NOTÍCIAS DA DIOCESE

Afogadense Mateus Ataide é ordenado sacerdote pelo papa Francisco

No Altar da Confissão da Basílica de São Pedro, o Papa Francisco conferiu o ministério sacerdotal a nove diáconos, na presença de várias centenas de fiéis, todos usando máscaras, incluindo os novos ordenandos. Concelebraram o cardeal Angelo De Donatis, vigário geral do Papa para a Diocese de Roma, Dom Gianpiero Palmieri, vice-regente de Roma, alguns cardeais, bispos auxiliares, superiores dos seminários onde os novos sacerdotes foram formados ​​e os párocos dos ordenandos.
 
Dentre os ordenados, estava o Afogadense Mateus Henrique Ataíde da Cruz.
 
Sacerdócio não é uma carreira, é um serviço
 
O Papa, em uma homilia proferida de forma espontânea, convidou os novos sacerdotes a serem pastores, como o Senhor, “é isso o que ele quer de vocês: pastores. Pastores do Santo povo fiel de Deus. Pastores que vão com o povo de Deus: às vezes na frente, no meio, atrás do rebanho, mas sempre ali, com o povo de Deus", repetiu Francisco, que convidou a superar a linguagem de um tempo que fala de “carreira eclesiástica”. “Isto não é uma carreira: é um serviço, um serviço como o mesmo que Deus fez ao seu povo”, afirmou.
 
Proximidade, compaixão, ternura
 
Estas são as três palavras que distinguem o estilo de Deus e que o Papa as examina detalhadamente, entregando aos novos sacerdotes a imitação desse estilo. Ele se detém em particular nas quatro declinações de proximidade: com Deus, na oração, nos Sacramentos, na Missa.
 
“Falar com o Senhor, estar próximo do Senhor”, esta é a preocupação do Papa, que recorda que o Senhor se fez próximo de nós em seu Filho. E que esteve próximo no caminho de discernimento vocacional dos ordenandos, “mesmo nos maus momentos do pecado: ele estava lá. Proximidade. Estejam próximos do santo povo fiel de Deus, mas antes de tudo perto de Deus, com a oração”. E diz: “Um sacerdote que não reza lentamente apaga o fogo do Espírito em seu interior”.
 
Sejam colaboradores do bispo
 
“No bispo tereis a unidade”, esta é a principal razão pela qual é importante permanecer firme com o seu bispo. “Vós sois colaboradores do bispo”, diz o Papa, que recorda um episódio de muito tempo atrás: “Um sacerdote teve a infelicidade - digamos assim - de me fazer escorregar. A primeira coisa que tive em mente foi chamar o bispo. Mesmo nos momentos difíceis, chama o bispo para estar perto dele”. O Papa sublinha a paternidade espiritual do bispo, a quem se confiar com humildade.
 
Não cair na fofoca
 
O Papa sugeriu um propósito para este dia: nunca falar pelas costas de um irmão sacerdote. “Se vocês tiverem alguma coisa contra o outro - disse Francisco - sejam homens (...), vão lá e digam na frente”. E enfatizou mais uma vez a nunca falar pelas costas. “Não sejam fofoqueiros. Não caiam na fofoca” e recomendou a unidade: no Conselho Episcopal, nas comissões, no trabalho.
 
Sacerdotes do povo, não clérigos do Estado
 
“Nenhum de vocês estudou para se tornar sacerdote. Vocês estudaram ciências eclesiásticas”, continou Francisco, dirigindo-se novamente aos ordenandos. “Vocês foram eleitos, tirados do povo de Deus”. E cita as palavras do Senhor a Davi: "Eu te tirei de trás do rebanho". Então, convida a não se esquecerem de onde vieram: “de sua família, de seu povo. Não percam o faro do povo de Deus”.
 
O Santo Padre também cita o apóstolo Paulo que disse a Timóteo para se lembrar de sua mãe, sua avó, das próprias origens.  O autor da Carta aos Hebreus diz: «Lembrai-vos daqueles que vos introduziram na fé». Francisco deixa com clareza este convite: “Sejam sacerdotes do povo, não clérigos do Estado!”.
 
Não fechar o coração aos problemas das pessoas
 
O Papa exorta os sacerdotes a "perderem tempo ouvindo e consolando", e a serem dispensadores do perdão de Deus, que nunca se cansa de perdoar. Usar a “terna compaixão, de família, de pai, que faz sentir que tu estás na casa de Deus”: é o estilo que o Papa deseja aos padres, na recomendação de não serem “galgadores”, perseguindo o orgulho do dinheiro. “Sacerdotes, não empresários”, repete o Pontífice, convidando-os a não terem medo: “Se tiverem o estilo de Deus, tudo irá bem”.
 
Texto: Vatican News

CNBB divulga mensagem ao povo brasileiro aprovada pelos bispos reunidos em assembleia

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulga nesta sexta-feira, 16 de abril, a mensagem do episcopado brasileiro que reunido, de modo online, na 58ª Assembleia Geral da CNBB, se dirigiu ao povo neste grave momento.
 
No texto, os bispos afirmam que diante da atual situação pela qual passa o Brasil, sobretudo em tempos de pandemia, não podem se calar quando a vida é “ameaçada, os direitos desrespeitados, a justiça corrompida e a violência instaurada”. Os bispos asseguram que são pastores e que têm a missão de cuidar. “Nosso coração sofre com a restrita participação do Povo de Deus nos templos. Contudo, a sacralidade da vida humana exige de nós sensatez e responsabilidade”, dizem.
 
Na mensagem, os bispos reiteram que no atual momento precisam continuar a observar as medidas sanitárias que dizem respeito às celebrações presenciais. Reconhecem agradecidos que as famílias têm sido espaço privilegiado da vivência da fé e da solidariedade. “Elas têm encontrado nas iniciativas de nossas comunidades, através de subsídios e celebrações online, a possibilidade de vivenciarem intensamente a Igreja doméstica. Unidos na oração e no cuidado pela vida, superaremos esse momento”.
 
Os bispos afirmam que os três poderes da República têm, cada um na sua especificidade, a missão de conduzir o Brasil nos ditames da Constituição Federal, que preconiza a saúde como “direito de todos e dever do Estado” e que o momento exige competência e lucidez. “São inaceitáveis discursos e atitudes que negam a realidade da pandemia, desprezam as medidas sanitárias e ameaçam o Estado Democrático de Direito”, afirmam.
 
Fazem, ainda, um forte apelo à unidade das Igrejas, entidades, movimentos sociais e todas as pessoas de boa vontade, em torno do Pacto pela Vida e pelo Brasil: “Assumamos, com renovado compromisso, iniciativas concretas para a promoção da solidariedade e da partilha. A travessia rumo a um novo tempo é desafiadora, contudo, temos a oportunidade privilegiada de reconstrução da sociedade brasileira sobre os alicerces da justiça e da paz, trilhando o caminho da fraternidade e do diálogo. Como nos animou o Papa Francisco: “o anúncio Pascal é um anúncio que renova a esperança nos nossos corações: não podemos dar-nos por vencidos!”.
 
Confira o texto na íntegra:
 
 
MENSAGEM DA 58ª ASSEMBLEIA GERAL DA CNBB AO POVO BRASILEIRO
 
Esperamos novos céus e uma nova terra, onde habitará a justiça. (2Pd 3,13)
 
 
Movidos pela esperança que brota do Evangelho, nós, Bispos do Brasil, reunidos, de modo online, na 58ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, de 12 a 16 de abril de 2021, neste grave momento, dirigimos nossa mensagem ao povo brasileiro.
 
Expressamos a nossa oração e a nossa solidariedade aos enfermos, às famílias que perderam seus entes queridos e a todos os que mais sofrem as consequências da Covid-19. Na certeza da Ressurreição, trazemos em nossas preces, particularmente, os falecidos. Ao mesmo tempo, manifestamos a nossa profunda gratidão aos profissionais de saúde e a todas as pessoas que têm doado a sua vida em favor dos doentes, prestado serviços essenciais e contribuído para enfrentar a pandemia.
 
O Brasil experimenta o aprofundamento de uma grave crise sanitária, econômica, ética, social e política, intensificada pela pandemia, que nos desafia, expondo a desigualdade estrutural enraizada na sociedade brasileira. Embora todos sofram com a pandemia, suas consequências são mais devastadoras na vida dos pobres e fragilizados.
 
Essa realidade de sofrimento deve encontrar eco no coração dos discípulos de Cristo. Tudo o que promove ou ameaça a vida diz respeito à nossa missão de cristãos. Sempre que assumimos posicionamentos em questões sociais, econômicas e políticas, nós o fazemos por exigência do Evangelho. Não podemos nos calar quando a vida é ameaçada, os direitos desrespeitados, a justiça corrompida e a violência instaurada.
 
Louvamos o testemunho de nossas comunidades na incansável e anônima busca por amenizar as consequências da pandemia. Muitos irmãos e irmãs, bispos, padres, diáconos, religiosos, religiosas, cristãos leigos e leigas, movidos pelo autêntico espírito cristão, expõem suas vidas no socorro aos mais vulneráveis. Com o Papa Francisco, afirmamos que “são inseparáveis a oração a Deus e a solidariedade com os pobres e os enfermos”. As iniciativas comunitárias de partilha e solidariedade devem ser sempre mais incentivadas. É Tempo de Cuidar!
 
Somos pastores e nossa missão é cuidar. Nosso coração sofre com a restrita participação do Povo de Deus nos templos. Contudo, a sacralidade da vida humana exige de nós sensatez e responsabilidade. Por isso, nesse momento, precisamos continuar a observar as medidas sanitárias que dizem respeito às celebrações presenciais. Reconhecemos agradecidos que nossas famílias têm sido espaço privilegiado da vivência da fé e da solidariedade. Elas têm encontrado nas iniciativas de nossas comunidades, através de subsídios e celebrações online, a possibilidade de vivenciarem intensamente a Igreja doméstica. Unidos na oração e no cuidado pela vida, superaremos esse momento.
 
Na sociedade civil, os três poderes da República têm, cada um na sua especificidade, a missão de conduzir o Brasil nos ditames da Constituição Federal, que preconiza a saúde como “direito de todos e dever do Estado”. Isso exige competência e lucidez. São inaceitáveis discursos e atitudes que negam a realidade da pandemia, desprezam as medidas sanitárias e ameaçam o Estado Democrático de Direito. É necessária atenção à ciência, incentivar o uso de máscara, o distanciamento social e garantir a vacinação para todos, o mais breve possível. O auxílio emergencial, digno e pelo tempo que for necessário, é imprescindível para salvar vidas e dinamizar a economia, com especial atenção aos pobres e desempregados.
 
É preciso assegurar maiores investimentos em saúde pública e a devida assistência aos enfermos, preservando e fortalecendo o Sistema Único de Saúde – SUS. São inadmissíveis as tentativas sistemáticas de desmonte da estrutura de proteção social no país. Rejeitamos energicamente qualquer iniciativa que intente desobrigar os governantes da aplicação do mínimo constitucional do orçamento na saúde e na educação.
 
A educação, fragilizada há anos pela ausência de um eficiente projeto educativo nacional, sofre ainda mais no contexto da pandemia, com sérias consequências para o futuro do país. Além de eficazes políticas públicas de Estado, é fundamental o engajamento no Pacto Educativo Global, proposto pelo Papa Francisco.
 
Preocupa-nos também o grave problema das múltiplas formas de violência disseminada na sociedade, favorecida pelo fácil acesso às armas. A desinformação e o discurso de ódio, principalmente nas redes sociais, geram uma agressividade sem limites. Constatamos, com pesar, o uso da religião como instrumento de disputa política, justificando a violência e gerando confusão entres os fiéis e na sociedade.
 
Merece atenção constante o cuidado com a casa comum, submetida à lógica voraz da “exploração e degradação”. É urgente compreender que um bioma preservado cumpre sua função produtiva de manutenção e geração da vida no planeta, respeitando-se o justo equilíbrio entre produção e preservação. A desertificação da terra nasce da desertificação do coração humano. Acreditamos que “a liberdade humana é capaz de limitar a técnica, orientá-la e colocá-la ao serviço de outro tipo de progresso, mais saudável, mais humano, mais social, mais integral”.
 
É cada vez mais necessário superar a desigualdade social no país. Para tanto, devemos promover a melhor política[9], que não se submete aos interesses econômicos, e seja pautada pela fraternidade e pela amizade social, que implica não só a aproximação entre grupos sociais distantes, mas também a busca de um renovado encontro com os setores mais pobres e vulneráveis.
 
Fazemos um forte apelo à unidade da sociedade civil, Igrejas, entidades, movimentos sociais e todas as pessoas de boa vontade, em torno do Pacto pela Vida e pelo Brasil. Assumamos, com renovado compromisso, iniciativas concretas para a promoção da solidariedade e da partilha. A travessia rumo a um novo tempo é desafiadora, contudo, temos a oportunidade privilegiada de reconstrução da sociedade brasileira sobre os alicerces da justiça e da paz, trilhando o caminho da fraternidade e do diálogo. Como nos animou o Papa Francisco: “o anúncio Pascal é um anúncio que renova a esperança nos nossos corações: não podemos dar-nos por vencidos!”
 
Com a fé em Cristo Ressuscitado, fonte de nossa esperança, invocamos a benção de Deus sobre o povo brasileiro, pela intercessão de São José e de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil.
 
Brasília, 16 de abril de 2021.
 
Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte – MG
Presidente da CNBB
 
Dom Jaime Spengler, OFM
Arcebispo de Porto Alegre – RS
1º Vice-Presidente  
 
Dom Mário Antônio da Silva
Bispo de Roraima – RR
2º Vice-Presidente
 
Dom Joel Portella Amado
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro – RJ
Secretário-Geral da CNBB

 

'Precisamos fazer Páscoa todos os dias', disse dom Egidio na celebração da Vigília Pascal

Com a celebração da Vigília Pascal neste sábado, 3, o bispo da diocese de Afogados da Ingazeira, dom Egidio Bisol, encerrou o Tríduo Pascal que teve início na quinta com a celebração da Ceia Vespertina do Senhor.
 
Devido à pandemia, a Vigília Pascal que sempre acontece no período na noite, neste ano aconteceu no período da tarde, 15h, com um número militado de fiéis seguindo todos os protocolos de segurança no combate à covid-19.
 
Na entrada da Catedral, houve a bênção do fogo, em seguida a Liturgia da Palavra, depois a bênção da água e finalizando com a Liturgia Eucarística.
 
Na homilia, dom Egidio falou sobre o significado da Páscoa e que sempre devemos fazer Páscoa em nossa vida. "É importante perceber ao longo da história, foi justamente a Páscoa que deu ao povo de Deus a luz, a força para ir caminhando rumo aquele destino que Deus tinha colocado à frente de seu povo. A Páscoa ela não é uma festa, a Páscoa ela é uma realidade da nossa vida. A gente tem que fazer Páscoa todo dia, e a celebração da Páscoa ela vem para nos dar força para fazer Páscoa na vida todos os dias para irmos acolhendo cada vez mais, cada vez melhor à vontade do Pai em nossa vida", disse o bispo.

'Há sinais de esperança com a vacina', disse dom Egidio sobre o coronavírus na Missa do Crisma

Aconteceu na manhã desta quinta, 01 de abril, na Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios, a Missa do Crisma (Santos Óleos) presidida por dom Egidio Bisol. A celebração contou com a presença de todos os padres e seminaristas da diocese.
 
Houve a bênção dos óleos dos Enfermos, Catecúmenos e do Crisma. A missa também é o momento onde os sacerdotes renovam os votos sacerdotais.
 
Como o ano passado, devido à pandemia, a celebração aconteceu somente com a presença do clero da diocese.
 
Dom Egidio falou sobre a importância da Missa dos Santos Óleos. "Esta celebração da Missa do Crisma, dos Santos Óleos, é mais um sinal do amor de Deus. Esse amor de Deus que cura, que conforta, que fortalece, que envia em missão. Os óleos são símbolos disso, que nos fazem olhar o Ungido por excelência, o próprio Jesus, o Cristo. Vamos agradecer então a Deus por mais um sinal de seu amor", disse o bispo.
 
Também falou sobre o momento em que vivemos com a pandemia e que há sinais de esperança, citando a vacina. "Juntos vamos agradecer a Deus o seu amor sem fim. Esse amor que não deixa de dar força a nossa fraqueza, novo alento ao nosso compromisso, coragem renovada para enfrentar a tempestade que continua judiando com muita gente. Sinais de esperanças existem, sobretudo neste momento, a vacina. Mas ainda esses sinais se revelam frágeis diante do número de vidas ceifadas que revelam de um lado a gravidade do contágio e, do outro, expõe também a irresponsabilidade de quem deveria ter cuidado e continuar cuidando e não o fez", criticou dom Egidio.

Durante reunião do clero, dom Egidio Bisol lança Campanha da Fraternidade a nível diocesano

Na noite da quarta, 24 de fevereiro, aconteceu no Centro de Formação Pastoral Stella Maris, em Triunfo, a abertura da Campanha da Fraternidade 2021 a nível diocesano.
 
A Campanha da Fraternidade deste ano que é ecumênica tem como tema “Fraternidade e diálogo: compromisso de amor”. E como lema o trecho da carta de Paulo aos Efésios: “Cristo é a nossa paz: do que era dividido fez uma unidade” (Ef 2, 14ª).
 
A abertura aconteceu com a celebração da Santa Missa presidida pelo bispo diocesano dom Egidio Bisol e que contou com a presença de todos os padres da diocese e de seminaristas que estão cursando Teologia.
 
Em sua homilia, dom Egidio frisou que, desde 1985, a Campanha da Fraternidade retoma situações existenciais do povo brasileiro como fome, terra, trabalho, família, menores, negros, mulheres, jovens, encarcerados, desempregados, idosos, doentes, etc, e de problemas sociais graves como falta de paz, violência, políticas públicas, crimes ambientais, e que todos precisam continuar trabalhando em busca da fraternidade. "Precisamos sim, continuar trabalhando com maior empenho para construir a verdadeira fraternidade. É isso que queremos com a Campanha da Fraternidade que nossa Igreja celebra em comunhão com a CNBB, com as outras dioceses e este ano também com outras Igrejas", disse.
 
Ao final, o bispo confirmou o empenho da diocese com a Campanha da Fraternidade e com a unidade dos cristãos. "Apesar de todas as dificuldades que experimentamos no caminho desafiador do ecumenismo, nossa Igreja no Pajeú quer continuar sua caminhada colaborando para a unidade de todos cristãos e deseja aproveitar dessa oportunidade linda que é a Campanha da Fraternidade Ecumênica 2021", afirmou.

Presidência da CNBB divulga nota sobre a Campanha da Fraternidade Ecumênica 2021

A presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou, nesta terça-feira, 9 de fevereiro, uma nota na qual esclarece pontos referentes à realização da Campanha da Fraternidade Ecumênica deste ano, cujo tema é: “Fraternidade e Diálogo: compromisso de amor” e o lema: “Cristo é a nossa paz. Do que era dividido fez uma unidade”,  (Ef 2,14a).
 
O documento reafirma a Campanha da Fraternidade como uma marca e, ao mesmo tempo, uma riqueza da Igreja no Brasil que deve ser cuidada e melhorada sempre mais por meio do diálogo. Iluminado pela Encíclica Ut Unum Sint, de 1999, do Papa São João Paulo II, o texto aponta também ser necessário cuidar da causa ecumênica. 
 
Sobre o texto-base da CFE deste ano, os bispos afirmam que a publicação seguiu a estrutura de pensamento e trabalho do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC), conselho responsável pela preparação e coordenação da campanha da fraternidade em seu formato ecumênico. “Não se trata, portanto, de um texto ao estilo do que ocorreria caso fosse preparado apenas pela comissão da CNBB”, aponta a Nota.
 
No documento, a presidência da CNBB reafirma que a Igreja Católica tem sua doutrina estabelecida a respeito das questões de gênero e se mantém fiel a ela. “A doutrina católica sobre as questões de gênero afirma que ‘gênero é a dimensão transcendente da sexualidade humana, compatível com todos os níveis da pessoa humana, entre os quais o corpo, a mente, o espírito, a alma. O gênero é, portanto, maleável sujeito a influências internas e externas à pessoa humana, mas deve obedecer a ordem natural já predisposta pelo corpo” (Pontifício Conselho para a Família, Lexicon – Termos ambíguos e discutidos sobre família, vida e questões éticas., pág. 673).
 
A nota informa que os recursos do Fundo Nacional de Solidariedade (FNS) seguem rigorosa orientação, obedecendo não apenas a legislação civil vigente para o assunto, mas também a preocupação quanto à identidade dos projetos atendidos. “Os recursos só serão aplicados em situações que não agridam os princípios defendidos pela Igreja Católica”, reforça a nota.
 
A presidência da CNBB afirma, no parágrafo final, que apesar de nem sempre ser fácil cuidar das dificuldades levantadas pela realização de uma Campanha da Fraternidade e da caminhada ecumênica e de muitos outros aspectos da ação evangelizadora da Igreja, nem por isso se deve desanimar e romper a comunhão, o que segundo os bispos é uma das maiores marcas dos cristãos. “Não desanimemos. Não desistamos. Unamo-nos”, exorta a presidência da CNBB.
 
A nota completa pode ser acessada no site da CNBB

Dom Egidio preside missa da Romaria dos Coroinhas e pelos 45 anos de sua chegada ao Brasil

Na manhã deste domingo (31 de janeiro), aconteceu na Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios, em Afogados da Ingazeira, a VIII Romaria dos Coroinhas da diocese.

Por conta da pandemia, apenas os coroinhas das Paróquias do Bom Jesus dos Remédios e de São Francisco se fizeram presentes, além dos seminaristas. A missa foi transmitida pela Rádio Pajeú e pelas redes sociais da paróquia.

Durante a homilia, o bispo diocesano dom Egidio Bisol destacou os serviços prestados pelos coroinhas, mas, também alertou que o principal serviço o qual os coroinhas devem prestar é o de seguir a Jesus.

Dom Egidio também pediu orações pelos 45 anos de sua chegada ao Brasil. “Peço orações também por mim. Há 45 anos desembarcava no Rio de Janeiro, vindo de navio e, vinha com esse desejo: seguir a Jesus”, disse o bispo.

O Natal desse ano nada perdeu em relação aos outros Natais no seu sentido mais verdadeiro, disse dom Egidio na Missa de Natal

O bispo da diocese de Afogados da Ingazeira, dom Egidio Bisol, presidiu a celebração da Missa de Natal na noite desta quinta (24) na Catedral de Afogados da Ingazeira dentro das festividades do padroeiro Senhor Bom Jesus dos Remédios.

Dom Egidio falou do momento difícil em que estamos vivendo por conta da pandemia, mas que isso não tira o verdadeiro significado do Natal como algumas pessoas pensam. “Escutei algumas pessoas dizendo que o Natal desse ano vai ser ruim, acabou-se o Natal, cadê o Natal? Essas pessoas partem de uma ideia que o Natal seja exterioridade: luzes, barulho, pisca-pisca, compras, presentes, e não sei o que mais. Mas o Natal é o mesmo. O Natal desse ano nada perdeu dos outros Natais no seu sentido mais verdadeiro. E mais ainda eu diria, o Natal desse ano, vai nos ajudar a entrar em comunhão mais plena e verdadeira com algumas pessoas que vivera por dentro o Natal (citando Maria e José sem um lugar adequado para o nascimento de Jesus). Se partilhamos das incertezas, inseguranças e angústias de Maria e José, partilhemos também da sua fé, da sua esperança, reconhecendo nesta Criança a grande luz prometida”, disse dom Egidio.

Por conta da pandemia, a celebração aconteceu no patamar da Catedral.

Alison Maciel é ordenado sacerdote

Na noite de segunda, 14 de dezembro, foi ordenado como sacerdote na diocese de Afogados da Ingazeira, o diácono Alison José Zeferino Maciel.

Alison foi ordenado pela imposição das mãos do bispo diocesano, dom Egidio Bisol. A missa de ordenação aconteceu em frente à Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios, seguindo todo o protocolo de segurança e distanciamento.

Um número significativo de padres da diocese de Afogados e de outras dioceses estiveram prestigiando esse momento.

Dom Egidio preside Missa dos Santos Óleos na diocese de Afogados da Ingazeira

A Missa do Crisma (Santos Óleos) na Diocese de Afogados da Ingazeira que não ocorreu durante a Semana Santa por conta da pandemia, aconteceu na manhã desta quarta (7), na Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios, em Afogados.

A Concelebração Eucarística contou apenas com as participações do clero diocesano, diáconos e dos seminaristas. Os fieis puderam acompanhar através da Rádio Pajeú.

Na homilia, dom Egidio falou da importância da Missa do Crisma. “A missa do Crisma, a missa da benção dos Santos Óleos em nossa diocese costuma ser sempre um momento de festa, de comunhão entre pastores e rebanho. De celebração dos diferentes serviços dentro da comunidade, todos ungidos no Cristo e, como Ele, ungido por excelência. Ungidos para a mesma missão de anunciar a Boa Nova aos pobres, proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista. Libertar os oprimidos e proclamar o ano da graça do Senhor”, disse.

Dom Egidio também agradeceu aos padres a dedicação que estão tendo, mesmo nesses momentos difíceis por conta da pandemia, de estarem próximos às pessoas apesar do distanciamento físico.

Na missa foram abençoados os óleos dos Enfermos, dos Catecúmenos e do Crisma. Também, os padres fizeram a renovação das promessas sacerdotais.

Na data de hoje, 7 de outubro, se comemoram 11 anos da nomeação de dom Egidio Bisol como 4º bispo diocesano e de 14 anos da morte de dom Francisco Austregésilo de Mesquita Filho. Ao final da missa, dom Egidio foi até o túmulo de dom Francisco onde realizou um momento de oração.

Nota Oficial da CNBB Nordeste 2 a todos os fieis católicos e aos homens e mulheres de boa vontade

O Conselho Episcopal Regional Nordeste 2 (Conser) emitiu, nesta quarta-feira (19), nota oficial convidando a todos os fiéis católicos a fazerem uma profunda reflexão “sobre a vida e sobre os valores que a regem”. O documento deverá ser lido em todas as igrejas dos Estados de Alagoas, da Paraíba, de Pernambuco e do Rio Grande do Norte, no final da celebração da Eucaristia, no próximo domingo, dia 23.
 
No texto, os bispos reafirmam que acompanharam “com o coração inquieto e perplexo, o caso da menina capixaba de 10 anos que, abusada no seio familiar, engravidou e, depois de 22 semanas, abortou, via concessão judicial”. O aborto foi consumado no domingo (16), no Recife, cidade onde está a sede do Regional Nordeste 2 da CNBB.
 
“Assim, também nós, membros do Conser, resolvemos manifestar nossa solidariedade aos que sofreram e sofrem por causa do abuso, e proferir uma palavra de encorajamento e esperança aos fiéis católicos que estão sob nossa responsabilidade moral e pastoral, e aos homens e mulheres de boa vontade, para que mantenham erguida a bandeira da paz e da inegociável defesa da vida”, diz um trecho da mensagem.
 
Confira a nota:
 
NOTA DOS BISPOS DO REGIONAL NORDESTE 2
 
“O maior destruidor da paz, hoje, é o crime cometido contra criança inocente que está para nascer. Uma criança é o mais belo presente que Deus dá a uma família, a um país e ao mundo inteiro”.
(Santa Tereza de Calcutá – Discurso no Prêmio Nobel da Paz)
 
A cada dia, no Brasil, acontecem seis abortos em meninas entre 10 e 14 anos que foram estupradas. Neste contexto, acompanhamos, com o coração inquieto e perplexo, o caso da menina capixaba de 10 anos que, abusada no seio familiar, engravidou e, depois de 22 semanas, abortou, via concessão judicial. O aborto aconteceu no Recife (PE), cidade onde está a sede do nosso Regional Nordeste 2 da CNBB. A situação gerou polêmica por se tratar de um tema delicado e emocional, mas também se tornou uma oportunidade de reflexão sobre a vida e sobre os valores que a regem. Assim, também nós, membros do Conselho Episcopal Regional – CONSER, resolvemos manifestar nossa solidariedade aos que sofreram e sofrem por causa do abuso, e proferir uma palavra de encorajamento e esperança aos fiéis católicos que estão sob nossa responsabilidade moral e pastoral, e aos homens e mulheres de boa vontade, para que mantenham erguida a bandeira da paz e da inegociável defesa da vida.
 
Somos guiados pela Sagrada Escritura. Por isso, reafirmamos que a vida provém de Deus e deve ser defendida. Estamos atentos à integral proibição de se matar o inocente: “Não matarás!” (Ex 20,13), e à certeza de que aquele que virá à luz é um ser humano digno de toda atenção e cuidado (Ex 21,22-25). Defendemos a vida dos indefesos (Sl 82,3-4), pois tudo quanto fizermos a um pequenino, ao próprio Senhor o fazemos (Mt 25,40). Essa é a bênção da vida (Sl 127,3-5). Como bem cantou o salmista: “Teus olhos me viram ainda informe, e no Teu livro já eram escritos todos os meus dias; já eram desenhados quando nenhum deles ainda existia” (Sl 139,16).
 
O aborto é, por definição, a extinção de uma vida humana em seu estado nascente e sabemos, pela razão e pela fé, que suprimir uma vida humana inocente é um mal nunca justificado. A dignidade humana é o princípio inspirador de todos os demais, é guia para as Ciências e para o Poder Público em todas as suas expressões. Impõe-se, portanto, permitir que a vida humana nasça e atinja a plenitude possível. No embrião humano, por exemplo, já existe uma disposição da matéria para o desenvolvimento, segundo a espécie humana.
 
Ratificamos que “o ser humano deve ser respeitado e tratado como pessoa humana desde a sua concepção” (Donum Vitae, n. 1). Lamentamos que prevaleça atualmente, na sociedade, a tendência de se considerar o nascituro como simples resultado de um processo biológico ou sociocultural, favorecendo, com isso, a “cultura do descarte” (Evangelii Gaudium, n. 53), do “achismo” ou da pura arbitrariedade, causando a opressão dos fortes sobre os fracos, a popularidade de ideologias abortistas e a destruição do próprio ser humano.
 
A bioética secular, muitas vezes, busca uma saída para o dilema entre a liberdade materna e a vida da criança em gestação, negando a esta a existência e o direito à vida. O problema central é que, na gestação, não se trata de um só corpo. O embrião, que sem descontinuidade se torna feto, é um novo ser humano vivente em desenvolvimento, guiado por um genoma próprio, diferente daquele materno, ativo desde a concepção, e se realiza de modo autônomo, dia após dia, de forma coordenada, contínua e gradual. Transformar essa realidade em questões apenas técnicas é reduzir a dimensão ética à esfera do arbítrio de cada indivíduo e possibilitar um relativismo cruel e desumano.
 
A tutela da vida inviabiliza a prática do aborto, pois se trata de um indivíduo, uma pessoa humana que tem direitos assegurados pela Constituição Federal Brasileira (CF) e respeito garantido pela ética. Parece um contrassenso a CF assegurar a “dignidade da pessoa humana” (Art. 1º, III) e a “inviolabilidade do direito à vida” (Art. 5º, caput), e negar ao nascituro o pressuposto à fruição dessa dignidade, a saber, a própria vida.
 
Elementar que existem alguns casos excepcionais e lamentáveis, como no caso em questão, mas isso não altera o juízo ético sobre o aborto. Embora casos reais como este apresentem dificuldades reais e dramáticas de escolha, o valor da vida humana inocente não deve ser diminuído. Com o auxílio dos meios terapêuticos disponíveis hoje, no caso concreto da criança-mãe capixaba, dever-se-ia tentar preservar ambas as vidas, seja praticando as terapias disponíveis, seja monitorando de perto o progresso da gravidez, ou até mesmo antecipando o parto, assim que houvesse esperança de que a criança sobrevivesse. A ciência que realiza procedimentos neonatais e até intrauterinos chancelou essas possibilidades.
 
Não somos alheios à rejeição psicológica da maternidade decorrente da violência. Entretanto, infelizmente, no debate atual, o direito da mulher à autodeterminação, em relação à gravidez, se contrapõe ao direito à vida do nascituro. A referida criança, embora concebida em circunstâncias dramáticas, era inocente e sua vida deveria ser protegida como a de qualquer outro ser humano. A criança-mãe sofreu violência sexual, mas o aborto provocado não era a única solução. À violência sofrida não se deveria somar uma outra violência, de consequências físicas, emocionais e espirituais ainda não conhecidas para a criança-mãe.
 
Enfim, queremos manifestar que:
 
1. A decisão judicial que permitiu o aborto, mesmo se amparada no ordenamento jurídico nacional, é uma contradição com o direito inalienável à vida de todo ser humano, e, por isso, inaceitável;
 
2. Numa sociedade plural, nós também temos direito à expressão do pensamento e à reflexão sobre a ética da vida, sem sermos rotulados de “religiosos fanáticos”;
 
3. A insensibilidade das pessoas, por trás das mídias sociais, muitas vezes auxilia na formação de uma mentalidade que escolhe o pragmatismo em lugar de preservar os valores inalienáveis da dignidade humana;
 
4. Os culpados pelos nefastos crimes do abuso e do estupro devem ser identificados, responsabilizados e punidos pelo mal praticado;
 
5. A criança-mãe deve ser protegida, cuidada e bem orientada para seu pleno desenvolvimento humano;
 
6. Os profissionais da saúde, apelando para o legítimo direito de objeção de consciência, devem lembrar do solene juramento de Hipócrates: “A ninguém darei por comprazer, nem remédio mortal, nenhum conselho que induza à perda. Do mesmo modo, não darei a nenhuma mulher uma substância abortiva”.
 
Por fim, com o desejo de uma justiça restaurativa e não só punitiva, fazemos nossas as palavras do Papa Francisco: “a defesa do inocente nascituro deve ser clara, firme e apaixonada, porque neste caso está em jogo a dignidade da vida humana, sempre sagrada, e exige-o o amor por toda a pessoa, independentemente do seu desenvolvimento. Mas igualmente sagrada é a vida dos pobres que já nasceram e se debatem na miséria, no abandono, na exclusão, no tráfico de pessoas, na eutanásia encoberta de doentes e idosos privados de cuidados, nas novas formas de escravatura, e em todas as formas de descarte” (Gaudete et Exsultate, n. 101).
 
Decidimos que a presente nota seja lida em todas as igrejas do Regional Nordeste 2, no final da celebração da Eucaristia, no domingo, dia 23 de agosto de 2020.
 
Bispos do Regional Nordeste 2 da CNBB