenho de todos, colocado junto com a força de Deus, seja base firme onde apoiar a esperança e a alegria e que a misericórdia de Deus, acolhida em nosso coração faça de nós também discípulos “misericordiosos como o Pai”.

 

CNBB divulga nota sobre momento nacional

Nesta terça-feira, 8 de dezembro, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nota sobre o momento nacional. O texto é assinado pela Presidência da entidade constituída pelo arcebispo de Brasília e presidente, dom Sergio da Rocha; pelo arcebispo de Salvador e vice-presidente, dom Murilo Krieger; e pelo bispo auxiliar de Brasília e secretário geral, dom Leonardo Steiner. “Neste momento grave da vida do país, a CNBB levanta sua voz para colaborar, fazendo chegar aos responsáveis o grito de dor desta nação atribulada, a fim de cessarem as hostilidades e não se permitir qualquer risco de desrespeito à ordem constitucional”, diz um trecho da nota. No texto, a CNBB apela para o diálogo e para a serenidade e expressa repúdio ao recurso da violência e da agressividade nas diferentes manifestações sobre a vida política do país. Confira, abaixo, a íntegra da nota.

NOTA SOBRE O MOMENTO NACIONAL

E nós somos todos irmãos e irmãs (cf. Mt 23,8)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, fiel à missão evangelizadora e profética da Igreja, acompanha, com apreensão e senso de corresponsabilidade, a grave crise política e econômica que atinge o país e, mais uma vez, se manifesta sobre o atual momento nacional.

Ao se pronunciar sobre questões políticas, a CNBB não adota postura político-partidária. Não sugere, não apoia ou reprova nomes, mas exerce o seu serviço à sociedade, à luz dos valores e princípios fundamentais da Doutrina Social da Igreja. Desse modo, procura respeitar a opção política de cada cidadão e a justa autonomia das instituições democráticas, incentivando a participação responsável e pacífica dos cristãos leigos e leigas na política.

Neste momento grave da vida do país, a CNBB levanta sua voz para colaborar, fazendo chegar aos responsáveis o grito de dor desta nação atribulada, a fim de cessarem as hostilidades e não se permitir qualquer risco de desrespeito à ordem constitucional. Nenhuma decisão seja tomada sob o impulso da paixão política ou ideológica. Os direitos democráticos e, sobretudo, a defesa do bem comum do povo brasileiro devem estar acima de interesses particulares de partidos ou de quaisquer outras corporações. É urgente resgatar a ética na política e a paz social, através do combate à corrupção, com rigor e imparcialidade, de acordo com os ditames da lei e as exigências da justiça.

Para preservar e promover a democracia, apelamos para o diálogo e para a serenidade. Repudiamos o recurso à violência e à agressividade nas diferentes manifestações sobre a vida política do país, e a todos exortamos com as palavras do Papa Francisco: “naquele que, hoje, considerais apenas um inimigo a abater, redescobri o vosso irmão e detende a vossa mão! (...) Ide ao encontro do outro com o diálogo, o perdão e a reconciliação, para construir a justiça, a confiança e a esperança ao vosso redor” (Mensagem para a Celebração do XLVII Dia Mundial da Paz, 1º de janeiro de 2014, 7).

Confiamos o Brasil ao Senhor da vida e da história, pedindo sabedoria para os governantes e paz para nosso povo.

Imaculada Conceição, vosso olhar a nós volvei, vossos filhos protegei!

Brasília-DF, 08 de dezembro de 2015

Dom Sergio da Rocha

Arcebispo de Brasília-DF

Presidente da CNBB

 

Dom Murilo S. R. Krieger

Arcebispo de São Salvador da Bahia- BA

Vice-presidente da CNBB

 

Dom Leonardo Ulrich Steiner

Bispo Auxiliar de Brasília-DF

Secretário Geral da CNBB

Papa dá início ao Ano Santo sob forte esquema de segurança

O papa Francisco abriu nesta terça-feira a Porta Santa da basílica de São Pedro para inaugurar o Jubileu da Misericórdia, diante de milhares de peregrinos.

O papa parou por alguns minutos para rezar no limiar da porta, que geralmente permanece fechada, seguido pelo papa emérito Bento XVI, a primeira vez na história que dois pontífices inauguram um jubileu.

A cerimônia foi exibida ao vivo pela TV em vários países do mundo.

Com o ato simbólico, Francisco faz um apelo à Igreja para que se "abra ao mundo", respeite o próprio "impulso missionário" de ser "samaritano" e de "antepor a misericórdia ao julgamento".

Quase 50.000 pessoas acompanharam a missa, incluindo o primeiro-ministro italiano Matteo Renzi e o presidente da República, Sergio Matarella.

O primeiro jubileu da era Francisco foi marcado por imponentes medidas de segurança ao redor do Vaticano, adotadas depois dos atentados de Paris em 13 de novembro que mataram 130 pessoas.

O papa, de 78 anos, com o rosto sério e um pouco cansado, celebrou a missa em um altar instalado diante da esplanada e para centenas de cardeais, bispos e padres, além de fiéis.

Grupo Fé e Política Dom Francisco diz que não estão havendo medidas eficazes no combate ao desmatamento na região

 

O Grupo Fé e Política Dom Francisco da diocese de Afogados da Ingazeira esteve reunido à semana passada e divulgou uma Carta Denúncia II mostrando que as medidas tomadas pelo Governo do Estado no tocante ao desmatamento na região do Pajeú ainda não estão sendo de formas eficazes e permanentes. Em março deste ano, foi entregue ao governador Paulo Câmara em Afogados da Ingazeira um documento mostrando e denunciando a situação de degradação ambiental do Bioma na região.

Confira a carta na íntegra:

GRUPO DE TRABALHO CONTRA O DESMATAMENTO DA CAATINGA NO SERTÃO DO PAJEÚ
Carta Denuncia II

Afogados da Ingazeira-PE, 26 de novembro de 2015.

Em março deste ano, durante o Seminário Todos por Pernambuco em Afogados da Ingazeira, o Grupo Fé e Política Dom Francisco, representado pelo Bispo da Diocese de Afogados da Ingazeira Dom Egídio Bisol, entregou ao Senhor Governador Paulo Câmara documento assinado por instituições de diversos segmentos sociais, denunciando a situação de degradação ambiental do Bioma Caatinga no Território do Sertão do Pajeú. 

O Documento – Denúncia é resultado de um diagnóstico, realizado por integrantes do Grupo em quatro municípios, sobre o desmatamento ilegal e o transporte irregular de lenha da Caatinga, constatando a ocorrência preocupante de um fluxo semanal de cerca de 150 caminhões transportando lenha nas rodovias estaduais, quase sem nenhum controle por parte dos órgãos de monitoramento e fiscalização ambiental do Estado. 

Voltamos a reforçar neste momento, que o desmatamento desenfreado da caatinga tem contribuído para o agravamento do passivo ambiental do bioma com o assoreamento e esvaziamento total de rios e riachos intermitentes e reservatórios de água, destruição da mata ciliar, extração mineral ilegal com forte impacto sobre a vida de famílias de agricultores e agricultoras, levando, inclusive ao ressecamento dos aquíferos subterrâneos pela extração de saibro e areia.

Esse quadro devastador, provocado pela retirada indiscriminada da mata de Caatinga, só agrava ainda mais a agonizante situação em que já se encontra o Rio Pajeú. A perda quase total da mata ciliar, os efluentes contaminados pelos esgotos, o lixo lançado nas suas margens ou calha e as construções irregulares nas áreas de proteção de seus riachos e margens, já levou a contaminação de seus importantes reservatórios. Estamos caminhando para o quinto ano de seca na região e mais de 40.000.000 de m3 de água existentes hoje nos açudes Serrinha e Jazigo (Serra Talhada) estão condenados pela proliferação de Cianobactérias, originadas pelo caldo orgânico despejado diretamente e diariamente nos mesmos, impossibilitando a população de consumir toda essa água pelo risco e os potenciais danos provocados à vida humana e dos animais pelas poderosas toxinas produzidas por esses seres que só se proliferam em condições de ambientes aquáticos extremamente degradados. 

Aproveitamos a oportunidade, para registrar que circula entre a população local a suspeita de que deputados estaduais da base de apoio do governo estariam pressionando a CPRH para suspender os embargos impostos às construções ilegais na margem do Rio Pajeú, favorecendo aliados políticos locais e que proprietários de terra, com planos de manejo florestal aprovados pela CPRH, estariam vendendo documento de origem florestal (DOFs) para “legalizar” operações de desmatamento e transporte ilegal de lenha da Caatinga: um ato duplamente criminoso no nosso entendimento, que demonstraria a fragilidade do órgão ambiental do Estado na efetiva fiscalização de operações e monitoramento dos planos de manejo florestais.

Queremos enfatizar que as palavras ditas pelo Sr. Governador, em resposta dada imediatamente após o recebimento do “Documento – Denúncia” durante o Seminário “Todos por Pernambuco”, com a frase dirigida ao Secretário de Meio Ambiente e a população do território: “vamos acabar com esse absurdo”, não se traduziu, até o presente momento em medidas eficazes e permanentes para desarticular e acabar em definitivo com os desmatamentos criminosos que continuam, a pleno vapor, dentro da já degradada região do Pajeú. Nove meses depois do Seminário, temos notícia que apenas três operações da CPRH foram realizadas: apreensões de alguns caminhões de lenha, soltura de aves silvestres e outros animais mantidos em cativeiro e destruição de alguns fornos de produção de carvão vegetal. Isso é muito pouco para a gravidade do quadro que vivenciamos na maior bacia hidrográfica do Estado.

Tais medidas reacendem na população a esperança de que se tornem permanentes, mas a falta de regularidade e o pouco resultado das operações deixam a impressão de servir apenas de paliativo, diante dos graves problemas denunciados pelo nosso Grupo. As poucas operações realizadas pela CPRH na região ainda revelam um fato preocupante: a falta de estrutura da mesma (CPRH) para atender a grande demanda de combate aos crimes ambientais contra o bioma Caatinga no Pajeú e no Estado como um todo.

Essa é uma questão que ganha ainda mais relevância quando percebemos que este importante e único órgão ambiental do Estado encontra-se em situação de enorme precariedade: o insignificante aporte de recursos financeiros que vem recebendo, o fato da CPRH dispor de apenas quatro agentes de fiscalização para todo o território estadual, e a atuação praticamente inexistente da polícia do CIPOMA em toda a região da Caatinga. Em síntese, falta estrutura de recursos humanos, materiais e financeiros que permitam ao órgão ambiental desenvolver minimamente uma política sistemática de fiscalização e combate aos crimes ambientais, em harmonia com ações de educação ambiental, com impactos positivos e permanentes no manejo sustentável da Caatinga.

Dessa forma, entendemos que uma resposta imediata e adequada aos reclames do povo do Pajeú, diante do quadro de colapso iminente dos recursos naturais em toda a região, deve ir muito além de ações esporádicas e desestruturadas da CPRH, exigindo do governo medidas enérgicas e efetivas de fiscalização e embargo de empreendimentos que utilizam lenha ou carvão vegetal de espécies nativas, sem a comprovação da origem florestal, além da necessária e imediata exigência de planos de manejo para o setor florestal e o monitoramento das operações de corte. Faz- se urgente ainda uma investigação policial e de inteligência visando acabar com o que consideramos uma máfia da venda ilegal de documentos de origem florestal. A sociedade exige ainda do Governo uma ação forte no combate à apreensão e tráfico de aves e outros animais silvestres, pois a fauna também entrou num processo de extinção total.

Diante do quadro que se agrava a cada momento, entendemos que a nossa omissão, e principalmente do Governo, no trato destas questões, nos levará para um caminho que acreditamos não ter volta, inviabilizando toda e qualquer possibilidade de vida biológica, social ou econômica na nossa região. Dessa forma, estamos aqui mais uma vez buscando compromisso do Governo do Estado e sua efetiva ação para reversão imediata destas questões e que, dada a importância e gravidade da situação, as ações postas em prática pelos seus agentes sejam feitas com a máxima transparência em relação aos resultados das operações, principalmente aquelas realizadas a cabo pela CPRH no Pajeú, além de entendermos ser também imprescindível a circulação de informações relativas à quantidade de caminhões de madeira abordados e autuados e o destino final dos animais apreendidos.

O grupo de trabalho contra o desmatamento da Caatinga no sertão do Pajeú:

Dom Egidio Bisol - Bispo da Diocese de Afogados da Ingazeira
Grupo Fé e Política da Diocese de Afogados da Ingazeira
UFRPE / NEPPAS
Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Afogados da Ingazeira
DIACONIA
Equipe ecológica Corujão – Carnaíba
Colegiado Territorial da Cidadania
Secretaria de desenvolvimento rural de Tuparetama
Conselho de desenvolvimento rural sustentável de Carnaíba
COPAP – Comissão Parlamentar do Pajeú
Câmara de Vereadores de Carnaíba

Diocese realiza encontro no Médio Pajeú em preparação para as missões populares

No sábado, 21 de novembro, aconteceu o segundo encontro da diocese de Afogados da Ingazeira com a participação do bispo dom Egídio Bisol com os missionários em preparação para as santas missões populares que acontecerão em 2016 na diocese com a imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida e também em preparação para a comemoração dos 60 anos da diocese. Esse encontro foi com os missionários do setor Médio Pajeú da diocese, onde já aconteceu o encontro no Alto Pajeú e posteriormente acontecerá o encontro no Baixo Pajeú.

Mais de 220 pessoas estiveram participando do encontro que ocorreu no Cine São José em Afogados da Ingazeira e que contou também com a presença de vários padres das paróquias que compreendem o setor Médio Pajeú. Dom Egídio falou para os presentes da importância de ser missionário e também qual é a missão do missionário. “Precisamos, seguindo a Jesus, descobrir que quanto mais nos colocaremos a serviço dos irmãos dentro da comunidade e dentro da cidade, quanto mais estaremos encontrando a felicidade. A felicidade que Jesus nos apresenta passa por esse serviço”, disse o bispo.

Dom Egidio escreve artigo sobre dom Francisco e o "Pacto das Catacumbas"

Quem teve a graça de conviver, de perto, com Dom Francisco, pode testemunhar o quanto ele levou a sério o compromisso assumido no “PACTO DAS CATACUMBAS” (16/11/1965), que marcou seu longo caminho de despojamento, de entrega aos mais pobres, de cuidado com o povo do Pajeú.


Dom Francisco viveu a pobreza: vestia com simplicidade, não amava insígnias, muito menos “luxuosas”, por muitos anos sua alimentação vinha “na marmita” do hotel vizinho. Para se locomover usou, enquanto pôde, os transportes públicos. Sua residência era sóbria e aberta a todos.....


Estava sempre disponível para atender os que o procuravam: ele passava manhãs inteiras acolhendo as pessoas, em sua maioria pobres, ouvindo, falando, aconselhando, oferecendo ajuda. Tudo o que possuía estava a serviço do povo e do trabalho pastoral.


Justamente o lembramos como “o profeta do Pajeú” porque sua voz se fez frequentemente a “voz dos que não tinham voz” em defesa dos pobres e excluídos, em tempos difíceis para as pessoas e para o País.


Seu temperamento “forte” podia até espantar quem não o conhecia bem, mas ele amava profundamente seu povo, seus padres e colaboradores, e transmitia a todos confiança, segurança, esperança.


Sua "presença", ainda muito viva entre nós, continua oferecendo-nos luz e força neste tempo em que o Papa Francisco lembra com insistência a necessidade de sermos, ao lado de tantos que sofrem, uma Igreja pobre, missionária, serva e samaritana, sinal concreto e visível do Amor de um Deus “Rico em Misericórdia”.

 

O PACTO DAS CATACUMBAS

50 anos atrás (16.11.1965) um grupo de Bispos participantes da ultima sessão do Concílio Vaticano II - entre eles também nosso saudoso Dom Francisco Austregésilo de Mesquita Filho, assinou um compromisso conhecido como “Pacto das Catacumbas”.

O texto merece, ainda hoje, toda nossa atenção e profunda reflexão.

Leia mais:Dom Egidio escreve artigo sobre dom Francisco e o "Pacto das Catacumbas"

II módulo para futuros Ministros da Palavra foi realizado

Aconteceu no sábado, 14 de novembro, o II módulo da Escola de Ministros da Palavra  da diocese de Afogados da Ingazeira. Estiveram participando 80 pessoas de várias paróquias.

A abertura da 2ª Escola de Formação para Ministros Extraordinários da Palavra aconteceu no dia 8 de agosto no Stella Marys em Triunfo/PE e teve a abertura feita pelo bispo dom Egídio Bisol. Em abril deste ano, foram instituídos 132 Ministros da Palavra que já atuam em todo o território da diocese. 

Representantes da diocese participam de encontro promovido pela diocese de Garanhuns

Nos dias 05, 06 e 07 deste mês de novembro a diocese de Garanhuns foi sede do Seminário Missionário da Província Eclesiástica de Pernambuco. Com o tema: O compromisso missionário a partir da Evangelii Gaudium, os membros dos COMIDI'S (Comissão Missionária Diocesana) de cada uma das 10 dioceses representadas no encontro, refletiram sobre as intuições do Papa Francisco para um novo jeito de evangelização. "Uma Igreja que veio ao mundo para servir" esse é o apelo do nosso querido papa. O seminário foi promovido pelo COMIRE NE2 (Comissão Missionária do Regional Nordeste 2) e contou com a assessoria do nosso pastor diocesano dom Egídio Bisol.

Representando a diocese de Afogados estavam presentes o Pe. Genildo Herculano, Josenilson Nóbrega, Ir Marlene e o seminarista Klebson Andrade. Durante o encontro todos os presentes partilharam um pouco da experiência missionária na diocese e acolheram propostas para a missão diocesana.

5º Encontro da Juventude Mariana Vicentina aconteceu na diocese

Neste domingo, 01 de novembro, no Colégio da Imaculada Conceição - Serra Talhada o Conselho do Regional Serra Talhada promoveu o V Encontro Regional da JMV – Juventude Mariana Vicentina, contado a participação dos grupos de Arcoverde, Itapetim, Sertânia e Serra Talhada. Totalizando 125 participantes, entre jovens, irmãs e voluntários.

A associação Juventude Mariana Vicentina é o fruto de um desejo revelado nas aparições da Virgem Maria, em 1830, a Santa Catarina Labouré, filha da caridade, que a encarregou de uma missão: organizar uma associação: a Confraria de Filhas de Maria para as quais "as graças serão abundantes para os que as pedirem com confiança e fervor".


No mesmo ano a Santíssima Virgem aparece novamente a Catarina e pede que se faça "cunhar uma medalha" que diria "Ó Maria concebida sem pecado rogai por nós que recorremos a vós". A esta medalha são atribuídas muitas curas/conversões. É a chamada "Medalha Milagrosa". (Por Adriano Santos)