NOTÍCIAS DA DIOCESE

Lançada 2ª edição da cartilha Caatinga Guardiã das Águas

Aconteceu na tarde desta terça (26/10), o lançamento virtual da 2ª edição da cartilha Caatinga Guardiã das Águas, com o Webnário Água e Caatinga – Por uma Pedagogia Ecológica Frente à Degradação Ambiental no Pajeú e as Mudanças Climáticas. As pessoas puderam acompanha pelo canal do Youtube do Centro Sabiá e nas páginas do Facebook do Centro Sabiá e da Rádio Pajeú.
 
Estiveram participando o bispo da diocese de Afogados da Ingazeira, dom Egidio Bisol, Pe. Luis Marques, Maria Cristina e Riva Almeida do Centro Sabiá, Alexandre Pires da ASA e Centro Sabiá e do professor Genival Barros (NEPPAS/URFPE).
 
O Webnário foi voltado a gestores e gestoras de educação, professores e professoras das redes municipal e estadual da região do Pajeú, e toda sociedade.
 
Foram distribuídos 7.000 exemplares da cartilha junto às secretarias de Educação dos municípios do Pajeú e com todas as escolas estaduais também do Pajeú. O objetivo é chegar a 4.000 professores e professoras da rede municipal de educação de 20 municípios da Bacia do Rio Pajeú e 1.800 docentes de 42 escolas da rede estadual da região.
 
A cartilha é uma iniciativa do Grupo Fé e Política da Diocese de Afogados da Ingazeira, em parceria com a UAST/UFRPE, o Centro Sabiá e a ASA Pernambuco, que tem como finalidade contribuir para uma prática pedagógica que sensibilize crianças, adolescentes e jovens dos municípios da Bacia Hidrográfica do Rio Pajeú, sobre os cuidados e a importância da preservação da Caatinga, para a garantia das nossas fontes de água, da biodiversidade, no combate à desertificação e equilíbrio ambiental.
 
Preservar a Caatinga e as fontes de água no Pajeú é uma condição fundamental para combater a pobreza, as desigualdades e os efeitos que as mudanças climáticas causam à nossa população. 

Com missa, dom Egidio abre o Sínodo em nível diocesano

Com missa na noite da quinta, 14 de outubro, no patamar da Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios, o bispo da Diocese de Afogados da Ingazeira, dom Egidio Bisol, abriu o Sínodo Diocesano na diocese.
 
A missa contou com a presença do clero e de representantes das paróquias.
 
O processo é tido como a maior consulta popular da história da Igreja Católica e que busca adaptá-la aos novos tempos. Será um momento de escuta entre Igreja e povo. Esse processo de escuta se estenderá até abril de 2022 na diocese de Afogados da Ingazeira. O sínodo dos bispos acontecerá em 2023 em Roma.
 
Durante a missa, dom Egidio falou sobre a abertura do sínodo em nível diocesano. "O sentido do caminho ao qual todos somos chamados consiste antes de mais nada em descobrir o rosto e a forma de uma Igreja Sinodal em que cada um tem algo a dizer e algo a aprender. Neste caminhar juntos, pedimos ao Espírito Santo nos leve a descobrir como a comunhão que faz de nós unidade tem em vista a missão. Uma Igreja Sinodal é uma Igreja com as portas abertas, uma Igreja missionária. É uma Igreja que aceita e busca caminhar junto com as outras Igrejas e comunidades cristãs, mas, que de forma ainda mais ampla, abranja toda a humanidade da qual compartilhamos as alegrias e esperanças, as tristezas e as angústias", disse o bispo.

Com presença física dos fieis, dom Egidio encerrou festividades de Santa Maria Madalena

O bispo da diocese de Afogados da Ingazeira, dom Egidio Bisol, presidiu na quinta, 22 de julho, o encerramento das festividades em honra à padroeira diocesana, Santa Maria Madalena.
 
Diferentemente do ano passado, a Concelebração Eucarística deste ano contou com a presença física dos fieis, com a Santa Missa sendo realizada no patamar da Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios. Além da boa participação das pessoas, quase todo o clero diocesano esteve presente. As pessoas também puderam acompanhar através das redes sociais da Paróquia, bem como pela Rádio Pajeú.
 
A homilia de dom Egidio foi feita através de um texto que um frade fez para o papa e para o povo da cúria, há 5 anos, durante um retiro.
 
Uma das partes do texto do frade, cita a passagem em que Jesus diz a Maria Madalena: vá dizer aos meus irmão que Estou vivo. Mas agora o coração canta de alegria e o grande grito percorre o mundo: eu vi o Senhor. Dom Egídio refletiu sobre esse trecho. "Que o Senhor também nos dê a graça de participarmos também dessa experiência ímpar de Maria Madalena que se torna modelo também para a nossa caminhada, para o nosso compromisso de enxugar lágrimas, para o nosso compromisso de buscar o Senhor e ter a paciência de esperar que Ele se apresente para que tenha a força de correr no mundo todo, para dizer a todos: eu vi o Senhor", concluiu.

Imagem de Santana peregrinou nos zonais da diocese

A peregrinação da Imagem de Santa Ana que está acontecendo em todas as dioceses do Nordeste, passou pela diocese de Afogados da Ingazeira. A peregrinação acontece em preparação da realização do XVIII Congresso do ECC (Encontros de Casais com Cristo), que ocorrerá na Arquidiocese de Feira de Santana-BA, nos dias 31 de julho e 01 de agosto, deste ano. Após peregrinar por algumas paróquias da diocese, a Imagem foi entregue à Diocese de Salgueiro.
 
A Imagem de Santa Ana chegou à diocese de Afogados da Ingazeira, nO sábado, 10 de julho, entregue pela diocese de Floresta. O ato aconteceu com uma missa presidida pelo bispo da diocese de Afogados da Ingazeira, dom Egidio Bisol, no patamar da Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios.
 
Na homilia, dom Egidio falou sobre o XVIII Congresso do ECC e qual a missão que o mesmo quer levar adiante. "Evangelização da família, a Boa Nova da família. Que viver em família não é um peso, não é um sacrifício, é uma alegria que tem seus pesos e sacrifícios também. Eu acho que o testemunho de vocês devem aparecer essa Boa Nova, que a vida em família é boa nova. Mas tem a outra parte também que é a Santificação, serem Santos. O que é ser Santo? Serem imitadores de Jesus', disse dom Egidio.

CNBB divulga nota sobre momento atual em que mais de meio milhão de vidas foram perdidas por conta da pandemia

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiu uma nota nesta sexta-feira, 9 de julho, sobre o momento atual da conjuntura brasileira. No documento, a instituição reafirma, por meio de sua presidência, a necessidade de “defender as vidas ameaçadas, os direitos respeitados e para apoiar a restauração da justiça, fazendo valer a verdade”.
 
Na avaliação da CNBB, a sociedade democrática brasileira está atravessando um dos períodos mais desafiadores da sua história. “A trágica perda de mais de meio milhão de vidas está agravada pelas denúncias de prevaricação e corrupção no enfrentamento da pandemia da COVID-19”, diz um trecho da nota.
 
A CNBB, na nota, “apoia e conclama as instituições da República para que, sob o olhar da sociedade civil, sem se esquivar, efetivem procedimentos em favor da apuração, irrestrita e imparcial, de todas as denúncias, com consequências para quem quer que seja, em vista de imediata correção política e social dos descompassos”.
 
Confira, abaixo, a íntegra do documento:
 
Nota da CNBB diante do atual momento brasileiro
Brasília-DF, 9 de julho de 2021
 
 
 
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB levanta sua voz neste momento, mais uma vez, para defender vidas ameaçadas, direitos desrespeitados e para apoiar a restauração da justiça, fazendo valer a verdade. A sociedade democrática brasileira está atravessando um dos períodos mais desafiadores da sua história. A gravidade deste momento exige de todos coragem, sensatez e pronta correção de rumos.
 
A trágica perda de mais de meio milhão de vidas está agravada pelas denúncias de prevaricação e corrupção no enfrentamento da pandemia da COVID-19. “Ao abdicarem da ética e da busca do bem comum, muitos agentes públicos e privados tornaram-se protagonistas de um cenário desolador, no qual a corrupção ganha destaque.” (CNBB, Mensagem da 56ª. Assembleia Geral ao Povo Brasileiro, 19 de abril de 2018).
 
Apoiamos e conclamamos às instituições da República para que, sob o olhar da sociedade civil, sem se esquivar, efetivem procedimentos em favor da apuração, irrestrita e imparcial, de todas as denúncias, com consequências para quem quer que seja, em vista de imediata correção política e social dos descompassos.
 
 
 
Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte (MG)
Presidente da CNBB
 
Dom Jaime Spengler
Arcebispo de Porto Alegre (RS)
Primeiro Vice-Presidente da CNBB
 
Dom Mário Antônio da Silva
Bispo de Roraima (RR)
Segundo Vice-Presidente da CNBB
 
Dom Joel Portella Amado
Bispo auxiliar da arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ)
Secretário-geral da CNBB

Afogadense Mateus Ataide é ordenado sacerdote pelo papa Francisco

No Altar da Confissão da Basílica de São Pedro, o Papa Francisco conferiu o ministério sacerdotal a nove diáconos, na presença de várias centenas de fiéis, todos usando máscaras, incluindo os novos ordenandos. Concelebraram o cardeal Angelo De Donatis, vigário geral do Papa para a Diocese de Roma, Dom Gianpiero Palmieri, vice-regente de Roma, alguns cardeais, bispos auxiliares, superiores dos seminários onde os novos sacerdotes foram formados ​​e os párocos dos ordenandos.
 
Dentre os ordenados, estava o Afogadense Mateus Henrique Ataíde da Cruz.
 
Sacerdócio não é uma carreira, é um serviço
 
O Papa, em uma homilia proferida de forma espontânea, convidou os novos sacerdotes a serem pastores, como o Senhor, “é isso o que ele quer de vocês: pastores. Pastores do Santo povo fiel de Deus. Pastores que vão com o povo de Deus: às vezes na frente, no meio, atrás do rebanho, mas sempre ali, com o povo de Deus", repetiu Francisco, que convidou a superar a linguagem de um tempo que fala de “carreira eclesiástica”. “Isto não é uma carreira: é um serviço, um serviço como o mesmo que Deus fez ao seu povo”, afirmou.
 
Proximidade, compaixão, ternura
 
Estas são as três palavras que distinguem o estilo de Deus e que o Papa as examina detalhadamente, entregando aos novos sacerdotes a imitação desse estilo. Ele se detém em particular nas quatro declinações de proximidade: com Deus, na oração, nos Sacramentos, na Missa.
 
“Falar com o Senhor, estar próximo do Senhor”, esta é a preocupação do Papa, que recorda que o Senhor se fez próximo de nós em seu Filho. E que esteve próximo no caminho de discernimento vocacional dos ordenandos, “mesmo nos maus momentos do pecado: ele estava lá. Proximidade. Estejam próximos do santo povo fiel de Deus, mas antes de tudo perto de Deus, com a oração”. E diz: “Um sacerdote que não reza lentamente apaga o fogo do Espírito em seu interior”.
 
Sejam colaboradores do bispo
 
“No bispo tereis a unidade”, esta é a principal razão pela qual é importante permanecer firme com o seu bispo. “Vós sois colaboradores do bispo”, diz o Papa, que recorda um episódio de muito tempo atrás: “Um sacerdote teve a infelicidade - digamos assim - de me fazer escorregar. A primeira coisa que tive em mente foi chamar o bispo. Mesmo nos momentos difíceis, chama o bispo para estar perto dele”. O Papa sublinha a paternidade espiritual do bispo, a quem se confiar com humildade.
 
Não cair na fofoca
 
O Papa sugeriu um propósito para este dia: nunca falar pelas costas de um irmão sacerdote. “Se vocês tiverem alguma coisa contra o outro - disse Francisco - sejam homens (...), vão lá e digam na frente”. E enfatizou mais uma vez a nunca falar pelas costas. “Não sejam fofoqueiros. Não caiam na fofoca” e recomendou a unidade: no Conselho Episcopal, nas comissões, no trabalho.
 
Sacerdotes do povo, não clérigos do Estado
 
“Nenhum de vocês estudou para se tornar sacerdote. Vocês estudaram ciências eclesiásticas”, continou Francisco, dirigindo-se novamente aos ordenandos. “Vocês foram eleitos, tirados do povo de Deus”. E cita as palavras do Senhor a Davi: "Eu te tirei de trás do rebanho". Então, convida a não se esquecerem de onde vieram: “de sua família, de seu povo. Não percam o faro do povo de Deus”.
 
O Santo Padre também cita o apóstolo Paulo que disse a Timóteo para se lembrar de sua mãe, sua avó, das próprias origens.  O autor da Carta aos Hebreus diz: «Lembrai-vos daqueles que vos introduziram na fé». Francisco deixa com clareza este convite: “Sejam sacerdotes do povo, não clérigos do Estado!”.
 
Não fechar o coração aos problemas das pessoas
 
O Papa exorta os sacerdotes a "perderem tempo ouvindo e consolando", e a serem dispensadores do perdão de Deus, que nunca se cansa de perdoar. Usar a “terna compaixão, de família, de pai, que faz sentir que tu estás na casa de Deus”: é o estilo que o Papa deseja aos padres, na recomendação de não serem “galgadores”, perseguindo o orgulho do dinheiro. “Sacerdotes, não empresários”, repete o Pontífice, convidando-os a não terem medo: “Se tiverem o estilo de Deus, tudo irá bem”.
 
Texto: Vatican News

CNBB divulga mensagem ao povo brasileiro aprovada pelos bispos reunidos em assembleia

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulga nesta sexta-feira, 16 de abril, a mensagem do episcopado brasileiro que reunido, de modo online, na 58ª Assembleia Geral da CNBB, se dirigiu ao povo neste grave momento.
 
No texto, os bispos afirmam que diante da atual situação pela qual passa o Brasil, sobretudo em tempos de pandemia, não podem se calar quando a vida é “ameaçada, os direitos desrespeitados, a justiça corrompida e a violência instaurada”. Os bispos asseguram que são pastores e que têm a missão de cuidar. “Nosso coração sofre com a restrita participação do Povo de Deus nos templos. Contudo, a sacralidade da vida humana exige de nós sensatez e responsabilidade”, dizem.
 
Na mensagem, os bispos reiteram que no atual momento precisam continuar a observar as medidas sanitárias que dizem respeito às celebrações presenciais. Reconhecem agradecidos que as famílias têm sido espaço privilegiado da vivência da fé e da solidariedade. “Elas têm encontrado nas iniciativas de nossas comunidades, através de subsídios e celebrações online, a possibilidade de vivenciarem intensamente a Igreja doméstica. Unidos na oração e no cuidado pela vida, superaremos esse momento”.
 
Os bispos afirmam que os três poderes da República têm, cada um na sua especificidade, a missão de conduzir o Brasil nos ditames da Constituição Federal, que preconiza a saúde como “direito de todos e dever do Estado” e que o momento exige competência e lucidez. “São inaceitáveis discursos e atitudes que negam a realidade da pandemia, desprezam as medidas sanitárias e ameaçam o Estado Democrático de Direito”, afirmam.
 
Fazem, ainda, um forte apelo à unidade das Igrejas, entidades, movimentos sociais e todas as pessoas de boa vontade, em torno do Pacto pela Vida e pelo Brasil: “Assumamos, com renovado compromisso, iniciativas concretas para a promoção da solidariedade e da partilha. A travessia rumo a um novo tempo é desafiadora, contudo, temos a oportunidade privilegiada de reconstrução da sociedade brasileira sobre os alicerces da justiça e da paz, trilhando o caminho da fraternidade e do diálogo. Como nos animou o Papa Francisco: “o anúncio Pascal é um anúncio que renova a esperança nos nossos corações: não podemos dar-nos por vencidos!”.
 
Confira o texto na íntegra:
 
 
MENSAGEM DA 58ª ASSEMBLEIA GERAL DA CNBB AO POVO BRASILEIRO
 
Esperamos novos céus e uma nova terra, onde habitará a justiça. (2Pd 3,13)
 
 
Movidos pela esperança que brota do Evangelho, nós, Bispos do Brasil, reunidos, de modo online, na 58ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, de 12 a 16 de abril de 2021, neste grave momento, dirigimos nossa mensagem ao povo brasileiro.
 
Expressamos a nossa oração e a nossa solidariedade aos enfermos, às famílias que perderam seus entes queridos e a todos os que mais sofrem as consequências da Covid-19. Na certeza da Ressurreição, trazemos em nossas preces, particularmente, os falecidos. Ao mesmo tempo, manifestamos a nossa profunda gratidão aos profissionais de saúde e a todas as pessoas que têm doado a sua vida em favor dos doentes, prestado serviços essenciais e contribuído para enfrentar a pandemia.
 
O Brasil experimenta o aprofundamento de uma grave crise sanitária, econômica, ética, social e política, intensificada pela pandemia, que nos desafia, expondo a desigualdade estrutural enraizada na sociedade brasileira. Embora todos sofram com a pandemia, suas consequências são mais devastadoras na vida dos pobres e fragilizados.
 
Essa realidade de sofrimento deve encontrar eco no coração dos discípulos de Cristo. Tudo o que promove ou ameaça a vida diz respeito à nossa missão de cristãos. Sempre que assumimos posicionamentos em questões sociais, econômicas e políticas, nós o fazemos por exigência do Evangelho. Não podemos nos calar quando a vida é ameaçada, os direitos desrespeitados, a justiça corrompida e a violência instaurada.
 
Louvamos o testemunho de nossas comunidades na incansável e anônima busca por amenizar as consequências da pandemia. Muitos irmãos e irmãs, bispos, padres, diáconos, religiosos, religiosas, cristãos leigos e leigas, movidos pelo autêntico espírito cristão, expõem suas vidas no socorro aos mais vulneráveis. Com o Papa Francisco, afirmamos que “são inseparáveis a oração a Deus e a solidariedade com os pobres e os enfermos”. As iniciativas comunitárias de partilha e solidariedade devem ser sempre mais incentivadas. É Tempo de Cuidar!
 
Somos pastores e nossa missão é cuidar. Nosso coração sofre com a restrita participação do Povo de Deus nos templos. Contudo, a sacralidade da vida humana exige de nós sensatez e responsabilidade. Por isso, nesse momento, precisamos continuar a observar as medidas sanitárias que dizem respeito às celebrações presenciais. Reconhecemos agradecidos que nossas famílias têm sido espaço privilegiado da vivência da fé e da solidariedade. Elas têm encontrado nas iniciativas de nossas comunidades, através de subsídios e celebrações online, a possibilidade de vivenciarem intensamente a Igreja doméstica. Unidos na oração e no cuidado pela vida, superaremos esse momento.
 
Na sociedade civil, os três poderes da República têm, cada um na sua especificidade, a missão de conduzir o Brasil nos ditames da Constituição Federal, que preconiza a saúde como “direito de todos e dever do Estado”. Isso exige competência e lucidez. São inaceitáveis discursos e atitudes que negam a realidade da pandemia, desprezam as medidas sanitárias e ameaçam o Estado Democrático de Direito. É necessária atenção à ciência, incentivar o uso de máscara, o distanciamento social e garantir a vacinação para todos, o mais breve possível. O auxílio emergencial, digno e pelo tempo que for necessário, é imprescindível para salvar vidas e dinamizar a economia, com especial atenção aos pobres e desempregados.
 
É preciso assegurar maiores investimentos em saúde pública e a devida assistência aos enfermos, preservando e fortalecendo o Sistema Único de Saúde – SUS. São inadmissíveis as tentativas sistemáticas de desmonte da estrutura de proteção social no país. Rejeitamos energicamente qualquer iniciativa que intente desobrigar os governantes da aplicação do mínimo constitucional do orçamento na saúde e na educação.
 
A educação, fragilizada há anos pela ausência de um eficiente projeto educativo nacional, sofre ainda mais no contexto da pandemia, com sérias consequências para o futuro do país. Além de eficazes políticas públicas de Estado, é fundamental o engajamento no Pacto Educativo Global, proposto pelo Papa Francisco.
 
Preocupa-nos também o grave problema das múltiplas formas de violência disseminada na sociedade, favorecida pelo fácil acesso às armas. A desinformação e o discurso de ódio, principalmente nas redes sociais, geram uma agressividade sem limites. Constatamos, com pesar, o uso da religião como instrumento de disputa política, justificando a violência e gerando confusão entres os fiéis e na sociedade.
 
Merece atenção constante o cuidado com a casa comum, submetida à lógica voraz da “exploração e degradação”. É urgente compreender que um bioma preservado cumpre sua função produtiva de manutenção e geração da vida no planeta, respeitando-se o justo equilíbrio entre produção e preservação. A desertificação da terra nasce da desertificação do coração humano. Acreditamos que “a liberdade humana é capaz de limitar a técnica, orientá-la e colocá-la ao serviço de outro tipo de progresso, mais saudável, mais humano, mais social, mais integral”.
 
É cada vez mais necessário superar a desigualdade social no país. Para tanto, devemos promover a melhor política[9], que não se submete aos interesses econômicos, e seja pautada pela fraternidade e pela amizade social, que implica não só a aproximação entre grupos sociais distantes, mas também a busca de um renovado encontro com os setores mais pobres e vulneráveis.
 
Fazemos um forte apelo à unidade da sociedade civil, Igrejas, entidades, movimentos sociais e todas as pessoas de boa vontade, em torno do Pacto pela Vida e pelo Brasil. Assumamos, com renovado compromisso, iniciativas concretas para a promoção da solidariedade e da partilha. A travessia rumo a um novo tempo é desafiadora, contudo, temos a oportunidade privilegiada de reconstrução da sociedade brasileira sobre os alicerces da justiça e da paz, trilhando o caminho da fraternidade e do diálogo. Como nos animou o Papa Francisco: “o anúncio Pascal é um anúncio que renova a esperança nos nossos corações: não podemos dar-nos por vencidos!”
 
Com a fé em Cristo Ressuscitado, fonte de nossa esperança, invocamos a benção de Deus sobre o povo brasileiro, pela intercessão de São José e de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil.
 
Brasília, 16 de abril de 2021.
 
Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte – MG
Presidente da CNBB
 
Dom Jaime Spengler, OFM
Arcebispo de Porto Alegre – RS
1º Vice-Presidente  
 
Dom Mário Antônio da Silva
Bispo de Roraima – RR
2º Vice-Presidente
 
Dom Joel Portella Amado
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro – RJ
Secretário-Geral da CNBB

 

'Precisamos fazer Páscoa todos os dias', disse dom Egidio na celebração da Vigília Pascal

Com a celebração da Vigília Pascal neste sábado, 3, o bispo da diocese de Afogados da Ingazeira, dom Egidio Bisol, encerrou o Tríduo Pascal que teve início na quinta com a celebração da Ceia Vespertina do Senhor.
 
Devido à pandemia, a Vigília Pascal que sempre acontece no período na noite, neste ano aconteceu no período da tarde, 15h, com um número militado de fiéis seguindo todos os protocolos de segurança no combate à covid-19.
 
Na entrada da Catedral, houve a bênção do fogo, em seguida a Liturgia da Palavra, depois a bênção da água e finalizando com a Liturgia Eucarística.
 
Na homilia, dom Egidio falou sobre o significado da Páscoa e que sempre devemos fazer Páscoa em nossa vida. "É importante perceber ao longo da história, foi justamente a Páscoa que deu ao povo de Deus a luz, a força para ir caminhando rumo aquele destino que Deus tinha colocado à frente de seu povo. A Páscoa ela não é uma festa, a Páscoa ela é uma realidade da nossa vida. A gente tem que fazer Páscoa todo dia, e a celebração da Páscoa ela vem para nos dar força para fazer Páscoa na vida todos os dias para irmos acolhendo cada vez mais, cada vez melhor à vontade do Pai em nossa vida", disse o bispo.

'Há sinais de esperança com a vacina', disse dom Egidio sobre o coronavírus na Missa do Crisma

Aconteceu na manhã desta quinta, 01 de abril, na Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios, a Missa do Crisma (Santos Óleos) presidida por dom Egidio Bisol. A celebração contou com a presença de todos os padres e seminaristas da diocese.
 
Houve a bênção dos óleos dos Enfermos, Catecúmenos e do Crisma. A missa também é o momento onde os sacerdotes renovam os votos sacerdotais.
 
Como o ano passado, devido à pandemia, a celebração aconteceu somente com a presença do clero da diocese.
 
Dom Egidio falou sobre a importância da Missa dos Santos Óleos. "Esta celebração da Missa do Crisma, dos Santos Óleos, é mais um sinal do amor de Deus. Esse amor de Deus que cura, que conforta, que fortalece, que envia em missão. Os óleos são símbolos disso, que nos fazem olhar o Ungido por excelência, o próprio Jesus, o Cristo. Vamos agradecer então a Deus por mais um sinal de seu amor", disse o bispo.
 
Também falou sobre o momento em que vivemos com a pandemia e que há sinais de esperança, citando a vacina. "Juntos vamos agradecer a Deus o seu amor sem fim. Esse amor que não deixa de dar força a nossa fraqueza, novo alento ao nosso compromisso, coragem renovada para enfrentar a tempestade que continua judiando com muita gente. Sinais de esperanças existem, sobretudo neste momento, a vacina. Mas ainda esses sinais se revelam frágeis diante do número de vidas ceifadas que revelam de um lado a gravidade do contágio e, do outro, expõe também a irresponsabilidade de quem deveria ter cuidado e continuar cuidando e não o fez", criticou dom Egidio.

Durante reunião do clero, dom Egidio Bisol lança Campanha da Fraternidade a nível diocesano

Na noite da quarta, 24 de fevereiro, aconteceu no Centro de Formação Pastoral Stella Maris, em Triunfo, a abertura da Campanha da Fraternidade 2021 a nível diocesano.
 
A Campanha da Fraternidade deste ano que é ecumênica tem como tema “Fraternidade e diálogo: compromisso de amor”. E como lema o trecho da carta de Paulo aos Efésios: “Cristo é a nossa paz: do que era dividido fez uma unidade” (Ef 2, 14ª).
 
A abertura aconteceu com a celebração da Santa Missa presidida pelo bispo diocesano dom Egidio Bisol e que contou com a presença de todos os padres da diocese e de seminaristas que estão cursando Teologia.
 
Em sua homilia, dom Egidio frisou que, desde 1985, a Campanha da Fraternidade retoma situações existenciais do povo brasileiro como fome, terra, trabalho, família, menores, negros, mulheres, jovens, encarcerados, desempregados, idosos, doentes, etc, e de problemas sociais graves como falta de paz, violência, políticas públicas, crimes ambientais, e que todos precisam continuar trabalhando em busca da fraternidade. "Precisamos sim, continuar trabalhando com maior empenho para construir a verdadeira fraternidade. É isso que queremos com a Campanha da Fraternidade que nossa Igreja celebra em comunhão com a CNBB, com as outras dioceses e este ano também com outras Igrejas", disse.
 
Ao final, o bispo confirmou o empenho da diocese com a Campanha da Fraternidade e com a unidade dos cristãos. "Apesar de todas as dificuldades que experimentamos no caminho desafiador do ecumenismo, nossa Igreja no Pajeú quer continuar sua caminhada colaborando para a unidade de todos cristãos e deseja aproveitar dessa oportunidade linda que é a Campanha da Fraternidade Ecumênica 2021", afirmou.